terça-feira, 19 de setembro de 2017

Thimbleweed Park


Para quem, como eu, aprecia bastante as aventuras originais da Lucas Arts dos anos 80/90, regozijem-se que acabou de cair na App Store o jogo Thimbleweed Park da Terrible Toybox, Inc., que nos chega directamente das mãos de Ron Gilbert e outros, responsáveis por alguns dos melhores jogos de aventura de sempre, um espectacular mistério point-and-click que nos põe a braços com um assassínio na cidade de Thimbleweed Park.

Estavamos ainda nos primeiros anos do iPhone e eu festejava que nem um doido o lançamento dos originais The Secret of Monkey Island, completamente renovados com melhores gráficos e animações, mas ao mesmo tempo mantendo os gráficos originais para os mais nostálgicos. E depois, assim de repente, sumiram da App Store, sendo substituídos por novas fórmulas da história com Monkey Island Tales, para muita pena minha. Estes novos jogos da TellTale são fantásticos, não me entendam mal, mas eu adoro o estilo antigo point-and-click, que é agora completamente recuperado neste Thimbleweed Park, não fosse ele criado pelos artistas que o inventaram há tantos anos atrás.


Em Thimbleweed Park arrancamos a aventura a acompanhar os passos da vítima, o que é muito interessante para um jogo deste género, pois o primeiro personagem com que jogamos, o que nos permite ter um primeiro contacto com os controlos e como mexer no interface, morre de imediato (não é spoiler, deixem-se de coisas, pois quando virem as horas que vão passar de volta do jogo...).

De seguida saltamos para os personagens principais da história, os agentes federais Ray e Reyes, qual Mulder s Scully dos X-Files, que vêm para a cidade para tentar resolver o crime. Ok, não sabemos se é mesmo isso que têm em mente, pois cada um tem o seu interesse particular pelo caso ou pela cidade. E também não são os personagens principais, já agora, que este jogo tem muito que se lhe diga.


O jogo permite-nos saltar livremente entre os dois personagens, o que se torna essencial para que cada um vá explorar livremente diferentes partes da cidade, falar com os vários personagens estranhos que se encontram espalhados por Thimbleweed Park, a começar pelo Xerife, que é um personagem bem divertido.

É importante esta possibilidade que temos de saltar entre personagens, pois muitas vezes precisaremos que um deles desenrasque o outro de uma maneira ou outra, ou até mesmo para conseguirem certas coisas, onde ambos têm de estar em lugares diferentes ao mesmo tempo.


A narrativa vive de alguns flashbacks quando nos é contada alguma história por um dos habitantes, o que nos leva a jogar o flashback a seguir as pegadas de um outro personagem novo, o que é muito interessante. Isto leva-nos a pensar que há a possibilidade de podermos jogar com vários personagens, e é mesmo isso que acontece mais à frente, podendo saltar entre uma série de personagens importantes para avançar a história e o grande mistério que rodeia a cidade de Thimbleweed Park (o assassínio do início é apenas um grão de areia nesta história toda).


Dos agentes federais passamos às aventuras e desventuras de um palhaço que diz imensas caral(BEEP)hadas, com um humor bem duvidoso, a uma pequena geek que quer ser progamadora de jogos, até mesmo a um fantasma com muitas coisas para resolver antes de abandonar este plano de existência.

Há muitos personagens hilariantes presentes nesta aventura, muitas referências aos jogos antigos da Lucas Arts (uma referência ao Monkey Island pode ser apanhada logo nos primeiros minutos de jogo), e ideias absolutamente loucas, e bem adaptadas à época que vivemos actualmente.


Com uns gráficos altamente detalhados e lindíssimos, uma banda sonora noir que fica no ouvido, como em qualquer bom Thriller, um trabalho de vozes soberbo, e uma história completamente doida (à Maniac Mansion), temos aqui um jogo para os fãs destas aventuras point-and-click clássicas dos anos 80/90, mas também temos jogo para uma nova geração de jogadores que têm mesmo que experimentar este tipo de jogo point-and-click, pois não se irão arrepender.

