Quem comprar um jogo digital numa PS4 ou PS5 terá que fazer uma ligação à internet passados 15 dias para os poder continuar a jogar.
A Sony veio esclarecer a polémica recente em torno de uma alegada política de DRM que obrigaria os jogadores a fazer check-ins online a cada 30 dias nos jogos digitais da PS4 e PS5. Mas, na realidade apenas será necessário um único check-in online para validar a licença do jogo.
As notícias iniciais geraram grande controvérsia entre os jogadores, reacendendo as questões sobre quem realmente é dono dos jogos comprados, e com inúmeros jogadores a reclamarem que não querem manter a sua consola ligada à net - ainda menos quando em países como o Reino Unido começa a ser obrigatório fazer a verificação de idade. Agora, descobre-se que este novo sistema será um mecanismo para combater o roubo de licenças de jogos - em que alguém compra um jogo, rouba a chave, e depois devolve o jogo nos primeiros 15 dias e pede o reembolso do dinheiro, utilizando a chave para poder continuar a jogar numa consola offline. A ligação à internet serve para converter a licença temporária inicial numa licença permanente, após o período de devolução. A partir desse momento, os jogadores poderão jogar o jogo de forma permanente, sem necessidade de check-in online recorrente.
Quem roubar uma chave temporária só poderá jogar o jogo por um máximo de 30 dias; quem tiver acesso à chave permanente já não poderá fazer a devolução do jogo.
Ainda assim, fica marcado o falhanço da Sony por não ter dado a devida informação de forma clara desde o início - ainda mais quando, há pouco mais de uma década, a Sony fazia da partilha de jogos um dos seus grandes pontos fortes. É sabido que as empresa não gostam de dar detalhes sobre os seus sistemas de DRM, mas este seria um dos casos em que teria sido vantajoso evitar más-interpretações.
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quarta-feira, 6 de maio de 2026
domingo, 8 de dezembro de 2019
DRM deixa jogo Tron: Evolution bloqueado 9 anos após lançamento
O jogo Tron: Evolution não teve o sucesso que os seus criadores esperavam, mas volta a dar que falar 9 anos após o lançamento, por ficar bloqueado devido ao DRM SecuROM.
As empresas muito gostam de promover o DRM como sendo uma mais valia para os consumidores, mas que perguntem agora como se sentem os clientes que tiverem comprado este jogo e que agora descobrem que não o poderão jogar? Quem tentar instalar o jogo que comprou legitimamente irá deparar-se com uma mensagem de erro durante a fase de validação, fazendo com que seja impossível jogar o jogo.
O mais caricato é que isto parece dever-se ao facto da Disney ter deixado de pagar a subscrição do serviço de DRM, fechando o acesso a todos os que tiverem comprado o jogo, e que assim aprenderão - uma vez mais - a grande mais valia que é o DRM!
Sabem que é que não tem que se preocupar com este tipo de coisa? Aqueles que tiverem optado por piratear este jogo! Demonstrando perfeitamente a total inversão de valores que o DRM traz para o mercado, fazendo com que aqueles que optam por comprar as coisas legitimamente sejam prejudicados, enquanto que quem optar por as piratear sai beneficiado a todos os níveis... incluindo o de poder continuar a jogar os jogos, mesmo que se tenha passado uma década do seu lançamento.
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
Denuvo atrasa significativamente alguns jogos
O sistema de DRM Denuvo tem sido considerado a maior praga entre estes sistemas, e agora temos um vídeo que mostra o impacto que tem nalguns jogos... e que contraria a promessa dos seus criadores de que "não afecta o desempenho".
O Denuvo - em tempos anunciado como sendo um sistema de protecção "incrackável" - tem sido criticado por abrandar significativamente os jogos em que é aplicado, e que tem levado a que vários estúdios optem por lançar actualizações que removem o Denuvo depois da fase inicial de lançamento do jogo (não que isso lhes sirva de muito, uma vez que jogos com Denuvo estão agora a ser crackados num prazo de um ou dois dias após o lançamento, o que invalida por completo o seu propósito, que só serve para angustiar os clientes legítimos).
Num teste que compara diferentes jogos nas suas versões com / sem Denuvo, fica demonstrado de forma clara que há diferenças que podem ser substanciais. Se é certo que nalguns jogos as diferenças são reduzidas, noutros há em que o tempo de carregamento passa a ser quase de metade (de 73 para 40 segundos), e abrandamentos no frame rate que chegavam a ser de 400ms que desaparecem por completo.
