A AMD continua a conquistar utilizadores e a reduzir vantagem face aos PCs com CPUs Intel no Steam.
A mais recente edição do Steam Hardware Survey, referente a Maio de 2026, mostra que a AMD continua a ganhar terreno no mercado de processadores para PCs de gaming, tendo superado os 46% no total. Olhando-se apenas para os sistemas Windows, os processadores Ryzen já representam 44,97% dos utilizadores da plataforma, enquanto a Intel mantém 55,02%, numa liderança que continua a diminuir gradualmente.
Os dados revelam uma evolução consistente ao longo do ano. Em Janeiro, a AMD detinha 43,34% da quota de utilização no Steam, tendo aumentado a sua presença em cerca de 1,6 pontos percentuais nos últimos meses. Em contrapartida, a Intel viu a sua quota cair de 56,64% para pouco mais de 55%, reflectindo uma tendência de aproximação entre as duas fabricantes. Se a tendência se manter, podemos chegar ao final do ano com a AMD a ultrapassar os 50% - embora o elevado custo da RAM esteja a penalizar o sector e a dificultar a compra e montagem de novos PCs gaming.
O crescimento da AMD está directamente ligado ao sucesso da arquitectura Zen e da gama Ryzen, que desde 2017 tem vindo a desafiar o domínio histórico da Intel. Nos últimos anos, a tecnologia 3D V-Cache desempenhou um papel importante neste avanço, permitindo à empresa lançar processadores especialmente competitivos para gaming, frequentemente posicionados entre os melhores do mercado em desempenho para jogos. Apesar da subida da AMD, a Intel continua a liderar graças à enorme base instalada acumulada ao longo de décadas.
Curiosamente, a AMD também já alcançou uma quota próxima dos 46% no mercado de servidores x86, impulsionada pela crescente adopção dos processadores EPYC.
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quarta-feira, 10 de junho de 2026
quinta-feira, 5 de março de 2026
AMD abandona Ryzen Z1 Extreme?
A AMD parece ter terminado o suporte do AMD Ryzen Z1 Extreme, deixando máquinas como o Legion Go e ROG Ally sem drivers melhorados para o chipset.
Um alegado esclarecimento do suporte da Lenovo Coreia está a gerar preocupação entre utilizadores do Legion Go. A mensagem, partilhada em fóruns coreanos, indica que o modelo original poderá não receber mais actualizações de drivers. Embora não haja ainda um anúncio global oficial, a resposta indica que não existem planos para novos updates dedicados ao equipamento.
Segundo o suporte, os utilizadores devem instalar todas as actualizações através do Windows Update e do Lenovo Vantage. No caso dos gráficos, a recomendação passa por descarregar o driver "universal" mais recente no site da AMD. No entanto, há um aviso importante: se o driver não for compatível com a plataforma Z1, o utilizador deverá manter a versão distribuída pela própria Lenovo. Curiosamente, o Legion Go S - equipado com o chip Z2 Go - continua a receber suporte regular. Ao mesmo tempo, dispositivos concorrentes como o MSI Claw com arquitectura Intel Meteor Lake já começaram a receber suporte para melhorias como o XeSS 3 e multi-frame generation. Já a ASUS, que vende os ROG Ally baseados na mesma linha Z1, não confirmou qualquer mudança nos seus planos de suporte - embora também não lance qualquer actualização de drivers há quase meio ano.
Se tal se vier a confirmar, será um rude golpe para todos os compradores destes PCs de jogos portáteis, que certamente irão relembrar-se disto por bastante tempo no momento de comprarem futuros produtos com chips AMD.
Um alegado esclarecimento do suporte da Lenovo Coreia está a gerar preocupação entre utilizadores do Legion Go. A mensagem, partilhada em fóruns coreanos, indica que o modelo original poderá não receber mais actualizações de drivers. Embora não haja ainda um anúncio global oficial, a resposta indica que não existem planos para novos updates dedicados ao equipamento.