Vejam aqui em baixo o vídeo de apresentação do jogo, que nos mostra um pouco da loucura que nos espera, e preparem-se para perder umas largas horas da vossa vida a tentar resolver o mistério de Thimbleweed Park, o que será com toda a certeza um prazer para muitos jogadores.


Thimbleweed Park na App Store



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

INKS


Dos criadores do espectacular e altamente original Lumino City, temos como app grátis da semana da Apple na App Store o também fantástico INKS. da State of Play Games, um jogo de pinball bem diferente que nos vai transformar a todos em grandes pintores.

A State of Play Games gosta bastante de visuais realistas nos seus jogos, e basta ver o lindíssimo e original Lumino City (e o seu making-of), que perceberão que se estes artistas pudessem, fariam todos os seus jogos com materiais do mundo real. E este INKS. não anda muito longe daquilo que se pode ver na realidade, com os seus sacos de tinta a explodirem tinta colorida por todo o lado nas mesas de flippers.



Este é um no fundo um jogo de pinball, que agradará com certeza a todos os fãs do género, mas que irá também trazer um público diferente, aqueles que gostam de resolver puzzles, e que apreciam jogos relaxantes e apelativos ao olhar. Aqui não temos de atingir a maior pontuação possível, como acontece em outros jogos de flippers, pois aqui a ideia é rebentar todos os sacos de tinta que se encontram no ecrã, para depois se abrir um portal que nos levará para a próxima mesa de pinball.

O que tem piada aqui no jogo é o facto desta tinta que se espalha pela mesa fora ser bem real, e a bola leva consigo a tinta quando passa por cima dela, pintando a mesa no processo, o que acaba por transformar tudo isto numa grande obra de arte de pintura abstracta. Mas não vivemos só da arte, pois o rasto de tinta deixado pela bola pode-nos ajudar a perceber qual o caminho a seguir na próxima vez que batermos na bola, para chegar a determinado saco de tinta que ainda não conseguimos rebentar.



Com mais de 100 mesas de flippers diferentes para jogar, vamos vendo como cada mesa se vai transformando num autêntico puzzle, cada vez mais complexo de ser resolvido, e exigindo mais destreza e paciência do jogador.

Vejam aqui em baixo o vídeo de apresentação do jogo, e passem já pela App Store para agarrar este belíssimo jogo enquanto está gratuito que vale bem a pena. Se nunca experimentaram o jogo Lumino City também da State of Play Games, e gostam de resolver puzzles e quebra cabeças num jogo point-and-click, então convido-vos a instalarem este magnífico jogo para iPhone que não se irão arrepender.


INKS. na App Store

domingo, 17 de setembro de 2017

Humble Hunie Sakura Bundle


Os fãs de anime e das habituais representações "pitorescas" femininas têm mais um Humble Bundle imperdível que lhes dá acesso a mais de uma dezenas de jogos Winged Cloud e Sakura.

Por menos de €1 podem ficar com: HunieCam Studio; Sakura Agent; Sakura Fantasy; Sakura Beach; Sakura Beach 2; Sakura Angels; Sakura Spirit. Por €6 adicionam o HuniePop; Sakura Swim Club; Sakura Nova; Sakura Space; Sakura Shrine Girls; Sakura Magical Girls e Sakura Santa. E por pouco mais de €8 ficam também com acesso ao Sakura Dungeon.

É um estilo de jogo que não agradará a todos (será mais para aqueles que gostem de "histórias interactivas") mas para quem for fã, ou simplesmente estiver curioso para explorar esta vertente da cultura japonesa... é uma oportunidade a não perder.

sábado, 16 de setembro de 2017

Iron Marines


Da Ironhide Games, criadores dos espectaculares jogos de Tower Defense Kingdom Rush, Kingdom Rush Frontiers e Kingdom Rush Origins, chega-nos finalmente às mãos a sua mais recente aventura, Iron Marines, um RTS que mistura estratégia em tempo real com Tower Defense, e que é perfeito para se jogar num smartphone ou, de preferência, num tablet.