... Uma vez mais se comprova que, estúdios e developers que recorrem a este sistema de DRM, estão apenas a prejudicar os clientes que lhes pagam os ordenados... sem que com isso consigam evitar que os jogos continuem a ser pirateados, e que quem os pirateie fique melhor servido!
sábado, 8 de dezembro de 2018
Sistema de protecção Valeroa crackado em 20 minutos
O sistema de DRM Denuvo tem sido continuamente gozado por ser crackado repetidamente numa questão de horas, mas agora temos um concorrente chamado Valeroa, que promete proteger os jogos... mas que também sucumbiu em apenas 20 minutos.
Embora tenha sido demonstrado, uma e outra vez, que os sistemas de DRM nos jogos apenas servem para irritar os utilizadores legítimos, e em nada conseguem evitar que surjam no mercado versões crackadas que qualquer pessoa pode descarregar, infelizmente os estúdios continuam a insistir nessas supostas protecções. O Valeroa é um novo sistema que parece ter sido criado para dar resposta às principais críticas do Denuvo - mas que infelizmente não lhe serviu de muito, tendo sido crackado em apenas 20 minutos.
O Valeroa apresenta vários argumentos que o tornam mais "amigo" dos jogadores (não se esquecendo que estamos a falar de DRM, logo, a antítese de "amigo") como o facto de "funcionar" sem necessidade de ligação à internet, como acontece com o Denuvo, nem mesmo quando se arranca o jogo pela primeira vez, e também permitir que o jogador possa actualizar o seu hardware sem ser importunado com uma mensagem de que não é o computador legítimo. Argumentos interessantes mas que, como ficou demonstrado pelo seu jogo de estreia - City Patrol: Police - se tornam completamente irrelevantes, pois, tal como todos os outros DRMs... de pouco ajuda a evitar cópias piratas a circular na internet, para quem as quiser usar.
Diz-se que a definição de insanidade é tentar repetidamente a mesma coisa, esperando um resultado diferente daquele que já se sabe que se irá obter. Penso que isto assentará que nem uma luva em todos os estúdios que continuam a recorrer a este tipo de "protecções" que, como está mais que visto, não funcionam.
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
Denuvo força fim de actividade do hacker Voksi
A recente vitória contra o sistema de DRM abusivo Denuvo foi de curta duração, com a Denuvo a atacar directamente um dos principais hackers que crackava continuamente o seu sistema.
O hacker Voksi, que tinha um "ódio de estimação" contra a Denuvo, foi surpreendido com uma visita da polícia em sua casa, tendo sido confiscado o seu computador e servidor; tendo também descoberto que a Denuvo não está interessada em chegar a qualquer acordo, remetendo a decisão para os tribunais.
Compreensivelmente, Voksi diz que isto significará o fim das suas actividades relacionadas com o crack do DRM Denuvo, mas apela a que outros possam continuar a "luta"; algo que seguramente acontecerá, pois existem dezenas de grupos activos de cracking, que também têm tornado o processo de crackar o Denuvo numa verdadeira competição entre si - algo que ganhará entusiasmo acrescido em retaliação contra esta perseguição.
... Por isso, esta "vitória" da Denuvo arrisca-se a ser igualmente de muita curta duração, pois apenas serviu para se tornar ainda mais odiada pelos hackers... e não só. Já por várias vezes que quem não concordar com este tipo de DRM, deverá fazer a sua pequena parte, bastando algo como um simples email aos distribuidores e criadores de jogos que usem Denuvo, dizendo que por muito que gostassem de comprar o jogo, não o irão fazer unicamente devido à utilização de um DRM que consideram ser excessivamente abusivo. Se é certo que um só email poderá não fazer diferença... se começarem a ser 10 mil, ou 20 mil, ou 100 mil... se calhar começarão a reconsiderar.
terça-feira, 7 de agosto de 2018
Depraved apela aos jogadores com brincadeira anti-pirataria
Quem tentar poupar os 23 euros que custa o jogo Depraved optando por o descarregar de um site pirata, poderá deparar-se com o misterioso surgimento de chapéus de pirata que inevitavelmente impedirão a progressão no jogo.