Segundo o suporte, os utilizadores devem instalar todas as actualizações através do Windows Update e do Lenovo Vantage. No caso dos gráficos, a recomendação passa por descarregar o driver "universal" mais recente no site da AMD. No entanto, há um aviso importante: se o driver não for compatível com a plataforma Z1, o utilizador deverá manter a versão distribuída pela própria Lenovo. Curiosamente, o Legion Go S - equipado com o chip Z2 Go - continua a receber suporte regular. Ao mesmo tempo, dispositivos concorrentes como o MSI Claw com arquitectura Intel Meteor Lake já começaram a receber suporte para melhorias como o XeSS 3 e multi-frame generation. Já a ASUS, que vende os ROG Ally baseados na mesma linha Z1, não confirmou qualquer mudança nos seus planos de suporte - embora também não lance qualquer actualização de drivers há quase meio ano.
Se tal se vier a confirmar, será um rude golpe para todos os compradores destes PCs de jogos portáteis, que certamente irão relembrar-se disto por bastante tempo no momento de comprarem futuros produtos com chips AMD.
sábado, 11 de outubro de 2025
Sony fala da tecnologia da PS6
A PS6 ainda está a alguns anos de distância, mas a Sony já começa a falar das melhorias que a futura consola irá trazer.
A Sony e a AMD começaram a levantar o véu sobre o que poderá estar por trás da próxima geração de consolas PlayStation, e o que foi revelado promete uma revolução na eficiência e qualidade gráfica. Mark Cerny, arquitecto principal da PS5 e PS5 Pro, juntou-se a Jack Huynh, responsável pela divisão de computação e gráficos da AMD, para falar sobre os avanços conjuntos que estão a desenvolver para o futuro - nomeadamente para a PS6, prevista para chegar "dentro de alguns anos".
As novidades centram-se em tornar os GPUs mais rápidos e eficientes, especialmente no processamento de ray tracing e path tracing, técnicas essenciais para realismo visual. A AMD vai introduzir os Radiance Cores, unidades dedicadas à gestão desses cálculos (à semelhança dos RT Cores da Nvidia), libertando outros componentes para processar texturas e shaders. Esta tecnologia também deverá aparecer nas próximas placas gráficas AMD e, previsivelmente também em futuras consolas Xbox (que deverão manter GPUs AMD).
Outro avanço importante é o novo sistema de compressão universal, que substituirá o método Delta Color Compression usado na PS5. A nova abordagem comprime tudo no pipeline gráfico, permitindo maior detalhe, maior framerate, e melhor eficiência energética. A AMD também confirmou melhorias nas técnicas de upscaling com AI, como o FSR Redstone e o Neural Radiance Caching, que deverão ajudar a manter uma maior qualidade visual com menor esforço de hardware.
Estas optimizações poderão beneficiar não só a futura PS6, mas também uma enventual nova PlayStation portátil. O foco na eficiência e menor consumo energético encaixa perfeitamente num formato portátil, onde essas questões se tornam num elemento crítico.
Do lado concorrente, a Xbox atravessa uma fase negativa, em que é acusada de trair a confiança dos jogadores com o aumento de 50% na subscrição Xbox Game Pass Ultimate, que tem feito com que muitos fãs de longa data digam que irão mudar-se para a PlayStation.
A Sony e a AMD começaram a levantar o véu sobre o que poderá estar por trás da próxima geração de consolas PlayStation, e o que foi revelado promete uma revolução na eficiência e qualidade gráfica. Mark Cerny, arquitecto principal da PS5 e PS5 Pro, juntou-se a Jack Huynh, responsável pela divisão de computação e gráficos da AMD, para falar sobre os avanços conjuntos que estão a desenvolver para o futuro - nomeadamente para a PS6, prevista para chegar "dentro de alguns anos".
