domingo, 27 de setembro de 2020

Dead by Daylight e os tempos de loading


O Dead by Daylight é um jogo já com alguns anos que apela aos fãs dos filmes de terror, mas quando decidi experimentá-lo o maior terror foi mesmo voltar a constatar a péssima optimização dos jogos e os intermináveis tempos de loading.

Noutros tempos, estávamos resignados a que, carregar um jogo num ZX Spectrum, fosse acompanhado por alguns minutos de paciência a ouvir o chilrear de uma cassete. Hoje em dia, temos hardware com gigabytes de RAM, discos que transferem centenas de megabytes por segundo (ou SSDs que transferem gigabytes), e no entanto os períodos de espera para carregamento parecem manter-se como dantes.

Mesmo sendo um grande fã de filmes de terror confesso que nunca tinha experimentado este Dead by Daylight; mas vi-o enquanto passeava pelos jogos disponíveis no Xbox Game Pass e decidi dar-lhe uma oportunidade. A mecânica do jogo é interessante: de um lado temos quatro jogadores, cuja missão é escapar ao "assassino" que os persegue (que fica a cargo de um 5º jogador). É uma verdadeira mini-dose de filme de terror, que tem importado elementos de diferentes filmes, jogos e épocas, para manter novidades a intervalos regulares.


Se o jogo em si é bastante feliz e garante uma dose de adrenalina sempre que ouvimos o som do "assassino" a aproximar-se; o mesmo não se pode dizer de todos os detalhes que o rodeiam, que posso dizer que são profundamente irritantes. São coisas que não são exclusivas deste jogo em particular (na verdade, afectam praticamente todos os jogos da actualidade), mas infelizmente calhou a este ser a "gota de água" que me fez vir escrever sobre isto.


Ora vejamos, quando se inicia o jogo temos direito a ver um longo vídeo que serve de "publicidade" ao jogo. Ter vídeos iniciais nos jogos é algo que me irrita desde sempre, pois acho ridículo estar a ocupar permanentemente umas largas centenas de megabytes (ou até gigabytes) para algo que, depois de uma única visualização - se tanto - será sempre passado à frente pelos utilizadores. Mas, neste caso a coisa passa de irritante a ridícula, pois mesmo que se perca umas dezenas de segundos a ver o vídeo, quando finalmente carregamos num botão para passar à frente somos levados para... o ecrã de carregamento do jogo! Ou seja, todos aqueles segundos que poderiam estar a ser utilizados para adiantar o carregamento do jogo de forma a poupar o jogador, são completamente e totalmente desperdiçados.

Passo à frente a questão do interface excessivamente confuso, já que isso é algo que ficaria resolvido com a habituação ao jogo; mas o que não posso passar à frente é a fase de início das sessões de jogo. Mais uma vez, somos atirados para uma secção que serve para que os cinco jogadores possam fazer ajustes aos seus personagens, e que demora cerca de 40 segundos (a não ser que todos os jogadores marquem estar prontos para dar início à partida) - mas querem tentar adivinhar o que acontece depois de terem passado estes 40 segundos à espera? Pois é... passamos para um ecrã de carregamento do nível, que demorará mais umas longas dezenas de segundos. Custava assim tanto utilizar o tempo de espera na preparação dos personagens, para ir carregando o nível de jogo?


Há mais de uma década atrás, ficava incrivelmente frustrado por, mesmo tendo um computador com "excesso" de RAM (na altura), tinha que lidar com jogos que, para reiniciar um nível que tinha acabado de ser carregado para a memória, voltavam a fazer o carregamento tradicional demorando dezenas e dezenas de segundos. Mais de uma década passada, vemos que a completa despreocupação com o tempo desperdiçado continua a ser prática comum.

Aguardo com ansiedade a nova gerações de consolas (PS5 e Xbox Series X), já que os tempos de carregamento foram um dos elementos críticos que ambas esperam conseguir reduzir substancialmente ou eliminar por completo. Agora os estúdios deixarão de ter desculpas, e espero que os jogadores passem também a demonstrar o seu desagrado de forma bem audível se, mesmo assim, continuarem a ser confrontados com os tempos de espera nos carregamentos que até permite pegar no smartphone e fazer um jogo rápido em qualquer outra coisa.

sábado, 26 de setembro de 2020

Xbox Series X e S com Dolby Vision e Atmos


A MS guardou uma última novidade para as suas Xbox Series X e S: serão também as primeiras consolas a suportar jogos em HDR com Dolby Vision, para além do som Dolby Atmos 3D.

O HDR, para quem tiver um televisor ou monitor capaz de realmente tirar partido disso (e não me refiro aos monitores que simplesmente dizem suportar HDR mas não têm coisas como local dimming), permite ter uma experiência visual completamente diferente, tanto a nível de filmes e séries como, neste caso, nos jogos.

Com suporte para Dolby Vision nas novas Xbox, podemos contar com até 12-bits de cor, mas obviamente ficando limitado pelas capacidades do televisor / monitor escolhido.