Contrariamente ao que o seu nome poderia fazer suspeitar, o Depraved (disponível no Steam em Early Acess) é um jogo de construção de cidades com gestão de recursos situado no oeste selvagem. Criado por uma pequena equipa de apenas dois developers, é o tipo de jogo que conta com jogadores pagadores para que possam continuar em actividade, o que os fez incluir uma medida anti-pirataria que não se limitasse a ser as protecções de DRM do costume.
Ao fim de algumas horas de jogo, quem estiver a jogar uma versão pirateada, irá descobrir que os seus armazéns começarão a encher-se com chapéus de pirata, impedindo que sejam usados para guardar os materiais necessários. A dupla que criou o jogo achou que seria uma forma de sensibilizar os jogadores que recorressem a uma cópia pirata, que assim poderiam ficar com uma ideia de como o jogo funciona, antes de serem incentivados a comprar uma cópia legítima.
Esta não é a primeira vez que um jogo recorre a formas "criativas" de penalizar ou identificar os jogadores com cópias pirateadas: o The Sims 4 começava a pixelizar todo o ecrã de jogo; no GTA IV a câmara começava a abanar violentamente; no Command & Conquer: Red Alert 2 tudo o que tivesse sido construído era destruído ao fim de 30 segundos; e no Game Dev Tycoon, um jogo sobre a criação de jogos, o estúdio de jogos virtual começa a perder receitas devido à pirataria até finalmente ir à falência.
domingo, 15 de julho de 2018
DRM Denuvo volta a ser crackado por hacker que não dá tréguas à empresa
O sistema de DRM Denuvo é considerado um dos piores "cancros" do software actual, e com isso chega também um empenho adicional de alguns hackers que reforçam esforços para o crackar o mais rapidamente possível, tornando-o completamente ineficaz.
Um hacker conhecido como Voksi não esconde que tem um desprezo especial pelo Denuvo, e embora a empresa seguramente pudesse viver bem com isso, seguramente não o poderá fazer depois dele ter anunciado já ter crackado a mais recente versão do Denuvo.
Para se ter uma noção da monstruosidade que este DRM é, quando este hacker foi procurar um dos jogos mais pequenos protegidos pelo Denuvo, para lhe facilitar a análise do código, descobriu que dos 128MB ocupados, apenas 5 ou 6MB eram dedicados ao jogo, os restantes 122MB eram apenas o DRM! DRM que, como agora aconteceu novamente, se revela completamente inútil e apenas intrusivo para todos os utilizadores legítimos destes jogos e programas - dando vantagem a quem optar por versões pirateadas livres deste acrescento indesejável.
Não custará, na altura de comprarem um jogo, explorarem que sistema de protecção é que esta a utilizar, e no caso de ser este Denuvo, enviarem um email de desagrado aos produtores, a dizerem que acabaram de perder um cliente devido a esta sua opção. Talvez assim lá comecem a tratar com um pouco mais de respeito os clientes legítimos que até estão dispostos a pagar pelos seus produtos, mas que não estão dispostos a deixar que o seu computador fique infectado com este autêntico malware.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
Empresas de jogos dizem não ser necessário preservar jogos online antigos
Quem joga no seu PC (e consolas) já está habituado a ser tratado como criminoso, sendo forçado a instalar DRM abusivo e ser controlado continuamente via internet para garantir que tem um jogo "legal"; e o mais triste é ver grandes responsáveis pela indústria dos videojogos a insistirem nisso... mesmo quando se tratam de jogos obsoletos e abandonados.
A ESA (Entertainment Software Association), que conta com a Electronic Arts, Sony, Microsoft, Nintendo e Ubisoft como associados, está a fazer pressão para que não seja feita qualquer excepção ao DMCA no caso de jogos online que tenham sido abandonados.
Este é um pedido que tem sido feito por entidades como o MADE (Museum of Art and Digital Entertainment) que gostariam de preservar esses jogos para as gerações futuras, mas para o fazerem dentro da legalidade será necessário a tal excepção que lhes permita "crackar" os jogos de forma a que se possam manter funcionais usando servidores alternativos não oficiais. Algo que já se pode fazer para os jogos offline, mas que estes e outros fãs gostariam de aplicar também a jogos online.
