segunda-feira, 23 de março de 2026
Google Play vai deixar experimentar jogos antes de os comprar
Agora que foi forçada a abrir as portas à concorrência, a Google parece estar preocupada em melhorar a sua própria loja. Para tal, anunciou várias novidades para o Google Play Games, incluindo a possibilidade de experimentar jogos pagos antes de os comprar.
Chamada Game Trials, esta opção oferece acesso gratuito à versão completa de alguns jogos durante um período limitado, permitindo aos utilizadores testar o título antes de decidir se merece os seus euros. Se o jogador optar por comprar o jogo após o teste, o progresso é automaticamente mantido, permitindo continuar exactamente a partir do ponto em que ficou no teste gratuito. A funcionalidade será inicialmente disponibilizada em alguns jogos pagos para dispositivos móveis, mas a Google planeia expandi-la também para o Google Play Games no PC.
Outra aposta é no conceito "buy once, play anywhere", que permite comprar um jogo e jogá-lo tanto na versão mobile como na versão PC. Esta funcionalidade já começou a chegar a alguns títulos, incluindo jogos da série Reigns, OTTTD e Dungeon Crawler.
Além disso, a Google está a lançar os Community Posts dentro do Google Play para dezenas de jogos populares, criando um espaço onde os jogadores podem partilhar dicas e estratégias directamente na loja. Outra ajuda é o o Sidekick, um overlay dentro do jogo que oferece dicas e informações úteis enquanto se joga.
Embora ainda esteja longe de se tornar numa ameaça ao Steam, não deixam de ser melhorias que serão bem recebidas pelos jogadores.
domingo, 1 de fevereiro de 2026
Project Genie cria jogos via AI a partir de texto ou fotos
A Google começou a disponibilizar o Project Genie, uma ferramenta experimental que permite criar e explorar mundos interactivos gerados por AI. O protótipo está a ser lançado para subscritores do Google AI Ultra nos EUA, dando o próximo passo após a apresentação do Genie 3 o ano passado.
O Project Genie baseia-se no conceito de "world models", sistemas AI capazes de simular como os ambientes evoluem e interagem, e como as acções dos utilizadores os afectam. Alimentado pelo Genie 3, em conjunto com o Gemini e o Nano Banana Pro, o protótipo gera o mundo em tempo real à medida que o utilizador se move, em vez de recorrer a cenários estáticos.
A experiência centra-se em três pilares: criação do mundo, exploração e remistura. É possível definir um ambiente com texto ou imagens, escolher a perspectiva e a forma de deslocação, e explorar cenários que se expandem dinamicamente. Os utilizadores podem ainda alterar mundos existentes e exportar pequenos vídeos das suas explorações.
A Google sublinha que se trata de um projeto de investigação em fase inicial. Os mundos podem não ser totalmente realistas, o controlo nem sempre é preciso e as sessões estão limitadas a 60 segundos. Ainda assim, a empresa acredita que o Project Genie será essencial para perceber como os world models podem ser usados em investigação e criatividade, com planos para expandir o acesso a mais países no futuro.
Os exemplos que já começaram a surgir são impressionantes:
One of the wildest emergent capabilities of Genie 3 is that maps actually work.
— Bilawal Sidhu (@bilawalsidhu) January 30, 2026
As I walk around the forest, the GPS display updates its heading in real time.
Remember. There is no game engine here. This is an AI hallucinating a working navigational instrument purely from next… pic.twitter.com/EOlGiTcrqG
Google Genie is seriously mind bending.
— Theoretically Media (@TheoMediaAI) January 29, 2026
This is a Text To World prompt of a man walking down Hollywood Blvd. I am not only controlling the movement of the man, but also the camera.
This is the World Model we've been waiting for.
More Below! pic.twitter.com/ojQHhpNKDM
Google Genie is seriously mind bending.
— Theoretically Media (@TheoMediaAI) January 29, 2026
This is a Text To World prompt of a man walking down Hollywood Blvd. I am not only controlling the movement of the man, but also the camera.
This is the World Model we've been waiting for.