As novidades centram-se em tornar os GPUs mais rápidos e eficientes, especialmente no processamento de ray tracing e path tracing, técnicas essenciais para realismo visual. A AMD vai introduzir os Radiance Cores, unidades dedicadas à gestão desses cálculos (à semelhança dos RT Cores da Nvidia), libertando outros componentes para processar texturas e shaders. Esta tecnologia também deverá aparecer nas próximas placas gráficas AMD e, previsivelmente também em futuras consolas Xbox (que deverão manter GPUs AMD).
Outro avanço importante é o novo sistema de compressão universal, que substituirá o método Delta Color Compression usado na PS5. A nova abordagem comprime tudo no pipeline gráfico, permitindo maior detalhe, maior framerate, e melhor eficiência energética. A AMD também confirmou melhorias nas técnicas de upscaling com AI, como o FSR Redstone e o Neural Radiance Caching, que deverão ajudar a manter uma maior qualidade visual com menor esforço de hardware.
Estas optimizações poderão beneficiar não só a futura PS6, mas também uma enventual nova PlayStation portátil. O foco na eficiência e menor consumo energético encaixa perfeitamente num formato portátil, onde essas questões se tornam num elemento crítico.
Do lado concorrente, a Xbox atravessa uma fase negativa, em que é acusada de trair a confiança dos jogadores com o aumento de 50% na subscrição Xbox Game Pass Ultimate, que tem feito com que muitos fãs de longa data digam que irão mudar-se para a PlayStation.
segunda-feira, 25 de março de 2024
AMD apresenta FSR 3.1
A AMD apresentou o FSR 3.1, que resolve alguns dos problemas do FSR 3.0 e promete ajudar os jogos, até nas placa gráficas Nvidia.
Há muito que as placas gráficas começaram a fazer "batota" para melhorar o desempenho nos jogos (não que isso seja necessariamente "mau"). Isso foi feito à custa de tecnologias de upscaling, que geram imagens em resoluções inferiores e depois redimensionam a imagem para uma resolução superior, e também com interpolação de imagens, criando frames intermédios para melhorar os frames por segundo.
Com o FidelityFX Super Resolution 3.1 da AMD temos melhorias a nível da redução dos efeitos de cintilamento e de artefactos causados por movimento rápido, que se faziam notar na versão anterior. A AMD também permite que os developers tenham mais liberdade de escolher quais as funcionalidades que querem aplicar, em vez de ser "tudo ou nada"; o que permite que o sistema de interpolação de imagens possa ser usado por GPUs da Nvidia das que suportem DLSS upscaling mas não a geração de imagens (como nas séries 20xx e 30xx).
A AMD também quer facilitar a vida aos developers criando uma API genérica de acesso a estas funcionalidades (ao estilo do DirectX) de modo a que possam automaticamente tirar partido das melhorias futuras sem que tenham que mudar os jogos para cada versão. Uma medida positiva mas que chega tarde demais, considerando que a MS também já anunciou a criação do DirectSR com o mesmo intuito.
Há muito que as placas gráficas começaram a fazer "batota" para melhorar o desempenho nos jogos (não que isso seja necessariamente "mau"). Isso foi feito à custa de tecnologias de upscaling, que geram imagens em resoluções inferiores e depois redimensionam a imagem para uma resolução superior, e também com interpolação de imagens, criando frames intermédios para melhorar os frames por segundo.
Com o FidelityFX Super Resolution 3.1 da AMD temos melhorias a nível da redução dos efeitos de cintilamento e de artefactos causados por movimento rápido, que se faziam notar na versão anterior. A AMD também permite que os developers tenham mais liberdade de escolher quais as funcionalidades que querem aplicar, em vez de ser "tudo ou nada"; o que permite que o sistema de interpolação de imagens possa ser usado por GPUs da Nvidia das que suportem DLSS upscaling mas não a geração de imagens (como nas séries 20xx e 30xx).