É realmente desolador ver estas empresas a tentarem impedir isso - não esquecendo que se tratam de jogos antigos, e "obsoletos" para todos os efeitos - demonstrando que nem sequer se preocupam com a preservação dos seus próprios produtos (e que afinal, o encerramento de jogos antigos, que deixam de ficar funcionais, é apenas mais uma ferramenta para forçar os jogadores a comprarem novos jogos... que inevitavelmente sofrerão do mesmo mal).
sábado, 3 de junho de 2017
Cracker denuncia impacto do Denuvo nos jogos
No passado já vimos casos de como o DRM pode ter um impacto significativo na utilização do produto (lembram-se dos CDs da Sony com "malware"?) e agora a história repete-se com o DRM da Denuvo a afectar negativamente os jogos em que é instalado.
Nos últimos dias assistimos a um curioso desafio, em que os criadores do jogo Rime se comprometeram a remover o DRM do seu jogo caso os hackers conseguissem ultrapassar o sistema de protecção Denuvo. A resposta não tardou, com o jogo a ser crackado em poucos dias, e fazendo com que os criadores do jogo removessem o DRM como prometido, para mais um caso que mancha (ainda mais) a já debilitada reputação do Denuvo, que depois de ter passado uns meses como "incrackável", tem sido ultrapassado repetidamente sem dificuldade.
O hacker/cracker que quebrou a protecção do mais recente Denuvo v4+, não só o fez em poucos dias, como veio revelar publicamente alguns detalhes quanto ao péssimo serviço feito por esta protecção. Se nos jogos anteriores o sistema se limitava a fazer algumas centenas de verificações anti-pirataria, e mais algumas verificações ocasionais enquanto se joga a cada poucos minutos; no Rime a implementação parece demonstrar um total estado de pânico, com o Denuvo a fazer mais de 300 mil verificações; e mesmo durante o jogo a fazer 10-30 verificações por segundo! Mas calma, que ainda é pior... o número de verificações feitas vai aumentando progressivamente com o tempo de jogo, e ao final de 30 minutos já estamos a falar de mais de 2 milhões de verificações.
Normalmente, os criadores dos jogos acusam os hackers e os seus cracks de terem um impacto negativo na estabilidade do jogo. Neste caso, penso que se pode dizer que este hacker fez um serviço público ao "limpar" tal coisa deste jogo.
Felizmente neste caso os criadores do jogo cumpriram com o prometido e removeram o DRM do jogo; mas não será difícil imaginar o cenário mais comum, dos jogos que mantêm o DRM mesmo depois de serem crackados, e que acabam por penalizar apenas os jogadores que compraram legalmente o jogo e têm que suportar todas as exigências acrescidas do DRM... ao chegar ao ridículo de terem que recorrer a versões pirateadas dos jogos que compraram, para poderem desfrutar deles devidamente.
quarta-feira, 31 de maio de 2017
Criadores do "Rime" removem DRM se jogo for crackado
Os criadores do Rime estão a usar uma táctica original - embora arriscada - para dar mais visibilidade ao seu jogo: prometendo remover o DRM do jogo caso os piratas consigam crackar o sistema de protecção Denuvo que utiliza.
Noutros tempos, até que poderia parecer um desafio sério, mas considerando que o Denuvo tem sido crackado com cada vez mais facilidade e velocidade, parece indicar que o intuito será mesmo usar este desafio como publicidade gratuita para o jogo.
... O pior que lhes pode acontecer é que a maioria das pessoas que fique curiosa com o jogo só experimente uma versão pirata; não contribuindo nada para os criadores do jogo. Por outro lado, numa perspectiva mais positiva, poderá ser que a remoção do DRM possa atrair mais alguns interessados que não comprariam o jogo por este vir com o Denuvo.
domingo, 3 de julho de 2016
Hackers dizem ter crackado DRM Denuvo de jogos como Doom e Rise of the Tomb Raider
O DRM é uma autêntica praga que bem poderia ser erradicada, mas continua a ser a forma que a maioria dos editores usa para tentar minimizar a propagação de cópias pirata; agora, mais uma vez se demonstra que, por muito avançado que seja o DRM, há sempre alguém que encontra forma de o contornar.
O DRM Denuvo é um dos que se tem revelado uma dor de cabeça para os piratas, protegendo jogos bastante desejáveis como o novo Doom, Rise of the Tomb Raider, Just Cause 3, entre outros. De tempos a tempos lá iam surgindo uma insinuações de grupos de hackers a referir que estavam a "trabalhar no assunto", e agora parece aproximar-se a confirmação de que realmente a queda de mais um sistema de DRM está para breve.
