terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Nvidia DLSS 4.5 ultrapassa polémica dos "frames falsos"

Com o mais recente DLSS 4.5 a Nvidia parece ter conseguido convencer até os oponentes mais críticos dos frames "falsos".

As tecnologias de melhoria da resolução e interpolação de frames surgiram em resposta ao abrandamento das melhorias dos GPUs. Ao estilo do que se verificou com os CPUs, a certo ponto as novas gerações iam trazendo ganhos cada vez melhores face aos modelos anteriores, levando ao recurso a sistemas como o DLSS para melhoria da resolução e da geração de frames interpoladas - coisas que muitos consideravam ser uma "batota".

Pois bem, nos últimos anos essas tecnologias foram evoluindo, e com a mais recente geração DLSS 4.5 da Nvidia chega-se a um ponto em que começa a ser difícil poder criticar esses sistemas. O DLSS 4.5 consegue fazer coisas que parecem magia. Levado ao extremo para efeitos de teste, aplicado a jogos em resolução de 240p/360p, o sistema consegue ainda assim recriar uma imagem de alta-resolução impressionante.
E a nível da interpolação de imagens - agora podendo gerar até 6X mais frames - os pontos fracos parecem também ter sido totalmente resolvidos, deixando de surgir coisas como o efeito de "arrastamento/fantasmas" em elementos estáticos do interface.



Ora, por um lado isto são boas notícias, melhorando a qualidade visual dos jogos e possibilitando um framerate melhorado, capaz de tirar partido das mais recentes gerações de monitores - alguns dos quais até podem superar os 1000 Hz. Por outro lado, não há como não recear o facto destas tecnologias poderem ser abusadas pelos estúdios de jogos, perdendo ainda menos tempo a optimizar devidamente os seus jogos, deixando essa responsabilidade a cargo destas tecnologias.

Inevitavelmente, parece-me que iremos a assistir a todo o tipo de coisas: estúdios e developers que se preocuparão em lançar o melhor jogo possível sem se apoiarem unicamente nestas tecnologias, e depois os outros, que até correm o risco de penalizar o desempenho a quem não tiver comprado todos os DLCs.

domingo, 18 de janeiro de 2026

Bug no Monster Hunter Wilds atrasa quem não comprar DLCs

Um utilizador detectou um comportamento bastante estranho no jogo Monster Hunter Wilds, que faz com que o jogo fique mais lento para quem não compra DLCs.

Um bug estranho no jogo Monster Hunter Wilds está a dar vantagens de desempenho a quem compra todos os DLCs do jogo. De acordo com uma investigação partilhada no Reddit, jogadores com todos os conteúdos adicionais podem atingir mais 20-30 frames por segundo face a quem joga apenas com a versão base.

O problema foi identificado por um utilizador que sofria quedas constantes e severas de FPS no PC, sobretudo nas zonas centrais do jogo. Após vários testes, a descoberta surgiu quase por acaso: ao usar uma conta Steam diferente, com todo o DLC comprado, no mesmo computador e com as mesmas definições, o desempenho saltou de cerca de 55 FPS para mais de 80 FPS.



Tudo aponta para um sistema demasiado agressivo de verificação dos conteúdos DLC presentes, que estará a consomir recursos excessivos do CPU. Quando todo o DLC está presente, essas verificações deixam de acontecer, resultando num desempenho mais elevado. O utilizador chegou mesmo a criar um mod experimental que apenas simula a posse de todo o DLC e que eliminou de imediato os problemas de performance.

Entretanto, a Capcom já confirmou a chegada de uma actualização de desempenho para PC (patch 1.040.03.01) que chegará ao Steam a 27 de Janeiro e promete optimizações para "reduzir a carga de processos específicos da plataforma", o que indica que este bug poderá finalmente ser corrigido. Se não for o caso, o utilizador diz que disponibilizará o seu mod publicamente.

Refira-se que, apesar disto rapidamente ter dado origem a memes sobre os estúdios de jogos se estarem a preparar para "cobrar pelos FPS", o próprio utilizador desde o início que disse acreditar que isto era apenas um bug inocente. Ainda assim, não deixa de dar mau nome à Capcom: se nem consegue validar a qualidade de um processo de verificação de DLCs presentes, que outras coisas nos jogos não poderão estar igualmente mal programadas e sem qualquer tipo de optimização?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Asus mostra PC ROG G1000 "holográfico"

No CES 2026 a Asus atraiu a atenção dos visitantes com seu PC ROG G1000 "holográfico".

