O caso dos jogos que se tornam inacessíveis vai ser discutido pela UE, com quase 1.3 milhões de assinaturas válidas conseguidas pela iniciativa Stop Killing Games.
A iniciativa Stop Killing Games ultrapassou amplamente o patamar necessário para ser analisada pelas instituições europeias. A União Europeia validou 1.294.188 assinaturas das 1.448.270 submetidas, superando o mínimo de um milhão exigido para uma Iniciativa de Cidadania Europeia avançar no processo legislativo.
A actualização foi partilhada por um voluntário, que explicou que a equipa optou por um anúncio discreto nesta fase para evitar desgaste, fugas de informação e pressão de grupos de lobby, antes da próxima reunião formal com a Comissão Europeia. Foi também pedido paciência à comunidade, lembrando que o projecto é gerido por voluntários e não por uma "entidade institucional" sem rosto. Quase 90% das assinaturas foram consideradas válidas, um resultado acima da média nestas iniciativas, que muitas vezes têm mais de 20% de assinaturas inválidas - o que também revela o nível de interesse neste tópico.
O movimento Stop Killing Games surgiu em resposta à prática cada vez mais frequente das editoras que desligam servidores e encerram jogos dependentes de serviços online, tornando-os inutilizáveis mesmo após compra. A iniciativa não exige suporte eterno, mas sim planos de fim de vida, como permitir servidores comunitários. Agora, com o apoio validado, o tema será oficialmente analisado pelas instituições europeias. Apesar de poder vir a ser descrito pelos grandes estúdios como mais uma "burocracia" da UE, não deixa de ser um passo significativo para os direitos dos jogadores na UE - que potencialmente beneficiará os jogadores de todo o mundo.
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
sábado, 5 de julho de 2025
Stop Killing Games ultrapassa 1M de assinaturas
A Stop Killing Games já ultrapassou um milhão de assinaturas na petição para tentar assegurar a vida dos videojogos após o fim do suporte oficial.
É totalmente obsceno que, nos dias de hoje, se tenha tornado "normal" assumir que um jogo comprado possa ser jogado apenas enquanto o seu editor desejar, mas que chegará um momento em que serão desligados os servidores de autenticação ou do multiplayer, podendo fazer com que o jogo se torne injogável e apenas numa memória que se vai desvanecendo ao longo do tempo.
A iniciativa Stop Killing Games quer combater esta prática, pedindo que os editores e estúdios sigam protocolos responsáveis de "fim de vida" nos jogos. Por exemplo, poderão lançar patches que possibiitem que o jogo possa arrancar sem necessidade de autenticação em servidores externos (que tenham sido desactivados), ou permitam o uso de servidores multiplayer mantidos pela comunidade. Enfim, que permitam que o jogo possa continuar a ser jogado da forma mais próxima possível à que tinha sido prometida aos jogadores.
Agora, petição Stop Killing Games na UE não só passou o marco necessário de 1 milhão de assinaturas, como já acelera a bom ritmo em direcção ao novo objectivo de 1.4 milhões - neste momento tendo também já superado 1.1 milhões de assinaturas.
Se ainda não assinaram é uma excelente oportunidade para juntarem o vosso nome a este pedido, que poderá fazer toda a diferença a nível de poderem revisitar jogos que vos tenham marcado, sem que tenham que recorrer às actuais formas de o fazer, que invariavelmente passam pelo recuso a versões ou patches "pirata", com todos os inerentes riscos de segurança a isso associados.
É totalmente obsceno que, nos dias de hoje, se tenha tornado "normal" assumir que um jogo comprado possa ser jogado apenas enquanto o seu editor desejar, mas que chegará um momento em que serão desligados os servidores de autenticação ou do multiplayer, podendo fazer com que o jogo se torne injogável e apenas numa memória que se vai desvanecendo ao longo do tempo.
A iniciativa Stop Killing Games quer combater esta prática, pedindo que os editores e estúdios sigam protocolos responsáveis de "fim de vida" nos jogos. Por exemplo, poderão lançar patches que possibiitem que o jogo possa arrancar sem necessidade de autenticação em servidores externos (que tenham sido desactivados), ou permitam o uso de servidores multiplayer mantidos pela comunidade. Enfim, que permitam que o jogo possa continuar a ser jogado da forma mais próxima possível à que tinha sido prometida aos jogadores.
Agora, petição Stop Killing Games na UE não só passou o marco necessário de 1 milhão de assinaturas, como já acelera a bom ritmo em direcção ao novo objectivo de 1.4 milhões - neste momento tendo também já superado 1.1 milhões de assinaturas.
Se ainda não assinaram é uma excelente oportunidade para juntarem o vosso nome a este pedido, que poderá fazer toda a diferença a nível de poderem revisitar jogos que vos tenham marcado, sem que tenham que recorrer às actuais formas de o fazer, que invariavelmente passam pelo recuso a versões ou patches "pirata", com todos os inerentes riscos de segurança a isso associados.
sexta-feira, 2 de agosto de 2024
Petição contra o abandono de jogos
Está em curso uma petição europeia contra o abandono de jogos, que tem penalizado milhões de consumidores ao longo dos anos.
Diz-se que os conteúdos digitais duram para sempre, mas a realidade tem demonstrado que isso está longe de ser verdade, e um dos casos mais marcantes é o que se passa no sector dos videojogos. São cada vez mais frequentes os casos de jogos que, não só deixam de ser disponibilizados nas lojas digitais, como deixem sequer de poder ser jogados pelos jogadores que já compraram esses jogos, devido ao encerramento dos servidores de autenticação que validam o seu arranque, ou servidores multiplayer no caso de jogos multi-jogador.
A iniciativa Stop Killing Games apela a todos os cidadãos europeus a sua participação para que este tipo de comportamento seja erradicado, usando o caso do jogo The Crew da Ubisoft, que foi desactivado apesar de ter vários milhões de jogadores, como sendo o exemplo em destaque.
O objectivo:
A variante portuguesa da petição pode ser assinada aqui.
Diz-se que os conteúdos digitais duram para sempre, mas a realidade tem demonstrado que isso está longe de ser verdade, e um dos casos mais marcantes é o que se passa no sector dos videojogos. São cada vez mais frequentes os casos de jogos que, não só deixam de ser disponibilizados nas lojas digitais, como deixem sequer de poder ser jogados pelos jogadores que já compraram esses jogos, devido ao encerramento dos servidores de autenticação que validam o seu arranque, ou servidores multiplayer no caso de jogos multi-jogador.
A iniciativa Stop Killing Games apela a todos os cidadãos europeus a sua participação para que este tipo de comportamento seja erradicado, usando o caso do jogo The Crew da Ubisoft, que foi desactivado apesar de ter vários milhões de jogadores, como sendo o exemplo em destaque.
O objectivo:
Esta iniciativa apela às editoras que vendem jogos de vídeo (ou características e ativos conexos) ou concedem licenças para a sua utilização a consumidores da União Europeia, que deixem esses jogos num estado funcional de forma a que possam continuar a ser utilizados para jogar.
A iniciativa visa, mais especificamente, impedir as editoras de desativar os jogos de vídeo à distância antes de proporcionarem, aos consumidores, meios razoáveis para que os possam continuar a utilizar sem a participação das editoras.
Não se pretende, com esta iniciativa, adquirir a propriedade dos referidos jogos de vídeo, dos respetivos direitos intelectuais associados ou de monetização, nem se espera que as editoras disponibilizem recursos para esses jogos de vídeo depois de terem deixado de os fabricar mas sim fazer com que os deixem num estado razoavelmente funcional.
A variante portuguesa da petição pode ser assinada aqui.
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