Embora por agora ainda não haja confirmação independente de que existe realmente um crack que ultrapasse este sistema de protecção, a quantidade de rumores que tem surgido nesse sentido, a par de um vídeo lançado por uma equipa de hackers russos, faz crer que não demorará muito tempo até que tal aconteça.
Embora o DRM seja usado com a desculpa da pirataria, o problema é que inevitavelmente se torna numa dor de cabeça para os utilizadores legítimos. Quem tentar jogar alguns dos jogos que comprou há uma década atrás arrisca-se a descobrir que grande parte (totalidade?) dos servidores de autenticação já não existem e não permitirão a utilização do jogo, a não ser que se recorram a cracks e sabe-se lá que mais, para poder ter acesso a algo que se comprou!
Melhor seria ver os editores preocuparem-se em fornecer serviços atractivos e que promovam a compra e utilização de jogos de forma legal - por exemplo, a unificação dos jogos Windows 10 e Xbox 10, dando a possibilidade aos jogadores de comprarem um jogo em versão PC e também o jogarem na Xbox One, ou vice-versa, é um grande incentivo para que se compre um jogo que se poderá desfrutar em ambas as plataformas.
Mas... não haja esperanças de que o DRM vá desaparecer a curto prazo... é uma daquelas pragas resistentes, que por agora parece não ter fim à vista.
O DRM Denuvo é um dos que se tem revelado uma dor de cabeça para os piratas, protegendo jogos bastante desejáveis como o novo Doom, Rise of the Tomb Raider, Just Cause 3, entre outros. De tempos a tempos lá iam surgindo uma insinuações de grupos de hackers a referir que estavam a "trabalhar no assunto", e agora parece aproximar-se a confirmação de que realmente a queda de mais um sistema de DRM está para breve.
Embora por agora ainda não haja confirmação independente de que existe realmente um crack que ultrapasse este sistema de protecção, a quantidade de rumores que tem surgido nesse sentido, a par de um vídeo lançado por uma equipa de hackers russos, faz crer que não demorará muito tempo até que tal aconteça.
Embora o DRM seja usado com a desculpa da pirataria, o problema é que inevitavelmente se torna numa dor de cabeça para os utilizadores legítimos. Quem tentar jogar alguns dos jogos que comprou há uma década atrás arrisca-se a descobrir que grande parte (totalidade?) dos servidores de autenticação já não existem e não permitirão a utilização do jogo, a não ser que se recorram a cracks e sabe-se lá que mais, para poder ter acesso a algo que se comprou!
Melhor seria ver os editores preocuparem-se em fornecer serviços atractivos e que promovam a compra e utilização de jogos de forma legal - por exemplo, a unificação dos jogos Windows 10 e Xbox 10, dando a possibilidade aos jogadores de comprarem um jogo em versão PC e também o jogarem na Xbox One, ou vice-versa, é um grande incentivo para que se compre um jogo que se poderá desfrutar em ambas as plataformas.
Mas... não haja esperanças de que o DRM vá desaparecer a curto prazo... é uma daquelas pragas resistentes, que por agora parece não ter fim à vista.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Windows 10 não vai deixar instalar jogos com DRM antigo
O DRM é sempre apresentando como sendo par ao benefício dos utilizadores, e aqui está mais uma prova que demonstra que isso não passa de uma grande treta. Com o Windows 10, os utilizadores irão descobrir que não podem instalar muitos dos seus jogos originais, caso utilizem sistemas de DRM como o SafeDisc ou SecuRom.
Estes DRM completamente excessivos e intrusivos infectam o sistema a tal ponto que o Windows 10 considera-os excessivamente perigosos e não permite a sua instalação. Na lista temos jogos como Grand Theft Auto III, Battlefield 1942 e The Sims (entre muitos outros); e mesmo se, na prática, muitos destes jogos podem agora ser encontrados em lojas sem DRM como o GOG, por preços bastante acessíveis, não deixará de ser mais um episódio a ter em conta da próxima vez que alguém tentar justificar a necessidade do DRM.