O Dolby Vision é mais versátil que o sistema HDR tradicional, já que em vez de usar uma única referência fixa desde que se activa o modo HDR (mantendo os níveis constantes ao longo de um filme ou série), permite que esses níveis sejam ajustados continuamente de cena para cena. Algo que já foi replicado pelo mais recente HDR10+.

Quanto ao som Atmos, será também uma vantagem para todos os que tiverem um sistema Atmos em casa, já que em vez de disponibilizar meros canais de som para "esquerda, direito, centro, trás", aqui são disponibilizados sons em canais individuais, juntamente com as suas coordenadas no espaço tridimensional, e será descodificador Atmos que se encarregará de calcular a melhor forma de colocar  o som nesse local tendo em conta as colunas disponíveis.

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Clássicos da Konami chegam ao GOG


Três clássicos títulos do Metal Gear fazem um grande retorno aos computadores mais modernos, juntamente com outros cinco clássicos de 8 bits.

O primeiro título da série é o clássico de todos os tempos do Metal Gear de 1987. Amplamente considerado um dos primeiros jogos furtivos da história, o Metal Gear é um clássico do gênero stealth, e é um jogo absolutamente obrigatório se você quiser conhecer as origens da cultuada série. O segundo título da série é um sucesso da KONAMI de 1998 - Metal Gear Solid. Este título continua a redefinir o gênero stealth com jogadores assumindo o papel de Solid Snake, em uma missão de infiltração em uma instalação de armas nucleares para neutralizar a ameaça terrorista chamada FOXHOUND, uma unidade de forças especiais renegadas.

Depois de ter restaurado clássicos como Blade Runner e Diablo, trazemos a você Metal Gear Solid 2: Substance em uma versão que é totalmente jogável em computadores modernos. Como uma versão expandida do Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty, Metal Gear Solid 2: Substance encontrará jogadores que podem mais uma vez se juntar à Solid Snake e Raiden em sua missão de impedir que a organização terrorista "Sons of Liberty" afunde o mundo no caos nuclear!

Finalmente, preparamos um verdadeiro deleite para os jogadores retrô. Com a série Konami Collector's: Castlevania & Contra agora no GOG.COM, você tem a oportunidade única de descobrir as raízes de duas séries clássicas. Este pacote consiste em cinco jogos únicos da era dos 8 bits: Castlevania, Castlevania II: Simon's Quest, Castlevania III: Dracula's Curse, Contra, e Super C. Isto significa que você recebe cinco chances de salvar o universo em um!

A GOG é mais conhecida pelos gamers por GOG.COM - a loja digital que escolhe a dedo jogos sem DRM, e o GOG GALAXY - um aplicativo de jogos que traz todos os seus amigos e jogos em um só lugar. Como parte do grupo CD PROJEKT, juntamente com o estúdio de desenvolvimento CD PROJEKT RED, a GOG também está trazendo a melhor experiência online possível para os jogadores de PC e console, nos jogos CD PROJEKT RED. O CD PROJEKT RED é também o estúdio por trás de um dos jogos mais esperados de 2020, o CYBERPUNK 2077.

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Xbox para Android com streaming de jogos


A MS reformulou por completo a sua app Xbox para Android (beta), e que agora dá acesso ao Remote Play para streaming de jogos da Xbox a todos os jogadores.

O Remote Play permite jogar os jogos da Xbox no ecrã de um smartphone, mas não deve ser confundido com o serviço xCloud de streaming de jogos. No xCloud nem sequer é necessário ter uma consola ou os jogos instalados, com os jogos a serem executados na cloud e transmitidos para o nosso smartphone; no Remote Play só temos acesso aos jogos que estiverem instalados na nossa consola, funcionando apenas como acesso remoto à Xbox.

Era algo que estava a ser testado há bastante tempo, mas apenas disponível para utilizadores Insider; e que com a mais recente app Xbox beta passa a estar acessível para todos.


A MS está também a reforçar a aposta na captura e partilha de momentos de jogo - algo já previsível tendo em conta que o novo controlador que acompanhará as Xbox Series X até conta com um botão dedicado para as partilhas, à semelhança do que a Sony já tinha feito no DualShock da PS4. Passa a ser possível associar esses clips ao perfil dos jogadores, para que possam exibir os seus melhores momentos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

World of Tanks Hot Wheels


Numa medida que parece não estar a ser muito apreciada pelos fãs, o World of Tanks passa a contar com skins Hot Wheels.

O World of Tanks tem feito inúmeras coisas ao longo dos anos para apresentar novidades e ir mantendo o interesse dos jogadores (e ganhar dinheiro com isso, obviamente) - mas parece estar a chegar a um ponto de ruptura com os fãs, pelo menos é a ideia com que se fica ao ler os comentários ao vídeo que se segue.

Confesso que sou grande fã do World of Warships Legends (em consola), mas que nunca me senti cativado pelo World of Tanks, mesmo quando recentemente lhe voltei a dar uma nova oportunidade (por conta do World of Warships). Ainda assim, o mesmo tipo de política de conteúdos adicionais recorrentes (e pagos) é algo transversal a todos os seus jogos... restando saber se conseguem manter a coisa equilibrada, ou se exageram e passam para o ponto em que afugentam os fãs, que depois muito dificilmente regressarão.

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