More Below! pic.twitter.com/ojQHhpNKDM
O grande problema destes sistemas é a imensa quantidade de recursos de hardware que são necessários para gerar estes vídeos AI interactivos em tempo real, o que complica a sua disponibilização em larga escala. Para referência, uma única imagem AI pode demorar dezenas de segundos a ser gerada em hardware doméstico convencional; para se chegar a um ponto em que se possa gerar vídeo AI em tempo real, teremos que acelerar o processo várias centenas de vezes.The best @GoogleDeepMind Genie video I've seen:
— Mark Kretschmann (@mark_k) January 30, 2026
A big snowball rolling down a snowy hill, with super impressive physics!
⛄️pic.twitter.com/dCcxDIsbVS
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025
Google I/O 2025 com puzzle de lasers e espelhos
Já é tradição que, antes de revelar a data do seu evento Google I/O, seja lançado um desafio. Este ano, para o Google I/O 2025, o puzzle assume a forma de um intrigante jogo de lasers e espelhos chamado Prism Shift.
Começando de forma bastante simples, o desafio é fazer com que um feixe luminoso chegue ao ponto de destino, e para tal temos várias peças à disposição, começando por espelhos que podem ser rodados. Isso num fase inicial, ao longo dos níveis a dificuldade vai aumentando, e passamos a ter lasers de diferentes cores, separadores de feixes, prismas que separam as cores, filtros coloridos, lanternas, e mais.
Por muito que se goste deste tipo de puzzles, não irá demorar para que cheguem a níveis que começam a precisar de algum tempo para serem superados - e digo isto nem sequer tendo chegado aos níveis mais complexos.
O que é certo é que, ao estilo dos Google Doodles interactivos, este puzzle irá certamente roubar alguns minutos (ou bastante mais) a todos os que não resistirem a este tipo de desafios.
domingo, 29 de dezembro de 2024
AI Genie 2 da DeepMind cria mundos 3D interactivos
Fica explicado porque motivo a World Labs se apressou a mostrar o seu modelo AI de transformação de imagens para mundos 3D. É que o seu sistema se torna "obsoleto" quando comparado com as capacidades bastante mais vastas do Genie 2. Criado pela DeepMind da Google, o Genie 2 pode criar mundos 3D interactivos que se assemelham a videojogos. Este sucessor do modelo Genie original transforma simples descrições de texto ou imagens (como "um robot humanóide numa floresta") em ambientes interactivos, onde os utilizadores podem interagir através de teclados ou ratos, realizando acções como saltar ou nadar.
O Genie 2 destaca-se por simular animações, iluminação, física e até comportamentos de NPCs em tempo real. Muitos dos mundos que cria têm semelhanças notáveis com jogos AAA, levantando questões sobre se os seus dados de treino incluem gravações de jogabilidade. Embora a DeepMind não revele as fontes de dados, suspeita-se que tenham sido usados os milhões de horas de vídeos no YouTube, abrangidos pelos termos de serviço da Google.
Genie 2: We now have Prompt-to-Game.
— AshutoshShrivastava (@ai_for_success) December 4, 2024
Google DeepMind introduced Genie 2, a foundation world model capable of generating an endless variety of action-controllable, playable 3D environments for training and evaluating embodied agents. Based on a single prompt image.
9 examples… pic.twitter.com/N5PT7LlWZP
— AshutoshShrivastava (@ai_for_success) December 4, 2024
— AshutoshShrivastava (@ai_for_success) December 4, 2024Apesar do seu potencial, o Genie 2 não é perfeito. Os mundos criados têm uma duração média de apenas 10 a 20 segundos e não possuem a complexidade de jogos tradicionais. Em vez disso, a DeepMind posiciona o modelo como uma ferramenta para criar protótipos de experiências interactivas e testar agentes AI em cenários diversificados. Uma das suas capacidades é a consistência nos cenários, lembrando-se de elementos que fiquem fora de vista e voltando a apresentá-los correctamente quando reaparecem, algo que muitos simuladores ainda não conseguem fazer, bastando olhar para o chão e depois para o horizonte para que se veja um mundo completamente diferente do que era apresentado originalmente.
