terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Xiaomi SU7 Ultra no Gran Turismo 7

O Xiaomi SU7 Ultra faz história, sendo o primeiro automóvel chinês a entrar na saga Gran Turismo.

Podemos estar ainda a um par de anos para poder conduzir um Xiaomi SU7 em Portugal, mas os fãs com PlayStations poderão começar a preparar-se para isso virtualmente através do Gran Turismo 7.

A Xiaomi entrou para a história ao levar o SU7 Ultra ao Gran Turismo 7, tornando-se o primeiro automóvel chinês a integrar oficialmente a série. A actualização ficou disponível a 29 de janeiro de 2026, permitindo aos jogadores conduzir a versão mais desportiva do primeiro carro eléctricoda marca.



Criado pela Polyphony Digital, o Gran Turismo 7 é conhecido pelo realismo extremo e por um alinhamento historicamente dominado por marcas europeias e japonesas. A entrada da Xiaomi é significativa, sobretudo tendo em conta que a empresa só recentemente começou a produzir automóveis.

O SU7 Ultra chega como uma verdadeira máquina de alto-desempenho. O modelo utiliza um sistema eléctrico multi-motor com até 1.550 cavalos de potência e acelera dos 0 aos 100 km/h em menos de dois segundos. No jogo, estas prestações podem agora ser testadas em pistas lendárias como o Nürburgring.


A colaboração entre a Xiaomi e a Polyphony Digital foi anunciada em meados de 2025, com o objetivo de reproduzir o carro com o máximo rigor. Este lançamento reflecte uma mudança maior no sector, com os elétricos chineses a ganharem espaço na cultura automóvel global - e tudo indica que outras marcas, como a BYD, poderão seguir o mesmo caminho, certamente não havendo falta de jogadores que gostariam de por à prova as capacidades do Yangwang U9 Xtreme que pode atingir os 496.22 km/h e completou o Nürburgring em 6 minutos e 59 segundos.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Project Genie cria jogos via AI a partir de texto ou fotos

Com o Project Genie os utilizadores podem criar "jogos" instantâneos, com um simples pedido de texto ou até a partir de uma foto.

A Google começou a disponibilizar o Project Genie, uma ferramenta experimental que permite criar e explorar mundos interactivos gerados por AI. O protótipo está a ser lançado para subscritores do Google AI Ultra nos EUA, dando o próximo passo após a apresentação do Genie 3 o ano passado.

O Project Genie baseia-se no conceito de "world models", sistemas AI capazes de simular como os ambientes evoluem e interagem, e como as acções dos utilizadores os afectam. Alimentado pelo Genie 3, em conjunto com o Gemini e o Nano Banana Pro, o protótipo gera o mundo em tempo real à medida que o utilizador se move, em vez de recorrer a cenários estáticos.



A experiência centra-se em três pilares: criação do mundo, exploração e remistura. É possível definir um ambiente com texto ou imagens, escolher a perspectiva e a forma de deslocação, e explorar cenários que se expandem dinamicamente. Os utilizadores podem ainda alterar mundos existentes e exportar pequenos vídeos das suas explorações.

A Google sublinha que se trata de um projeto de investigação em fase inicial. Os mundos podem não ser totalmente realistas, o controlo nem sempre é preciso e as sessões estão limitadas a 60 segundos. Ainda assim, a empresa acredita que o Project Genie será essencial para perceber como os world models podem ser usados em investigação e criatividade, com planos para expandir o acesso a mais países no futuro.

Os exemplos que já começaram a surgir são impressionantes:
O grande problema destes sistemas é a imensa quantidade de recursos de hardware que são necessários para gerar estes vídeos AI interactivos em tempo real, o que complica a sua disponibilização em larga escala. Para referência, uma única imagem AI pode demorar dezenas de segundos a ser gerada em hardware doméstico convencional; para se chegar a um ponto em que se possa gerar vídeo AI em tempo real, teremos que acelerar o processo várias centenas de vezes.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

PC "obsoleto" corre jogos modernos a 60 fps

Um YouTuber decidiu montar um PC obsoleto, com CPU Core i7-4790K e uma RTX 2060 Super, e que ainda assim consegue correr jogos modernos a 1080p.

Com os preços da DDR5 a subir para valores absurdos, alguns jogadores consideram manter-se em plataformas muito mais antigas para escapar à crise da memória. E um vídeo mostra como mesmo um PC antigo, com mais de uma década, continua perfeitamente capaz de correr jogos modernos em 2026, incluindo títulos exigentes como o Cyberpunk 2077.

