A Stop Killing Games já ultrapassou um milhão de assinaturas na petição para tentar assegurar a vida dos videojogos após o fim do suporte oficial.
É totalmente obsceno que, nos dias de hoje, se tenha tornado "normal" assumir que um jogo comprado possa ser jogado apenas enquanto o seu editor desejar, mas que chegará um momento em que serão desligados os servidores de autenticação ou do multiplayer, podendo fazer com que o jogo se torne injogável e apenas numa memória que se vai desvanecendo ao longo do tempo.
A iniciativa Stop Killing Games quer combater esta prática, pedindo que os editores e estúdios sigam protocolos responsáveis de "fim de vida" nos jogos. Por exemplo, poderão lançar patches que possibiitem que o jogo possa arrancar sem necessidade de autenticação em servidores externos (que tenham sido desactivados), ou permitam o uso de servidores multiplayer mantidos pela comunidade. Enfim, que permitam que o jogo possa continuar a ser jogado da forma mais próxima possível à que tinha sido prometida aos jogadores.
Agora, petição Stop Killing Games na UE não só passou o marco necessário de 1 milhão de assinaturas, como já acelera a bom ritmo em direcção ao novo objectivo de 1.4 milhões - neste momento tendo também já superado 1.1 milhões de assinaturas.
Se ainda não assinaram é uma excelente oportunidade para juntarem o vosso nome a este pedido, que poderá fazer toda a diferença a nível de poderem revisitar jogos que vos tenham marcado, sem que tenham que recorrer às actuais formas de o fazer, que invariavelmente passam pelo recuso a versões ou patches "pirata", com todos os inerentes riscos de segurança a isso associados.
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sábado, 5 de julho de 2025
sexta-feira, 2 de agosto de 2024
Petição contra o abandono de jogos
Está em curso uma petição europeia contra o abandono de jogos, que tem penalizado milhões de consumidores ao longo dos anos.
Diz-se que os conteúdos digitais duram para sempre, mas a realidade tem demonstrado que isso está longe de ser verdade, e um dos casos mais marcantes é o que se passa no sector dos videojogos. São cada vez mais frequentes os casos de jogos que, não só deixam de ser disponibilizados nas lojas digitais, como deixem sequer de poder ser jogados pelos jogadores que já compraram esses jogos, devido ao encerramento dos servidores de autenticação que validam o seu arranque, ou servidores multiplayer no caso de jogos multi-jogador.
A iniciativa Stop Killing Games apela a todos os cidadãos europeus a sua participação para que este tipo de comportamento seja erradicado, usando o caso do jogo The Crew da Ubisoft, que foi desactivado apesar de ter vários milhões de jogadores, como sendo o exemplo em destaque.
O objectivo:
A variante portuguesa da petição pode ser assinada aqui.
Diz-se que os conteúdos digitais duram para sempre, mas a realidade tem demonstrado que isso está longe de ser verdade, e um dos casos mais marcantes é o que se passa no sector dos videojogos. São cada vez mais frequentes os casos de jogos que, não só deixam de ser disponibilizados nas lojas digitais, como deixem sequer de poder ser jogados pelos jogadores que já compraram esses jogos, devido ao encerramento dos servidores de autenticação que validam o seu arranque, ou servidores multiplayer no caso de jogos multi-jogador.
A iniciativa Stop Killing Games apela a todos os cidadãos europeus a sua participação para que este tipo de comportamento seja erradicado, usando o caso do jogo The Crew da Ubisoft, que foi desactivado apesar de ter vários milhões de jogadores, como sendo o exemplo em destaque.
O objectivo:
Esta iniciativa apela às editoras que vendem jogos de vídeo (ou características e ativos conexos) ou concedem licenças para a sua utilização a consumidores da União Europeia, que deixem esses jogos num estado funcional de forma a que possam continuar a ser utilizados para jogar.
A iniciativa visa, mais especificamente, impedir as editoras de desativar os jogos de vídeo à distância antes de proporcionarem, aos consumidores, meios razoáveis para que os possam continuar a utilizar sem a participação das editoras.
Não se pretende, com esta iniciativa, adquirir a propriedade dos referidos jogos de vídeo, dos respetivos direitos intelectuais associados ou de monetização, nem se espera que as editoras disponibilizem recursos para esses jogos de vídeo depois de terem deixado de os fabricar mas sim fazer com que os deixem num estado razoavelmente funcional.
A variante portuguesa da petição pode ser assinada aqui.
domingo, 24 de janeiro de 2021
CE multa Valve em €7.8M por bloquear jogos entre países Europeus
A Comissão Europeia multou a Valve e cinco editores, por aplicarem restrições geográficas a jogos, violando as regras do "Digital Single Market".