Temos também algumas coisas caricatas que foram partilhadas pela equipa. Numa das experiências, a certa altura vê-se um "fantasma" a passar pelo cenário; e noutro caso, o personagem com uma prancha de snowboard decide abandonar a prancha e fazer o percurso de jogo a correr e a fazer acrobacias.
segunda-feira, 3 de junho de 2024
Jogos do YouTube chegam a todos os utilizadores
Depois de ter lançado os jogos de forma bastante limitada, e depois expandindo-os aos subscritores YouTube Premium, o YouTube parece achar que a melhor opção é disponibilizá-los a todos os utilizadores.
Ao longo dos próximos meses os utilizadores passaram a ter acesso a mais de 70 minijogos através da app do YouTube para Android e YouTube. Estes jogos são gratuitos e não disponibilizam compras in-app, mas poderão no futuro ser usados para apresentar publicidade, embora o YouTube não faça qualquer referência a essa possibilidade neste momento.
Não será coincidência que isto surja em resposta à aposta que a Netflix tem feito também nos seus mini-jogos, e sabendo-se o peso que o sector dos jogos vídeos tem tido (a par de movimentações no sentido de tornar os jogos acessíveis via subscrições como o Xbox Game Pass), existe potencial para grandes mudanças a nível de sinergias dos serviços de streaming com os serviços de jogos.
sexta-feira, 22 de setembro de 2023
Como a Google "arruinou" o Stadia com más decisões
O Stadia era o serviço de streaming de jogos lançado pela Google, prometendo levar todo o tipo de jogos a todos os ecrãs. Conhecendo-se a tradição da Google de perder o interesse em projectos secundários, foi também um serviço em que a Google deu todo o tipo de garantias aos estúdios de que era um serviço para durar - lamentavelmente, e demonstrando que aquilo que uma empresa diz não pode ser levado a sério, o Stadia veio mesmo a encerrar.
Os documentos revelam que a Google fez apostas que vieram a ser fatídicas para a plataforma, começando pela decisão de apostar numa plataforma Linux que obrigava estúdios e developers a perderem tempo a adaptarem os seus jogos (maioritariamente desenvolvidos em Windows). Também, inocentemente e inexplicavelmente, parece ter subestimado o custo de desenvolvimento de novos jogos. A Google criou um estúdio de jogos que se dedicaria a criar jogos exclusivos para o Stadia, e só mais tarde percebeu os imensos custos de tais projectos, tendo acabado por encerrar o estúdio sem que tivesse concluído um único jogo - uma falha muito estranha, considerando que a Google tinha contratado veteranos da indústria dos jogos que saberiam muito esse tipo de coisas.
Tudo isso acabou por fazer com que o Stadia entrasse num espiral de morte, não conseguindo subscritores por não ter jogos "AAA" apelativos, e não conseguindo ter jogos "AAA" apelativos por não ter subscritores suficientes. O resto, como se diz, é história, e a Google terá ainda que lidar com as repercussões a longo prazo de que os seus serviços inovadores poderão ser meras experiências em que se torna arriscado apostar, pois é extremamente provável que venham a ser encerradas passado um par de anos.
quinta-feira, 25 de maio de 2023
Google Play Games for PC Beta chega a Portugal
O Google Play Games for PC (beta) é mais uma tentativa da Google em conquistar o seu nicho de mercado no sector dos jogos nos PCs, além do que já nos Android e Chrome OS, e que permite jogar centenas de jogos Android em Windows.
Os requisitos mínimos são um PC com Windows (v2004), CPU quad-core, 8 GB de RAM, 10 GB de espaço em disco, e GPU integrado Intel UHD Graphics 630 ou equivalente. No entanto, a Google recomenda que se utilize um CPU octa-core e um GPU mais adequado para jogos, como os seguintes:
- NVIDIA GeForce GTX 600, 700, 800, 900, 10 series
- NVIDIA Volta series
- NVIDIA GeForce 16, 20, 30 series
- Intel Iris Xe Graphics
- AMD Radeon HD 7790, 7850, 7870, 7950, 7970, 7990
- AMD Radeon HD 8970, 8990
- AMD Radeon R9 200 series
- AMD Radeon R7/R9 300 series
- AMD Radeon RX 400 series
- AMD Radeon RX 570, 580, 890
- AMD Radeon RX Vega series
- AMD Radeon VII series
- AMD Radeon RX 5000 or 6000 series
quinta-feira, 11 de maio de 2023
Google prepara Space Invaders em Realidade Aumentada
O SPACE INVADERS: World Defense será lançado pela Taito como forma de celebrar o 45° aniversário deste clássico que fascinou gerações nas máquinas arcade, consolas e computadores.