A AMD também quer facilitar a vida aos developers criando uma API genérica de acesso a estas funcionalidades (ao estilo do DirectX) de modo a que possam automaticamente tirar partido das melhorias futuras sem que tenham que mudar os jogos para cada versão. Uma medida positiva mas que chega tarde demais, considerando que a MS também já anunciou a criação do DirectSR com o mesmo intuito.
quinta-feira, 27 de abril de 2023
AMD Ryzen Z1 destina-se às consolas portáteis
A AMD tem novo chipset Ryzen Z1, destinado às consolas de jogos portáteis, e que numa fase inicial será de uso exclusivo para a Asus.
O sucesso da consola Steam Deck fez renascer o interesse pelas consolas "PC" portáteis, e a AMD não demorou a aproveitar essa oportunidade. Os Ryzen Z1 e Ryzen Z1 Extreme usam a arquitectura Zen 4 de 4 nm e GPUs RDNA 3. O modelo base vem com CPU Zen 4 de 6-cores / 12-threads e GPU com 4-cores, e 22 MB de cache. O Ryzen Z1 Extreme sobe para os 8-cores / 16-threads e GPU com 12-cores RDNA 3, com 24 MB de cache, para uma potência gráfica de 8.6 teraflops.
Segundo a AMD, estes chips podem correr jogos como o Forza Horizon 4 a 121 fps, GTA V a 89 fps, Far Cry 6 a 51 fps, em Full HD 1080p.
Numa primeira fase, estes chips só estarão disponíveis na consola portátil ROG Ally da Asus, mas será uma questão de tempo até que sejam disponibilizados a outros fabricantes e se passe a ter uma oferta mais alargada a nível de consolas de jogos PC portáteis.
Neste momento ainda se está à espera de conhecer o preço da consola da Asus, que só será anunciado a 11 de Maio.
O sucesso da consola Steam Deck fez renascer o interesse pelas consolas "PC" portáteis, e a AMD não demorou a aproveitar essa oportunidade. Os Ryzen Z1 e Ryzen Z1 Extreme usam a arquitectura Zen 4 de 4 nm e GPUs RDNA 3. O modelo base vem com CPU Zen 4 de 6-cores / 12-threads e GPU com 4-cores, e 22 MB de cache. O Ryzen Z1 Extreme sobe para os 8-cores / 16-threads e GPU com 12-cores RDNA 3, com 24 MB de cache, para uma potência gráfica de 8.6 teraflops.
Segundo a AMD, estes chips podem correr jogos como o Forza Horizon 4 a 121 fps, GTA V a 89 fps, Far Cry 6 a 51 fps, em Full HD 1080p.
Numa primeira fase, estes chips só estarão disponíveis na consola portátil ROG Ally da Asus, mas será uma questão de tempo até que sejam disponibilizados a outros fabricantes e se passe a ter uma oferta mais alargada a nível de consolas de jogos PC portáteis.
Neste momento ainda se está à espera de conhecer o preço da consola da Asus, que só será anunciado a 11 de Maio.
sexta-feira, 4 de novembro de 2022
AMD apresenta RX 7900 XTX com RDNA 3
A AMD apresentou a sua nova geração de placas gráfica com arquitectura RDNA 3: as RX 7900 XTX e RX 7900 XT, que prometem jogos em resolução 8K.
A RX 7900 XTX é a placa topo de gama, prometendo melhoria de até 1.7x face à RX 6950 XT em jogos em 4K, vindo com 96 compute units a 2.3 GHz e 25 GB de memória GDDR6, com consumo de 350 W. A RX 7900 XT é ligeiramente mais modesta, ficando-se pelos 84 compute units a 2 Ghz, 20 GB de memória GDDR6 e consumo de 300 W. A AMD anuncia uma melhoria de 54% no desempenho por watt, e evita a utilização de conectores especiais como os que têm dado dores de cabeça à Nvidia.
A AMD não se fica pelas resoluções 4K nas frequências habituais, prometendo jogos 4K (e até 8K) a refresh rates mais elevados, que podem chegar aos 8K a 165 Hz, 4K a 480 Hz e 1440p a 900 Hz! E em conjunto com isto, promete a chegada de novos monitores gaming 8K para breve, tirando partido do DisplayPort 2.1.