Depois das caixas e ventoinhas com iluminação LED RGB, a Asus dá um passo em frente com uma proposta ainda mais vistosa. O ROG G1000 é um PC gaming que aposta tanto no impacto visual como no desempenho. A própria Asus diz que é uma máquina que foi "construída para ser vista", e isso nota-se imediatamente num chassis gigante de 104 litros coberto de efeitos holográficos, tanto no painel lateral em vidro como na parte frontal.

Claro que estamos perante a habitual designação mais "ampla" do que é um holograma. Na realidade não é um holograma verdadeiro, mas sim o efeito criado pelo uso de um sistema giratório com centenas de LEDs, que ao girarem a alta-velocidade criam a ilusão de imagens que parecem estar a flutuar no ar. Temos um desses sistemas na parte lateral, com dois mais pequenos na frente do chassis, tudo com efeitos personalizáveis controlados através do Armoury Crate, com suporte para imagens, animações e vídeos - com um botão físico "Anime Holo" no topo da caixa para ligar ou desligar os efeitos.
A acompanhar o espetáculo visual temos hardware é de topo. O ROG G1000 pode ser configurado com um AMD Ryzen 9 9950X3D e uma Nvidia GeForce RTX 5090, colocando-o entre os desktops gaming mais potentes da actualidade. A Asus utiliza ainda uma motherboard X870 própria e memória DDR5 com perfis AEMP II para frequências mais elevadas.

O arrefecimento fica a cargo de um radiador de 420 mm instalado numa zona separada no topo, que puxa ar fresco diretamente do exterior. A Asus ainda não revelou preço nem data de lançamento, mas pode desde já antecipar-se que se destina a pessoas que não se preocupam com esse tipo de detalhes.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Nvidia RTX Remix Logic renova jogos antigos com efeitos dinâmicos

O Nvidia RTX Remix ganha novas capacidades para modernizar jogos antigos, agora com efeitos dinâmicos em função de acções do jogador.

O Nvidia RTX Remix permite modernizar jogos antigos, aplicando-lhes efeitos ray-tracing e novas texturas. Agora, passamos a ter o RTX Remix Logic, uma nova funcionalidade que chegará ainda este mês através de uma actualização na app da NVIDIA. O objectivo é dar aos modders uma forma simples de adicionar efeitos visuais dinâmicos que reagem directamente a eventos dentro do jogo.

O RTX Remix Logic consegue identificar mais de 30 eventos comuns de gameplay e disponibiliza mais de 900 triggers. Isto permite que iluminação, materiais, clima, e efeitos volumétricos mudem consoante as acções do jogador. Por exemplo, abrir uma porta pode alterar instantaneamente a luz ou o estado do tempo.





Os modders também podem usar partículas dinâmicas e efeitos de post-processing, como chromatic aberration ou vinhetas, para sinalizar perigo ou stress. Efeitos de grande escala, como chuva ou neve, podem ser aplicados apenas em zonas específicas e são automaticamente desactivados em interiores.

O sistema usa uma interface de programação visual, sem necessidade de mexer em linhas de código, e pode ser expandido pela comunidade. Para o lançamento, o RTX Remix Logic é compatível com mais de 165 jogos clássicos.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Anthem deixa de poder ser jogado

O vistoso mas problemático Anthem deixa de poder ser jogado - devido ao encerramento dos servidores.

Cumprindo com o aviso que tinha sido dado em Julho passado, a Electronic Arts vai encerrar os servidores do jogo Anthem a 12 de Janeiro, o que impedirá o jogo de ser jogado devidoa ser um jogo exclusivamente online.

Lançado em 2019, Anthem teve um desenvolvimento atribulado que ficou exposto após a sua apresentação na E3 2017, onde a demo mostrada acabou por ser largamente encenada. O jogo recebeu críticas medianas a negativas e, apesar da promessa inicial de uma grande reformulação, essa reinvenção foi cancelada em 2021 após mudanças na liderança do estúdio.


Mesmo sem desenvolvimento ativo durante anos, os servidores mantiveram-se online e continuaram a atrair uma pequena comunidade. Centenas ou milhares de jogadores ainda o jogavam diariamente, com alguns fãs a sonhar com a possibilidade de surgirem servidores privados que mantivessem o jogo funcional.

Este é apenas mais um exemplo que relembra a volatilidade dos jogos modernos. As versões digitais já foram removidas das lojas e serviços de subscrição, e as cópias físicas usadas de nada ajudaram a não ser que surjam hacks da comunidade que permitam o uso de servidores não oficiais. Relembre-se que se está a falar de um jogo que era preciso comprar a preço completo e não um jogo "free to play" - e que, de forma unilateral e sem dar qualquer opção de recurso, é sumariamente removido sem que possa continuar a ser jogado.

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