quarta-feira, 15 de março de 2023
Google Play Games on PC a caminho da Europa
Apesar de ter desistido do Stadia (depois de todas as insistências que seria um serviço para durar), a Google não quer deixar de estar presente no sector dos jogos em PC. O Play Games on PC é o serviço que facilita que jogos Android possam ser jogados nos PCs, possibilitando a criação de um serviço multi-plataforma de acesso aos jogos.
Depois de ter sido lançado num número reduzido de países, o Play Games on PC vai ficar disponível na Europa, embora mantendo o estado "beta" que a Google tanto aprecia.
Esta expansão também é acompanhada por mais um lote de jogos:
- Angry Birds 2
- Disney Mirrorverse
- Garena Free Fire
- Ludo King
- MapleStory M
- Uma Musume
segunda-feira, 31 de outubro de 2022
Google Doodle Halloween 2022
A Google volta a arruinar a produtividade mundial com mais um pequeno mas viciante jogo de celebração do Halloween 2022.
Neste jogo multiplayer os jogadores são divididos pela equipa verde e equipa roxa, controlando um pequeno fantasma que tem que apanhar pequenos espíritos, que depois tem que levar de volta até à sua base para receber capacidades melhoradas que lhe darão vantagem: coisas como maior velocidade, maior campo de visão, e até a possibilidade de atravessar paredes. Mas além de ser necessário velocidade para apanhar o maior número de espíritos, há também que ter cuidado com os contactos com os jogadores adversários, pois é possível roubar espíritos.
Existem vários mapas, alguns passados no exterior, outros no interior de mansões assombradas, e até em labirintos; e em muitos casos há passagens secretas escondidas para se chegar aos locais onde existem mais espíritos para apanhar.
Uma boa forma de passar alguns minutos divertidos; e não se esqueçam que podem revisitar estes Google Doodles interactivos sempre que quiserem.
quinta-feira, 29 de setembro de 2022
Google encerra Stadia
Depois de toda a incerteza e receios de que Stadia não fosse um serviço para durar - tendo em conta o historial da Google em encerrar serviços - chega agora a confirmação desses receios. A Google anunciou o encerramento do Stadia.
O Stadia continuará funcional até 18 de Janeiro de 2023, deixando de estar disponível a partir dessa data. A única parte positiva é que a Google se compromete a reembolsar tudo o que os jogadores tiverem gasto em hardware Stadia e jogos comprados via Stadia store; processo que diz que espera ter concluído ainda durante o mês de Janeiro.
Apesar das suas vantagens técnicas (que a Google refere que serão aproveitadas noutros serviços), o Stadia tinha como grande inconveniente o facto de exigir que os jogadores comprassem o jogo especificamente para esta plataforma, mesmo que já o tivessem para PC, Xbox ou PS4. Uma fórmula muito menos atractiva do que a da MS, que permite que o mesmo jogo jogado na Xbox possa ser jogado no PC ou acedido via streaming com o Xbox Cloud Gaming (xCloud).
O que é certo é que, com mais este encerramento, a Google dá razão a quem desde cedo duvidava da longevidade deste serviço, e fará levantar mais dúvidas sobre futuros serviços que venha a lançar.
quinta-feira, 17 de março de 2022
Stadia poderá correr jogos Windows sem alterações
A plataforma de streaming de jogos Stadia da Google não tem tido o sucesso desejado, em parte talvez por não disponibilizar os jogos que alguns utilizadores queriam (e noutra parte por obrigar a comprar os jogos novamente, mesmo que já tivessem sido comprados). Outro dos entraves é que os developers têm que criar versões específicas dos jogos para o Stadia, mas não talvez por muito mais tempo.