... Está mais que visto que é apenas uma questão de tempo até que o DRM seja apenas uma forma de deixar o comprador legítimo sem acesso aos jogos que comprou - enquanto que quem optar por uma cópia pirateada não terá que se preocupar com estes problemas.
sábado, 28 de março de 2015
EA continua a insistir no DRM (e a mostrar-nos que só chateia quem paga)
A Electronic Arts continua a achar que tem que tratar todos os seus clientes como criminosos, e passados todos estes anos, em vez de ter aprendido a lição continua a insistir no DRM abusivo que apenas vai incentivando que os seus cliente recorram a alternativas "não oficiais".
A minha relação com a EA poderá ser descrita como de amor-ódio. Por um lado, sou fã da EA desde a sua origem e de muitos dos jogos que vai trazendo para o mercado; por outro lado, considero inadmissível a sua posição quanto ao DRM abusivo com que infectam os nossos computadores.
Já lá vão mais de 5 anos desde a minha fatídica experiência com o DRM do Crysis, que teve como consequência fazer boicote completo aos jogos da EA durante vários anos (e até fazer com que me desinteressasse dos jogos nos PCs e desse uma oportunidade aos jogos nas consolas - onde não tinha que me preocupar com este tipo de coisa). Mais recentemente, ainda voltei a dar oportunidade à EA em jogos como Battlefield - mas considero inaceitável que agora, para além do Origin e de tudo o que eles instalam, também se queiram intrometer no browser com plugins e sei lá que mais.
E agora, não tendo sido comigo, eis mais uma história com a qual não tenho outro remédio senão identificar-me: de um utilizador que ficou impossibilitado de jogar o novo Battlefield Hardline, simplesmente por testar múltiplas combinações de hardware.
Sim, aceito que isto seja "irrelevante" para 99.9% dos jogadores, que raramente irão trocar de motherboard ou de placa gráfica. Mas trata-se de uma questão de princípio: a EA já obriga os jogadores a criarem uma conta no seu serviço Origin, que serve para validar a sua identidade/legalidade, mas mesmo assim, a EA bloqueia quem se aventurar a experimentar um jogo em 3 ou 4 conjuntos de hardware diferentes num curto espaço de tempo. Já nem entro nas questões - igualmente abusivas - de todo o tipo de informação que a EA estará a recolher e monitorizar continuamente nos computadores dos seus cliente; mas mesmo focando-me na questão básica, de alguém ter acesso àquilo pelo qual pago, isto ultrapassa todos os limites.
... Limites que, como bem sabemos, não existem para quem opta por piratear os seus jogos (bastará dar um salto a sites como o PirateBay ou outros, para rapidamente encontrar versões onde os jogadores não se têm que preocupar com este tipo de problemas). É verdadeiramente aquilo que se pode dizer: estar a pagar para ser mal servido!
Morte ao DRM, de uma vez por todas!
quarta-feira, 13 de março de 2013
Novo SimCity demonstra o Falhanço do DRM
Já saberão que tenho um certo "ódio de estimação" pelas empresas que abusam do DRM - e que graças a isso me "impedem" de comprar jogos que muito gostaria de poder comprar: empresas como a EA e jogos como o novo SimCity por exemplo.
Os jogadores que investiram os seus preciosos euros neste jogo descobriram até que ponto é que a "desculpa" da protecção dos seus direitos é afinal um verdadeiro embuste. O novo SimCity precisa de ligação contínua à Internet, tanto para a sua validação "anti-pirataria" como para guardar todos os conteúdos (as vossas cidades estão "na cloud"). Para além de ser uma autêntica palhaçada que a EA não se lembre que poderá haver quem goste de jogar o jogo que *comprou* enquanto viaja a bordo de um avião ou comboio, e sem acesso à internet - ou tão simplesmente que se queira divertir numa altura em que a sua ligação à internet caiu e precisa de se entreter por umas horas; neste caso a culpa foi a pura incompetência.
Diz a EA que não estava a contar com um volume tão elevado de jogadores, e que os seus servidores não foram capazes de aguentar a carga - e que nunca tinha visto tal acontecer durante a fase beta (a sério?... esperavam que o jogo fosse um falhanço, com menos jogadores que os dos testes?)
Para se tentar redimir, a EA vai oferecer um jogo gratuito aos compradores do SimCity - o que poderá demonstrar alguma boa vontade; mas o que realmente se gostaria de ver, de uma vez por todas, era a EA admitir que o DRM é um falhanço completo e deixar-se destas coisas nos seus jogos. Se o jogo foi um sucesso com as pessoas a comprarem este jogo quando é tão limitado; imaginem quantas mais o comprariam se não estivessem a ser tratadas como criminosos. Eu seria uma dessas pessoas...