Passando aos jogos, a AMD refere que jogos como Apex Legends, Overwatch 2, e Valorant, atingem 300, 600, e 833 fps, respectivamente em 1440p; que passam a 295, 355, e 704 fps em 4K. O Call of Duty: Modern Warfare 2 chega aos 306 fps em 4K; o Assassin’s Creed Valhalla chega aos 96 fps em 8K. E isso já dá uma ideia do poder destas placas (sem esquecer que será preciso ter o resto do sistema à altura). Também incluem encode e decode simultâneo de vídeo AV1, que será um bónus para os streamers.
Os preços anunciados são de $999 para a 7900 XTX e $899 para a 7900 XT, ficando disponíveis em Dezembro.
A RX 7900 XTX é a placa topo de gama, prometendo melhoria de até 1.7x face à RX 6950 XT em jogos em 4K, vindo com 96 compute units a 2.3 GHz e 25 GB de memória GDDR6, com consumo de 350 W. A RX 7900 XT é ligeiramente mais modesta, ficando-se pelos 84 compute units a 2 Ghz, 20 GB de memória GDDR6 e consumo de 300 W. A AMD anuncia uma melhoria de 54% no desempenho por watt, e evita a utilização de conectores especiais como os que têm dado dores de cabeça à Nvidia.
A AMD não se fica pelas resoluções 4K nas frequências habituais, prometendo jogos 4K (e até 8K) a refresh rates mais elevados, que podem chegar aos 8K a 165 Hz, 4K a 480 Hz e 1440p a 900 Hz! E em conjunto com isto, promete a chegada de novos monitores gaming 8K para breve, tirando partido do DisplayPort 2.1.
Passando aos jogos, a AMD refere que jogos como Apex Legends, Overwatch 2, e Valorant, atingem 300, 600, e 833 fps, respectivamente em 1440p; que passam a 295, 355, e 704 fps em 4K. O Call of Duty: Modern Warfare 2 chega aos 306 fps em 4K; o Assassin’s Creed Valhalla chega aos 96 fps em 8K. E isso já dá uma ideia do poder destas placas (sem esquecer que será preciso ter o resto do sistema à altura). Também incluem encode e decode simultâneo de vídeo AV1, que será um bónus para os streamers.
Os preços anunciados são de $999 para a 7900 XTX e $899 para a 7900 XT, ficando disponíveis em Dezembro.
sábado, 19 de março de 2022
AMD lança FidelityFX Super Resolution 2
A AMD apresentou o seu novo FidelityFX Super Resolution 2 para melhorar a qualidade de imagem nos jogos de forma idêntica ao DLSS 2.0 da Nvidia.
Há muito que os fabricantes de GPUs procuram formas de melhorar o desempenho dos seus produtos, e uma das formas "mais fáceis" de o fazer é usar resoluções inferiores e depois "aumentar a imagem". Era exactamente o que a AMD fazia com o FidelityFX Super Resolution (FSR), que literalmente era apenas um efeito de redimensionamento de cada frame, com alguns extras para tentar manter a nitidez de alguns elementos.
Mas com o FidelityFX Super Resolution 2 a AMD aproxima-se do sistema da Nvidia, pois em vez de actuar apenas sobre cada frame individualmente, passa a ter em consideração a informação de frames anteriores, para conseguir obter informação adicional que poderia não estar presente num só frame - e conseguindo criar um verdadeiro efeito de super-resolução ao melhorar a resolução a partir de resoluções inferiores, como interessa neste caso. Dá-se até o caso de o resultado poder ser superior a uma resolução 4K nativa.
O jogo Deathloop será um dos primeiros jogos a tirar partido do FSR 2, mas será apenas uma questão de tempo até que todos os jogos mais populares façam o mesmo.
O FSR 2 ficará disponível para todas as placas gráficas que actualmente suportam o FSR 1, e deverá chegar a todos nas próximas semanas.