A Google parece estar a trabalhar no sentido de possibilitar que o Stadia corra jogos Windows directamente, sem necessidade de qualquer alteração por parte dos developers; o que permitira que qualquer jogo Windows poderia ser imediatamente disponibilizado na plataforma.
Se tal se concretizar, seria uma excelente notícia para developers e jogadores, já que do lado dos developers não daria qualquer trabalho adicional disponibilizar qualquer jogo na plataforma Stadia, e do lado dos jogadores haveria mais uma opção para terem acesso a jogos sem se preocuparem com os requisitos técnicos exigidos, até mesmo em computadores bastante modestos. Veremos se com isto o Stadia conseguirá ganhar mais visibilidade, ou se o receio de que a Google possa mudar de ideias e encerrar a plataforma a qualquer momento continuará a manter developers e jogadores afastados.
sábado, 22 de janeiro de 2022
Google Play Games leva jogos Android aos PCs
Embora há muito seja possível correr apps e jogos Android em Windows usando um emulador - e a MS prometeu essa capacidade integrada directamente no sistema para o Windows 11 - isso começa agora a ser feito com o Google Play Games, embora por agora com um número bastante reduzido de jogos e apenas nalguns países.
Os jogos são: Asphalt 9: Legends, Cookie Run: Kingdom, Cookie Run: Ovenbreak, Dragon Mania Legends, Gardenscapes, Homescapes, Idle Heroes, Mobile Legends: Bang Bang, State of Survival: The Joker Collaboration, Summoners War, 三國志・戰略版 (Three Kingdoms Tactics), e Top War: Battle Game.
Curiosamente (ou não), embora estes jogos possam correr em smartphones modestos, para poderem ser jogados num PC é exigido um PC com Windows 10 ou Windows 11, CPU octa-core, GPU, 8 GB de RAM e um mínimo de 20 GB de espaço livre.
Mas, por agora, apenas fica disponível em Hong Kong, Taiwan, e Coreia do Sul. Ainda assim, dá esperança de um dia se poder ter uma "app store" universal, que permita que os jogos possam ser jogados num Android, num PC, ou eventualmente num iPhone ou Mac.
sábado, 11 de dezembro de 2021
Google leva jogos Android para o Windows 11 em 2022
Embora a MS tenha anunciado que o Windows 11 irá ter capacidade para correr apps Android, a Google parece não querer deixar isso em mãos alheias, nem através de sistemas como o BlueStacks. Por isso, diz que vai disponibilizar uma app Google Play Games, que permitirá que os utilizadores em Windows continuem a ter acesso a toda e qualquer jogo na Play Store, e mantendo a sessão sincronizada com outros dispositivos - para que seja possível continuar no PC um jogo que se estava a jogar no smartphone, ou vice-versa.
Infelizmente, a Google não avançou grandes detalhes sobre como isto será conseguido, diznedo apenas que os jogos serão executados localmente no Windows 11, sem recurso a streaming; e que se trata de uma solução desenvolvida inteiramente pela Google, sem qualquer parceria com a Microsoft ou BlueStacks.
Claro que não é preciso muito para se imaginar que será ridículo se a Google se limitar a disponibilizar jogos. Se o seu sistema consegue garantir que os jogos Android funcionarão bem em Windows, então o mesmo poderá ser feito (com ainda maior facilidade) com toda e qualquer app, mesmo que não seja um jogo. Ou seja, em vez de um Google Play Games, poderemos vir a ter simplesmente uma Google Play Store genérica, que trata o Windows como mais uma plataforma - e se, um algum dia, a Apple se vir forçada a abrir o iOS a app stores concorrentes, não seria descabido que, de forma idêntica, teríamos a Google Play Store para iOS (mas antes disso, veremos se a Google se vai dar ao trabalho de disponibilizar o Google Play Games para macOS).
quinta-feira, 29 de abril de 2021
Google adiciona pesquisa de jogos ao Stadia - mais de um ano após o lançamento
O Stadia da Google tem actualmente 172 jogos disponíveis, mas o mais caricato é que, para um serviço que pertence à Google, não tinha qualquer forma de permitir a pesquisa de jogos para facilitar encontrar o que se desejava. É coisa que agora passa a estar resolvida, com a chegada de uma caixa de pesquisa no topo, que tardou em chegar (mais de um ano!) mas chegou.