O sistema usa um Core i7-4790K com overclock para 4.6GHz, acompanhado por 32GB de DDR3, uma motherboard Z97 da Asus e uma placa gráfica Nvidia RTX 2060 Super. A memória DDR3 (usada) custou menos de 40 euros, um contraste brutal com os preços actuais da DDR5 e uma das principais razões para este tipo de abordagem.


Nos testes realizados com oito jogos modernos, como Baldur's Gate 3, Battlefield 6 e Red Dead Redemption 2, o sistema manteve resultados consistentes de 60 fps ou mais a 1080p e definições médias. No caso de Cyberpunk 2077, a média ficou também perto dos 60 fps, demonstrando que hardware antigo ainda pode oferecer uma experiência jogável quando combinado com uma placa gráfica decente. Não adianta é escolher uma placa gráfica mais recente, pois a limitação acaba por ser o CPU, que não conseguirá tirar o máximo partido dela.

O mais impressionante é o custo total. Recorrendo a peças usadas, foi possível montar este PC completo deste género por algumas centenas de euros - menos do que é actualmente pedido por 32GB de DDR5. Por um lado, isto não deixa de ser um exemplo teórico, pois a maioria das pessoas terá computadores mais recentes, não fazendo sentido pensar num "upgrade" para hardware mais antigo. Ainda assim, mostra como poderá ser vantajoso tirar o máximo partido daquilo que já se tem, ou de fazer algumas melhorias com material usado, para adiar a comprar um PC novo enquanto os preços do hardware não regressarem aos valores pré-AI.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Xbox Cloud Gaming prepara plano gratuito com publicidade

Em breve será possível jogar jogos Xbox Cloud Gaming de forma gratuita, graças a um novo plano com publicidade.

A Microsoft está a preparar o lançamento de um plano gratuito com publicidade para o Xbox Cloud Gaming, e já começaram a surgir sinais disso. Alguns utilizadores levaram com uma mensagem a referir "1 hora de tempo de jogo com anúncios por sessão", indicando que a empresa está a preparar esta nova opção.

Segundo os rumores, este plano gratuito deverá ser lançado ainda este ano, indo ao encontro das intenções da Microsoft de tornar o cloud gaming mais acessível. O Xbox Cloud Gaming tem sido expandido a cada vez mais dispositivos, sob o mote de que "tudo é uma Xbox".
A ideia não é propriamente nova. O GeForce Now, da Nvidia, já disponibiliza um plano com publicidade que permite jogar durante uma hora por sessão, pelo que a MS estaria apenas a seguir o exemplo.

Para os jogadores, esta novidade pode ser muito apelativa. Um plano gratuito permitirá experimentar jogos modernos sem necessidade de investir num PC (algo cada vez mais difícil com os preços elevados da memória, GPUs, e SSDs), ou sequer comprar uma consola. Além do mais, pode fazer com que alguns desses utilizadores gratuitos acabem por subscrever um dos planos pagos - sendo certo e sabido que as empresas preferem imensamente uma subscrição do que uma compra única de uma consola ou um jogo ocasional.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Petição Stop Killing Games com 1.3M de assinaturas válidas

O caso dos jogos que se tornam inacessíveis vai ser discutido pela UE, com quase 1.3 milhões de assinaturas válidas conseguidas pela iniciativa Stop Killing Games.

A iniciativa Stop Killing Games ultrapassou amplamente o patamar necessário para ser analisada pelas instituições europeias. A União Europeia validou 1.294.188 assinaturas das 1.448.270 submetidas, superando o mínimo de um milhão exigido para uma Iniciativa de Cidadania Europeia avançar no processo legislativo.

A actualização foi partilhada por um voluntário, que explicou que a equipa optou por um anúncio discreto nesta fase para evitar desgaste, fugas de informação e pressão de grupos de lobby, antes da próxima reunião formal com a Comissão Europeia. Foi também pedido paciência à comunidade, lembrando que o projecto é gerido por voluntários e não por uma "entidade institucional" sem rosto. Quase 90% das assinaturas foram consideradas válidas, um resultado acima da média nestas iniciativas, que muitas vezes têm mais de 20% de assinaturas inválidas - o que também revela o nível de interesse neste tópico.

O movimento Stop Killing Games surgiu em resposta à prática cada vez mais frequente das editoras que desligam servidores e encerram jogos dependentes de serviços online, tornando-os inutilizáveis mesmo após compra. A iniciativa não exige suporte eterno, mas sim planos de fim de vida, como permitir servidores comunitários. Agora, com o apoio validado, o tema será oficialmente analisado pelas instituições europeias. Apesar de poder vir a ser descrito pelos grandes estúdios como mais uma "burocracia" da UE, não deixa de ser um passo significativo para os direitos dos jogadores na UE - que potencialmente beneficiará os jogadores de todo o mundo.

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