Há muito que os fabricantes de GPUs procuram formas de melhorar o desempenho dos seus produtos, e uma das formas "mais fáceis" de o fazer é usar resoluções inferiores e depois "aumentar a imagem". Era exactamente o que a AMD fazia com o FidelityFX Super Resolution (FSR), que literalmente era apenas um efeito de redimensionamento de cada frame, com alguns extras para tentar manter a nitidez de alguns elementos.
Mas com o FidelityFX Super Resolution 2 a AMD aproxima-se do sistema da Nvidia, pois em vez de actuar apenas sobre cada frame individualmente, passa a ter em consideração a informação de frames anteriores, para conseguir obter informação adicional que poderia não estar presente num só frame - e conseguindo criar um verdadeiro efeito de super-resolução ao melhorar a resolução a partir de resoluções inferiores, como interessa neste caso. Dá-se até o caso de o resultado poder ser superior a uma resolução 4K nativa.
O jogo Deathloop será um dos primeiros jogos a tirar partido do FSR 2, mas será apenas uma questão de tempo até que todos os jogos mais populares façam o mesmo.
O FSR 2 ficará disponível para todas as placas gráficas que actualmente suportam o FSR 1, e deverá chegar a todos nas próximas semanas.
terça-feira, 25 de janeiro de 2022
Samsung Exynos 2200 com GPU AMD
A Samsung revelou finalmente o seu Exynos 2200, que estreia um GPU AMD e promete trazer a qualidade gráfica das consolas para os smartphones.
Depois de uma apresentação adiada (inicialmente a Samsung tinha marcado um evento dedicado exclusivamente a este chip, que depois não realizou), o Exynos 2200 foi oficialmente revelado. Para além da habitual evolução gradual, a grande novidade deste Exynos 2200 é a estreia de um GPU AMD com arquitectura RDNA2, que vem substituir o GPU Mali da ARM que usava habitualmente, e que tem como missão superar o GPU Adreno da Qualcomm.
A Samsung promete que este GPU conseguirá replicar a qualidade gráfica que vemos nas consolas e PCs, incluindo ray tracing e variable rate shading, nos smartphones. Sendo acompanhado por um núcleo Cortex-X2 de alto-desempenho, 3x Cortex A-710, e 4x Cortex-A510 - todos da geração ARMv9.
Além das prestações do CPU e GPU, este Exynos 2200 tem também suporte para câmaras de até 200 MP, gravação de vídeo 8K, ecrãs 4K a 120 Hz ou QHD+ a 144 Hz, memórias LPDDR5, flash UFS 3.1, e modem 5G com suporte para todas as frequências incluindo mmWave.
A Samsung deverá estreá-lo na nova famáilia Galaxy S22, e poderemos ver o que vale já nas próximas semanas.
Depois de uma apresentação adiada (inicialmente a Samsung tinha marcado um evento dedicado exclusivamente a este chip, que depois não realizou), o Exynos 2200 foi oficialmente revelado. Para além da habitual evolução gradual, a grande novidade deste Exynos 2200 é a estreia de um GPU AMD com arquitectura RDNA2, que vem substituir o GPU Mali da ARM que usava habitualmente, e que tem como missão superar o GPU Adreno da Qualcomm.
A Samsung promete que este GPU conseguirá replicar a qualidade gráfica que vemos nas consolas e PCs, incluindo ray tracing e variable rate shading, nos smartphones. Sendo acompanhado por um núcleo Cortex-X2 de alto-desempenho, 3x Cortex A-710, e 4x Cortex-A510 - todos da geração ARMv9.
Além das prestações do CPU e GPU, este Exynos 2200 tem também suporte para câmaras de até 200 MP, gravação de vídeo 8K, ecrãs 4K a 120 Hz ou QHD+ a 144 Hz, memórias LPDDR5, flash UFS 3.1, e modem 5G com suporte para todas as frequências incluindo mmWave.