Embora sem avançar com datas, a Google anuncia também outras novidades no Stadia para breve, como um feed de actividade que permitirá ver o que os amigos estão a jogar, mostrando clips de vídeos que decidam partilhar; e também permitirá aceder ao Stadia através de um browser num dispositivo Android, sem que se tenha que usar obrigatoriamente a app Stadia.
A grande questão é até que ponto a Google irá continuar a apostar no Stadia, sabendo-se que tem estado muito abaixo das expectativas para o serviço. O sistema de streaming em si é excelente, com resposta quase imediata às acções dos jogadores, mas a proposta de se ter que comprar os jogos para esta "plataforma", em vez de ser algo que está incluído na compra de um jogo para outra plataforma tradicional, acaba por penalizá-lo bastante (também considerando que, se a Google decidiu encerrar o serviço, lá se vão os jogos "comprados").
Talvez seja necessário repensar essa vertente, reforçando a oferta de jogos Stadia Pro via subscrição, ou de incluir o Stadia Pro incluído para quem pagar por outros serviços da Google, como o YouTube, ou até para quem pagar pelo espaço adicional na conta da Google.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021
Google encerra estúdios de jogos do Stadia
A Google encerrou os estúdios Stadia Games and Entertainment (SG&E) de Los Angeles e Montreal, que tinha criado para criarem jogos exclusivos para o Stadia e que iriam demonstrar coisas "só possíveis numa plataforma de jogos na cloud" (em contraste com o que se passa actualmente, em que mesmo jogando com todo o poder da cloud da Google, continuamos a ter jogos que nos fazem esperar dezenas de segundos em ecrãs de carregamento, como em qualquer computador convencional.
É dito que a plataforma irá continuar, mas agora dedicando-se apenas a servir de canal para que outros estúdios e serviços façam chegar os jogos aos utilizadores, independentemente do hardware que tiverem - mas desta forma tornando-se apenas "mais um" serviço de streaming, que se limitará a ter jogos que também existirão noutros serviços de streaming, sem qualquer exclusivo que o ajude a diferenciar-se.
Pior ainda, esta inversão do compromisso com a aposta feita no Stadia vem dar parcialmente razão a todos os que temiam que este projecto da Google fosse apenas mais um que estaria destinado ao encerramento, como tanto outros. Ao demonstrar que não está disposta a apostar em força no Stadia, chegando ao ponto de cancelar aquilo que inicialmente se tinha proposto a fazer, não é seguramente o sinal de confiança que jogadores e parceiros esperariam para também eles se comprometerem com este serviço. Veremos como as coisas correm, mas depois desta decisão, aumenta drasticamente a probabilidade do Stadia ter os dias contados.
sexta-feira, 30 de outubro de 2020
Google lança Doodle Halloween 2020
Já é tradição a Google não deixar passar o Halloween sem contribuir para a quebra da produtividade mundial com uns doodles interactivos, e este ano não é diferente. Depois do jogo multiplayer de 2018 a Google decidiu dar seguimento ao jogo que tinha feito em 2016.
Para este jogo de Halloween 2020 Voltamos a controlar um gato com poderes mágicos, que desta vez tem que enfrentar as perigosas assombrações que se refugiaram na profundeza dos oceanos. O objectivo é manter afastados os peixes e criaturas possuídos, desenhado os símbolos que cada um tem, e com cada nível a levar-nos para zonas mais profundas até se chegar ao "boss" final.
Pelo caminho iremos também encontrar alguns aliados, que nos permitirão ganhar energia perdida desenhando um coração, ou um escudo de protecção desenhando um círculo. Temos ainda algumas criaturas que são vulneráveis a um ataque de relâmpago com o desenho de um símbolo à "Harry Potter". Enfim, um jogo adequado para todas as idades e uma forma divertida de passar alguns minutos entretido.
sexta-feira, 11 de setembro de 2020
Google lança jogos culturais "Play with Arts & Culture"
Ideal para manter os mais pequenos (e não só) entretidos no período de férias, e simultaneamente aprenderem mais um pouco sobre arte e cultura, temos uma série de jogos disponibilizados pelo Google Arts & Culture.