Assim, vou ter que mais uma vez deixar de dar euros à EA e aos developers deste jogo; e não conseguirei deixar de dar uma gargalhada assim que algum grupo de hackers lançar uma versão que pode ser jogada em modo offline... versão pirata, claro está, e que certamente será utilizada também por muitos compradores legítimos que pretendam usufruir do jogo que compraram quando, por um acaso ou por outro, não tiverem ligação à internet.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Novo SimCity Precisa de Ligação à Internet Permanente
O novo SimCity 5 promete ser uma "bomba", mas infelizmente a Electronic Arts e a Maxis estão já a tratar de afastar potenciais jogadores que - como eu próprio - se recusam a aceitar medidas abusivas de DRM, e ainda menos gostam que nos atirem pseudo-argumentos justificativos de que tal é necessário para benefício dos jogadores!
O novo SimCity vai ser mais um jogo que necessitará de estar continuamente ligado à internet para o jogarem (sim, podem esquecer caso o queiram jogar num portátil num fim-de-semana passado num qualquer local sem internet). Mas, o mais ridículo é que nos venham dizer que isso é obrigatório devido às imensas necessidade de processamento, que são partilhadas com os servidores da EA na "cloud" - para efeitos de gerir múltplas cidades e as suas influências umas nas outras...
Pois sim... como se alguma dessas coisas invalidasse que quem quisesse jogar com uma única cidade, em modo offline, o devesse poder fazer!
Eu já fugi bastante dos jogos de PC para não me chatear (tanto) com este tipo de abusos... Mas sinceramente, até estava bem curioso em experimentar este SimCity. Infelizmente, e por muito que gostasse de o fazer - e embora para mim até nem me fizesse grande diferença a questão da ligação à internet - sendo esta uma prática recorrente da EA que já me "impediu" de comprar múltiplos jogos no passado, é agora uma questão de princípio. E embora eu perca a possibilidade de me divertir com esse jogo, espero que a ausência dos meus euros nos seus cofres lhes cause frustrações ainda maiores. Quanto a mim, vou optar por continuar a "dar" os meus euros a developers que nos tratem com mais algum respeito.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Ubisoft Abandona DRM "Always-On"
A Ubisoft (e não só, infelizmente) tem tido uma relação conturbada com os jogadores nos PCs, devido a algumas coisas completamente absurdas... como a sua ideia de ter um DRM que obrigava a ter uma ligação permanente à internet para se poder jogar um jogo - mesmo em modo offline.
Felizmente, ou por algum rasgo de lucidez, ou pela queda abrupta nas vendas, a Ubisoft reconsiderou e diz que não planeia voltar a usar um DRM tão abusivo nos PC, optando pelo tradicional método de activação online apenas quando se instala o jogo pela primeira vez. A partir daí, os jogadores poderão jogar sem qualquer ligação à internet, com a devida excepção no caso dos jogos online, obviamente.
Ainda assim, a Ubisoft continua a dizer que há uma enorme taxa de pirataria nos PCs, mas sem revelar números concretos. Ou seja, é uma daquelas "ideias" que atiram para o ar, esperando que depois de tantas vezes ser repetida, as pessoas passem a acreditar.
Só que as coisas não funcionam assim. Eu recuso-me determinantemente a comprar jogos com DRMs abusivos, e a única excepção que faço é quando alguns deles depois chegam ao mercado a preços muito menos inflaccionados (na ordem dos 10€, em vez dos 60 ou 70€ que são pedidos no lançamento.)
Sim, há muitos jogos que gostaria de comprar logo no lançamento, e pelos quais não me importaria de pagar esses valores... Mas enquanto optarem por tratar os clientes pagadores como criminosos, obrigando-os a passar por processos que quase incentivam a que se faça o download de uma cópia pirata para manter a sanidade mental... não o poderei fazer.
terça-feira, 31 de julho de 2012
DRM Uplay da Ubisoft coloca Milhões de Computadores em Risco
Não será preciso relembrar o quanto me irritam os sistemas de DRM completamente intrusivos e abusivos que certos editores insistem em usar nos seus jogos, e que melhor seriam descritos como autênticos "virus" que chegam ao ponto de não nos deixar correr os programas que bem entendemos.