A Samsung deverá estreá-lo na nova famáilia Galaxy S22, e poderemos ver o que vale já nas próximas semanas.
sexta-feira, 25 de junho de 2021
AMD FidelityFX Super Resolution aposta no redimensionamento tradicional
A AMD já revelou o seu FidelityFX Super Resolution para melhorar o desempenho das placas gráficas, e com o qual espera competir com o DLSS da Nvidia.
Se há coisa que podemos dar por garantido ano após ano, é que não importa o quanto as placas gráficas e GPUs evoluem, o desempenho fica sempre aquém do desejado. Quando os jogos começaram a correr a 60 fps em Full HD evoluímos para monitores com resolução superior, e com refresh rate mais elevado, e agora queremos efeitos ray-tracing para maior realismo, e em 4K, e em HDR, etc. etc. Na Nvidia, a solução para permitir tudo isso passou por fazer batota. O seu DLSS aposta num sistema AI para aumentar a resolução de um jogo, prometendo qualidade final visualmente indistinguível de ter o jogo a correr em 4K, mesmo quando na prática o jogo possa estar a ser gerado em resoluções 2K. E agora a AMD apresenta a sua alternativa.
O FidelityFX Super Resolution (FSR) da AMD assumia-se como alternativa ao DLSS, mas a verdade é que acaba por ser uma solução bastante mais simples. Em vez de AI e hardware especial, o FSR limita-se a fazer o redimensionamento tradicional da imagem, seguido de um filtro para melhorar a nitidez, e opcionalmente podendo aplicar alguns efeitos como o "grão" da película ou aberrações cromáticas das lentes. Os elementos dos interfaces são também aplicados em resolução total, pelo que se evita o aspecto "desfocado" de quando se limita a fazer o redimensionamento total de um jogo (como definir uma resolução Full HD ao jogar num monitor 4K).
A parte positiva é que, por não requerer nada de especial, o FSR da AMD pode até ser utilizado em placas Nvidia, mas em contrapartida os resultados não são capazes de igualar a "magia" do DLSS da Nvidia. Ainda assim, é mais uma opção a ter em conta, já que com esta opção activada a AMD promete melhorias no framerate que podem chegar a 2.4 vezes.
Se há coisa que podemos dar por garantido ano após ano, é que não importa o quanto as placas gráficas e GPUs evoluem, o desempenho fica sempre aquém do desejado. Quando os jogos começaram a correr a 60 fps em Full HD evoluímos para monitores com resolução superior, e com refresh rate mais elevado, e agora queremos efeitos ray-tracing para maior realismo, e em 4K, e em HDR, etc. etc. Na Nvidia, a solução para permitir tudo isso passou por fazer batota. O seu DLSS aposta num sistema AI para aumentar a resolução de um jogo, prometendo qualidade final visualmente indistinguível de ter o jogo a correr em 4K, mesmo quando na prática o jogo possa estar a ser gerado em resoluções 2K. E agora a AMD apresenta a sua alternativa.
O FidelityFX Super Resolution (FSR) da AMD assumia-se como alternativa ao DLSS, mas a verdade é que acaba por ser uma solução bastante mais simples. Em vez de AI e hardware especial, o FSR limita-se a fazer o redimensionamento tradicional da imagem, seguido de um filtro para melhorar a nitidez, e opcionalmente podendo aplicar alguns efeitos como o "grão" da película ou aberrações cromáticas das lentes. Os elementos dos interfaces são também aplicados em resolução total, pelo que se evita o aspecto "desfocado" de quando se limita a fazer o redimensionamento total de um jogo (como definir uma resolução Full HD ao jogar num monitor 4K).
A parte positiva é que, por não requerer nada de especial, o FSR da AMD pode até ser utilizado em placas Nvidia, mas em contrapartida os resultados não são capazes de igualar a "magia" do DLSS da Nvidia. Ainda assim, é mais uma opção a ter em conta, já que com esta opção activada a AMD promete melhorias no framerate que podem chegar a 2.4 vezes.
terça-feira, 24 de março de 2020
AMD mostra capacidades de raytracing do RDNA2
Depois das revelações feitas sobre a Xbox Series X e PS5, é agora a vez da própria AMD mostrar do que é capaz o seu RDNA2 que estará no coração da próxima geração de consolas da MS e Sony.