A CE decidiu levar a sério o mercado digital comum europeu, e aplicou uma multa à Valve e cinco editores, por terem aplicado restrições a centenas de jogos, que impediam que os jogos comprados em certos países europeus pudessem ser activados e jogados noutros países. O caso é referente a jogos vendidos entre 2010 e 2015, e engloba a Valve, Focus Home, ZeniMax, Koch Media, Capcom e Bandai Namco.
Estes editores venderam jogos em países como Estónia, Roménia, Eslováquia, Letónia, Lituânia, Polónia e Hungria, onde eram vendidos a preços mais reduzidos que no resto dos países da UE, com rendimentos mais elevados. O problema é que estes jogos estavam bloqueados a cada país, para impedirem que jogadores de outros países se aproveitassem do preço reduzido - algo que viola as regras da CE e agora resultou nesta multa.
Dos cinco editores multados apenas a Capcom e Bandai Namco se livraram com multas mais pequenas, mas todos os outros terão que pagar multas superiores a 1 milhão de euros:
A Valve diz que considera a multa injusta e que foi penalizada por se recusar a admitir que tinha violado as leis europeias. Segundo a Valve, estes jogos nem sequer foram vendidos via Steam e tudo o que fez foi disponibilizar chaves de activação para diferentes países a pedido dos vários editores, com os jogos a serem vendidos por terceiros e permitindo apenas que os mesmos fossem activados no Steam; adicionalmente, diz que terminou a aplicação de restrições geográficas em 2015, com apenas algumas poucas excepções; e, por isso, irá recorrer desta decisão.
A CE decidiu levar a sério o mercado digital comum europeu, e aplicou uma multa à Valve e cinco editores, por terem aplicado restrições a centenas de jogos, que impediam que os jogos comprados em certos países europeus pudessem ser activados e jogados noutros países. O caso é referente a jogos vendidos entre 2010 e 2015, e engloba a Valve, Focus Home, ZeniMax, Koch Media, Capcom e Bandai Namco.
Estes editores venderam jogos em países como Estónia, Roménia, Eslováquia, Letónia, Lituânia, Polónia e Hungria, onde eram vendidos a preços mais reduzidos que no resto dos países da UE, com rendimentos mais elevados. O problema é que estes jogos estavam bloqueados a cada país, para impedirem que jogadores de outros países se aproveitassem do preço reduzido - algo que viola as regras da CE e agora resultou nesta multa.
Dos cinco editores multados apenas a Capcom e Bandai Namco se livraram com multas mais pequenas, mas todos os outros terão que pagar multas superiores a 1 milhão de euros:
- Focus Home €2.9M
- ZeniMax €1.6M
- Koch Media €1M
- Capcom €396K
- Bandai Namco €340K
A Valve diz que considera a multa injusta e que foi penalizada por se recusar a admitir que tinha violado as leis europeias. Segundo a Valve, estes jogos nem sequer foram vendidos via Steam e tudo o que fez foi disponibilizar chaves de activação para diferentes países a pedido dos vários editores, com os jogos a serem vendidos por terceiros e permitindo apenas que os mesmos fossem activados no Steam; adicionalmente, diz que terminou a aplicação de restrições geográficas em 2015, com apenas algumas poucas excepções; e, por isso, irá recorrer desta decisão.
sexta-feira, 12 de abril de 2019
Europa exige fim das restrições geográficas no Steam
A Comissão Europeia está a exigir à Valve e vários editores de jogos que acabem com as restrições geográficas entre diferentes países Europeus.
A ideia do verdadeiro "mercado único" europeu pode não passar de uma miragem em muitas áreas (veja-se a compra de automóveis, ou de tarifários de telecomunicações, ou até o acesso aos mesmos conteúdos nos serviços de streaming como a Netflix) mas pelo menos nos jogos a coisa poderá estar prestes a melhorar. A Comissão Europeia não gostou do que viu no Steam e está a exigir que a Valve e editores como a Bandai Namco, Capcom, Focus Home, Koch Media, e ZeniMax eliminem as restrições geográficas.
Em causa estão as restrições aplicadas nalguns jogos, que as chaves de activação estão restringidas apenas a alguns países da Europa de Leste (como Polónia, Estónia, República Checa, Lituânia, etc.) - normalmente com preços mais baixos - como forma de evitar que sejam utilizadas nos restantes países europeus.
Embora ainda se esteja numa fase inicial do processo, por agora a Valve já se defendeu dizendo que não faz sentido ser penalizada por exigências que lhe estão a ser impostas pelos editores dos jogos e que, pela sua parte, já desactivou as restrições geográficas na Europa em 2015 - embora com algumas excepções.
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