E agora, vemos o quanto estes DRM são verdadeiramente inaceitáveis, com o Uplay da Ubisoft a permitir o acesso remoto ao vosso computador por parte de qualquer pessoa na web!
Sim, se têm jogos como o popular Assassin's Creed ou o Tom Clancy's Ghost Recon, poderão gostar (ou melhor dizendo: não gostar!) de saber que qualquer site que visitem na web poderá ter total controlo sobre o vosso PC, graças a este DRM ao qual a Ubisoft achou que seria interessante permitir executar remotamente programas via web... e sem sequer se preocupar com qualquer tipo de validação ou autorização.
É uma autêntica porta aberta para todo o tipo de hackers e atacantes - e que considerando a popularidade dos jogos em questão... colocará milhões de pessoas em risco.
Verdadeiramente inaceitável (e é por estas e por outras que fui obrigado a "fugir" dos jogos PC, pois simplesmente já não tenho paciência - nem posso admitir - coisas deste tipo!)
Talvez alguns jogadores nos EUA se reunam e façam aquilo que por lá é tão popular: um mega-processo em cima da Ubisoft, por tão flagrante falha de segurança e intrusão.
Actualização: a Ubisoft já se apressou a lançar uma versão corrigida... mas continua a ser inadmissível terem cometido tão flagrante erro!
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Driver San Francisco com DRM "Moralmente Correcto"
Quem o diz é um dos developers deste Driver: San Francisco, que justifica os DRM abusivos utilizados pela Ubisoft como sendo necessários num mercado PC onde a pirataria toma "proporções escandalosas".
Da mesma forma, este developer acha também justo que se utilizem os sistemas de códigos válidos por uma única vez, que fazem com que apenas o comprador original tenha acesso a certos conteúdos - e que caso decida vender o jogo, obrigam o novo comprador a ter que os pagar novamente.
Desculpem-me lá que vos diga, mas estes senhores parecem estar mais preocupados em saber como espremer o máximo de euros dos bolsos dos seus potenciais clientes, do que propriamente em se dedicarem a fazer um jogo que seja o melhor possível.
Com jogos assim, seria da maneira que nenhuma vontade teria de os comprar... mas que certamente até daria gosto de "piratar", só porque sim (não que o faça, pois o tempo já é pouco para jogar os jogos que realmente gosto e que acho serem merecedores do meu tempo! :P
domingo, 28 de agosto de 2011
Ubisoft Remove DRM de From Dust
Mais uma vez se demonstra que há empresas que insistem em não aprender com os próprios erros. Depois de uma recepção bastante inferior à esperada para From Dust, um jogo que - pessoalmente, até desejava que tivesse todo o sucesso do mundo, já que surgiu de Eric Chahi, o célebre criador dos jogos Another World para o Amiga - a Ubisoft decidiu finalmente remover o DRM do jogo, que obrigava a que se tivesse uma ligação permanente à internet para se poder jogar. E ainda por cima, a Ubisoft mentiu ao dizer que o jogo utilizaria apenas uma autenticação inicial para validar o jogo.
... Como sempre, em vez de se concentrarem em resolver os bugs e verdadeiros problemas do jogo, preferem andar a perder tempo e dinheiro nestas palhaçadas. Quando será que irão aprender?
(Actualização: agora até podem correr o From Dust dentro do Chrome!)
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Diablo 3 DRM
Eis que novamente temos um jogo que trata como criminosos todos os jogadores que pagam pelo produto. Em Diablo 3, "apenas" têm que ter uma ligação contínua à internet para poderem jogar.
Ora... obviamente que todas as desculpas que isto pretende evitar a "batotice" de alguns jogadores não colam. O que é certo é que isto irá incomodar *todos* os jogadores que compraram o jogo: quer o desejem jogar numa altura em que a sua internet está em baixo (acontece), ou talvez enquanto estão numa viagem de comboio ou avião, sem acesso à internet (também acontece.)
Como alguns jogadores disseram... é da maneira que em vez deste, continuarão a jogar jogos que não utilizem DRMs estúpidos - ou, claro está... que crackem este Diablo 3 e finalmente o possam jogar sem este tipo de contrangimentos.
Esta indústria está completamente desfasada da realidade... Já estou a imaginá-los a justificar as fracas vendas deste Diablo 3 com a sempre eterna "pirataria" - e claro... este DRM não terá nada a ver com isso, pois...
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