Embora neste caso a demonstração usasse por base o novo DirectX 12 Ultimate, que conta com suporte nativo para raytracing, o resultado antecipa o estilo de visuais que será seguramente replicado incessantemente nos jogos que acompanharão as novas consolas, como forma de "mostrarem o que valem" e marcarem a entrada nessa nova geração.
... Podem contar com muitas superfícies espelhadas e reflexos, para demonstrar que a era do raytracing chegou!
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
AMD dá-te o Crysis 3 na Compra de Placas Radeon
Se estão a pensar fazer upgrade da vossa placa gráfica para tirarem total partido dos mais recentes jogos que estão para chegar, como Crysis 3, BioShock Infinite, ou Tomb Raider, porque não juntar o útil ao agradável e apanhá-los de borla? É isso mesmo que a AMD propõe com o seu bundle Never Settle Reloaded.
Ao compares algumas placas das séries AMD Radeon HD 7900 e HD 7800 Series, poderás ter acesso a estes jogos - e disfrutar deles com a máxima qualidade possível.
Por exemplo, duas HD 7900 ou uma HD 7990 dão direito ao Crysis 3, BioShock Infinite, Tomb Raider, Sleeping Dogs, Hitman Absolution, e Far Cry 3. Jogos suficientes para te manteres entretido durante bastante tempo - e que poderão fazer-te reconsiderar o preço "elevado" destas placas (só em jogos estamos a falar de quase 300€).
Mas, se o teu orçamento é mais reduzido, na compra de uma única HD 7900 continuas a ter acesso ao BioShock Infinite e ao apetecível Crysis 3; e se comprares uma HD 7800 tens o BioShock, Devil May Cry, e Far Cry 3.
quinta-feira, 11 de março de 2010
AMD Eyefinity - Que tal se comporta?
A possibilidade de jogar jogos em múltiplos monitores sempre foi o sonho de muitos jogadores, desde os tempos das "velhinhas" Matrox Dual e Triple-Head. Portanto, foi com grande entusiasmo que se assistiu à apresentação do Eyefinity da ATI/AMD, que permite que se jogue - não só em três, mas - em seis monitores!
Mas então, que tal se comporta esta tecnologia? Será que cumpre com o que promete?
A resposta parece ser afirmativa... mas sofre de um grave e seriamente visível problema: as molduras dos monitores.
Com 6 monitores, a parte central do ecrã está ocupada pela junção dos dois monitores centrais, e parece que estamos a olhar para o jogo através de uma "janela quadriculada."
Mesmo havendo uma opção de "correcção", que simula (e esconde) a área que fica tapada pelas bordas dos monitores, issa faz com que menus, textos, e outros indicadores, por vezes fiquem escondidos.
O problema será minimizado à medida que os monitores tiverem molduras cada vez mais finas... mas até lá, o mais recomendado é optarem por ter "apenas" três ecrãs (ou então utilizarem projectores, que não sofrem deste problema. :)
Mas então, que tal se comporta esta tecnologia? Será que cumpre com o que promete?
A resposta parece ser afirmativa... mas sofre de um grave e seriamente visível problema: as molduras dos monitores.
Com 6 monitores, a parte central do ecrã está ocupada pela junção dos dois monitores centrais, e parece que estamos a olhar para o jogo através de uma "janela quadriculada."
Mesmo havendo uma opção de "correcção", que simula (e esconde) a área que fica tapada pelas bordas dos monitores, issa faz com que menus, textos, e outros indicadores, por vezes fiquem escondidos.
O problema será minimizado à medida que os monitores tiverem molduras cada vez mais finas... mas até lá, o mais recomendado é optarem por ter "apenas" três ecrãs (ou então utilizarem projectores, que não sofrem deste problema. :)
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