O Play with Arts & Culture, acessível na web e também via a app para Android (e brevemente também para iOS), disponibiliza uma série de jogos diversificados, onde seguramente encontrarão um ou mais que seja do vosso interesse.
Puzzle Party
O Puzzle Party desafia-nos a resolver puzzles baseados em obras de arte, com vários níveis de dificuldade, e podendo ser jogado a solo ou em família.
What Came First?
Cultural Crosswords
Para os fãs das palavras cruzadas, o Cultural Crosswords oferece um desafio que segue a temática cultural.
Visual Crosswords
E para aqueles que não se derem bem com palavras, podem também explorar o Visual Crosswords, que troca as letras por imagens.
Art Coloring Book
E por último, para quem quiser relaxar enquanto vai dando cor a algumas obras clássicas, temos este. livro de colorir digital.
Muitas opções com as quais se poderão entreter.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2020
Google quer levar Steam ao ChromeOS
Embora a Google promova o Stadia como o futuro dos jogos (via streaming), parece que também não quer abdicar das plataformas mais tradicionais, surpreendo o mundo com a revelação de que está a preparar-se para fazer chegar o Steam ao Chrome OS.
Na prática isso seria feito via o sistema Linux (já é possível fazê-lo nos Chromebooks mas sem qualquer suporte oficial), mas a grande questão é que tipo de desempenho se poderá esperar desta combinação, já que a maioria dos Chromebooks são máquinas com hardware bastante modesto - nada adequado para jogos mais exigentes. Talvez seja precisamente para mostrar como os jogos ficam "lentos" e que será melhor investirem no Stadia?
Já nem digo nada...
domingo, 17 de novembro de 2019
Cancelamento do Stadia preocupa developers
A Google está prestes a lançar o seu serviço de streaming de jogos Stadia, mas apesar de garantir que é um projecto para continuar, não consegue afastar o receio dos developers de que o serviço se possa juntar ao cemitério dos muitos projectos cancelados da Google.
As preocupações de developers quanto à longevidade do Stadia são pertinentes e merecidas, tendo em conta o historial da Google. No passado já vimos grandes projectos, nos quais a Google parecia estar a apostar tudo - como o Google Glass, ou o Google+ - e que demonstraram que nem mesmo a Google tem a fórmula mágica para fazer com que todas as suas ideias funcionem. No caso do Stadia, os riscos são muitos e a incerteza é natural, mesmo com a Google a dizer que irá criar vários estúdios para a plataforma.
Ao contrário de outros serviços de streaming, o Stadia não nos oferece um catálogo de jogos ilimitado ao estilo Netflix que se possa jogar mediante o pagamento da sua mensalidade. O Stadia funciona apenas como acesso a uma "máquina de jogos" virtual na cloud, sendo que, à semelhança do que se passa com um PC ou consola convencional, será necessário comprar os jogos que por lá se quiser jogar.
É uma proposta bem diferente das que temos tido nos serviços de streaming, e que acaba por concretizar o "sonho" de muitas empresas. Em vez de venderem uma consola uma única vez (normalmente sem margem de lucro, pois espera-se que o lucro seja feito na venda de jogos), passam a ter uma renda garantida, todos os meses, quer o cliente use o serviço ou não. Do lado do cliente, as potenciais vantagens serão o acesso a hardware bastante mais potente do que teria acesso a um custo razoável, e ausência de chatices com avarias, espaço ocupado, tempos de carregamento, etc.
Mas, antes de mais, a Google terá primeiro que mostrar a validade do Stadia no mundo real (a tal ausência de lag prometida), e implementar as muitas funcionalidades que estão em falta no lançamento. A partir da próxima semana (o Stadia arranca a 19 de Novembro) já começaremos a ouvir as impressões dos primeiros "clientes".


