Eu sou grande fã de jogos de Tower Defense, mas especialmente dos jogos da Ironhide Games como Kingdom Rush original, que continua até hoje gratuito e é um jogo absolutamente fantástico. Em Iron Marines a história é outra, já não temos apenas um jogo de Tower Defense, mas contamos com um autêntico RTS do género de Starcraft, onde podemos controlar as nossas tropas com o dedo e movê-las livremente e independentemente no campo de batalha.



A ideia é combater exércitos de extra-terrestres e robôs que nos querem destruir, e portanto iremos enviar heróis e tropas para postos espalhados por vários planetas, onde teremos que conquistar postos avançados, destruir postos inimigos, escoltar civis, etc, e ao mesmo tempo proteger as nossas bases com torres de metralhadoras potentíssimas.



Para cada missão podemos recrutar vários tipos de soldados, desde aqueles que são carne para canhão e vão à frente na batalha, a snipers que ficam estratégicamente colocados atrás dos mesmos, a lançadores de mísseis, até mesmo um mech potentíssimo com um lança chamas. E claro, temos os heróis, cada um com as suas características e os seus vários poderes especiais que podem ser activados no terreno para obter uma vantagem no calor da batalha.


Há que construir postos avançados para poder adquirir mais tropas, e há sempre a possibilidade de alterar o tipo de papel desempenhado pelas tropas em tempo real no meio da batalha, o que nos permite ter grande margem de manobra para mudar de estratégia a qualquer momento.

Para além disto tudo, ainda podemos usar algumas ajudas extra, como poder colocar uma torre de defesa em qualquer lugar, torre esta que ficará activa a defender durante algum tempo, e depois teremos de aguardar que haja energia suficiente para podermos voltar a colocá-la no terreno. Outras ajudas podem ser adquiridas entre missões, como bombas que podemos largar em qualquer lugar, minas que se replicam e se transformam num enorme campo minado, etc, etc.



Como é costume nos jogos da Ironhide Games, o humor está sempre presente, e desta vez contamos até com uma nova fórmula que pode agradar a alguns e não tanto a outros, que é a possibilidade de adquirir alguns heróis através de compras in-app, ou mesmo de visualizar vídeos com publicidade se quisermos ganhar mais créditos para adquirir mais ajudas. Nada disto é necessário como é óbvio, mas estão lá presentes para quem quiser ser mais poderoso, mais depressa.


Podem ver aqui em baixo o vídeo de apresentação do jogo, e fiquem com esta certeza, temos aqui um jogo RTS como não há nenhum na Play Store. É um jogo extremamente bem concebido, com centenas de horas de jogo garantidas pela frente. Todos os níveis podem ser repetidos, usando novos heróis, novas estratégias, e é mais que certo que os vamos querer repetir, nem que seja para melhorar as habilidades de alguns heróis.



Por Bruno Ramalho

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Quest of Dungeons - o 1º jogo português na Nintendo Switch


Já está disponível o primeiro jogo português na Nintendo Switch, o Quest of Dungeons.

Concebido pela Upfall Studios, este jogo inspirado nos velhos clássicos leva-nos numa aventura que nunca será igual, pois de cada vez que se recomeça o jogo tudo será diferente - e nem sequer tendo o conforto dos "save games" que evitem esse recomeço (mas uma vez que o jogo é sempre diferente, nunca há o risco do jogador se cansar de repetir níveis sempre iguais.)

Segundo o responsável pela Upfall Studios, David Amador, a versão Nintendo Switch de Quest of Dungeons "contém todos os modos de jogo e conteúdo existente nas versões anteriormente editadas nas consolas Wii U e Nintendo 3DS, mas conta também com várias novidades como, por exemplo, uma nova mansão com novos ambientes e monstros, os quais também foram adicionados ao já existente modo Custom, onde é possível escolher o número de pisos e o tamanho das masmorras. Uma nova opção "Feats" permite ainda ao jogador ver o progresso das suas conquistas e proezas".

Quem quiser jogar o Quest of Dungeons na Nintendo Switch, pode adquirir o jogo através da loja digital Nintendo eShop pelo preço de €8.99.

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