No CES 2026 a Asus atraiu a atenção dos visitantes com seu PC ROG G1000 "holográfico".
Depois das caixas e ventoinhas com iluminação LED RGB, a Asus dá um passo em frente com uma proposta ainda mais vistosa. O ROG G1000 é um PC gaming que aposta tanto no impacto visual como no desempenho. A própria Asus diz que é uma máquina que foi "construída para ser vista", e isso nota-se imediatamente num chassis gigante de 104 litros coberto de efeitos holográficos, tanto no painel lateral em vidro como na parte frontal.
Claro que estamos perante a habitual designação mais "ampla" do que é um holograma. Na realidade não é um holograma verdadeiro, mas sim o efeito criado pelo uso de um sistema giratório com centenas de LEDs, que ao girarem a alta-velocidade criam a ilusão de imagens que parecem estar a flutuar no ar. Temos um desses sistemas na parte lateral, com dois mais pequenos na frente do chassis, tudo com efeitos personalizáveis controlados através do Armoury Crate, com suporte para imagens, animações e vídeos - com um botão físico "Anime Holo" no topo da caixa para ligar ou desligar os efeitos.
A acompanhar o espetáculo visual temos hardware é de topo. O ROG G1000 pode ser configurado com um AMD Ryzen 9 9950X3D e uma Nvidia GeForce RTX 5090, colocando-o entre os desktops gaming mais potentes da actualidade. A Asus utiliza ainda uma motherboard X870 própria e memória DDR5 com perfis AEMP II para frequências mais elevadas.
O arrefecimento fica a cargo de um radiador de 420 mm instalado numa zona separada no topo, que puxa ar fresco diretamente do exterior. A Asus ainda não revelou preço nem data de lançamento, mas pode desde já antecipar-se que se destina a pessoas que não se preocupam com esse tipo de detalhes.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Nvidia RTX Remix Logic renova jogos antigos com efeitos dinâmicos
O Nvidia RTX Remix ganha novas capacidades para modernizar jogos antigos, agora com efeitos dinâmicos em função de acções do jogador.
O Nvidia RTX Remix permite modernizar jogos antigos, aplicando-lhes efeitos ray-tracing e novas texturas. Agora, passamos a ter o RTX Remix Logic, uma nova funcionalidade que chegará ainda este mês através de uma actualização na app da NVIDIA. O objectivo é dar aos modders uma forma simples de adicionar efeitos visuais dinâmicos que reagem directamente a eventos dentro do jogo.
O RTX Remix Logic consegue identificar mais de 30 eventos comuns de gameplay e disponibiliza mais de 900 triggers. Isto permite que iluminação, materiais, clima, e efeitos volumétricos mudem consoante as acções do jogador. Por exemplo, abrir uma porta pode alterar instantaneamente a luz ou o estado do tempo.
Os modders também podem usar partículas dinâmicas e efeitos de post-processing, como chromatic aberration ou vinhetas, para sinalizar perigo ou stress. Efeitos de grande escala, como chuva ou neve, podem ser aplicados apenas em zonas específicas e são automaticamente desactivados em interiores.
O sistema usa uma interface de programação visual, sem necessidade de mexer em linhas de código, e pode ser expandido pela comunidade. Para o lançamento, o RTX Remix Logic é compatível com mais de 165 jogos clássicos.
O Nvidia RTX Remix permite modernizar jogos antigos, aplicando-lhes efeitos ray-tracing e novas texturas. Agora, passamos a ter o RTX Remix Logic, uma nova funcionalidade que chegará ainda este mês através de uma actualização na app da NVIDIA. O objectivo é dar aos modders uma forma simples de adicionar efeitos visuais dinâmicos que reagem directamente a eventos dentro do jogo.
O RTX Remix Logic consegue identificar mais de 30 eventos comuns de gameplay e disponibiliza mais de 900 triggers. Isto permite que iluminação, materiais, clima, e efeitos volumétricos mudem consoante as acções do jogador. Por exemplo, abrir uma porta pode alterar instantaneamente a luz ou o estado do tempo.
Os modders também podem usar partículas dinâmicas e efeitos de post-processing, como chromatic aberration ou vinhetas, para sinalizar perigo ou stress. Efeitos de grande escala, como chuva ou neve, podem ser aplicados apenas em zonas específicas e são automaticamente desactivados em interiores.
O sistema usa uma interface de programação visual, sem necessidade de mexer em linhas de código, e pode ser expandido pela comunidade. Para o lançamento, o RTX Remix Logic é compatível com mais de 165 jogos clássicos.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Anthem deixa de poder ser jogado
O vistoso mas problemático Anthem deixa de poder ser jogado - devido ao encerramento dos servidores.
Cumprindo com o aviso que tinha sido dado em Julho passado, a Electronic Arts vai encerrar os servidores do jogo Anthem a 12 de Janeiro, o que impedirá o jogo de ser jogado devidoa ser um jogo exclusivamente online.
Lançado em 2019, Anthem teve um desenvolvimento atribulado que ficou exposto após a sua apresentação na E3 2017, onde a demo mostrada acabou por ser largamente encenada. O jogo recebeu críticas medianas a negativas e, apesar da promessa inicial de uma grande reformulação, essa reinvenção foi cancelada em 2021 após mudanças na liderança do estúdio.
Mesmo sem desenvolvimento ativo durante anos, os servidores mantiveram-se online e continuaram a atrair uma pequena comunidade. Centenas ou milhares de jogadores ainda o jogavam diariamente, com alguns fãs a sonhar com a possibilidade de surgirem servidores privados que mantivessem o jogo funcional.
Este é apenas mais um exemplo que relembra a volatilidade dos jogos modernos. As versões digitais já foram removidas das lojas e serviços de subscrição, e as cópias físicas usadas de nada ajudaram a não ser que surjam hacks da comunidade que permitam o uso de servidores não oficiais. Relembre-se que se está a falar de um jogo que era preciso comprar a preço completo e não um jogo "free to play" - e que, de forma unilateral e sem dar qualquer opção de recurso, é sumariamente removido sem que possa continuar a ser jogado.
Cumprindo com o aviso que tinha sido dado em Julho passado, a Electronic Arts vai encerrar os servidores do jogo Anthem a 12 de Janeiro, o que impedirá o jogo de ser jogado devidoa ser um jogo exclusivamente online.
Lançado em 2019, Anthem teve um desenvolvimento atribulado que ficou exposto após a sua apresentação na E3 2017, onde a demo mostrada acabou por ser largamente encenada. O jogo recebeu críticas medianas a negativas e, apesar da promessa inicial de uma grande reformulação, essa reinvenção foi cancelada em 2021 após mudanças na liderança do estúdio.
Mesmo sem desenvolvimento ativo durante anos, os servidores mantiveram-se online e continuaram a atrair uma pequena comunidade. Centenas ou milhares de jogadores ainda o jogavam diariamente, com alguns fãs a sonhar com a possibilidade de surgirem servidores privados que mantivessem o jogo funcional.
Este é apenas mais um exemplo que relembra a volatilidade dos jogos modernos. As versões digitais já foram removidas das lojas e serviços de subscrição, e as cópias físicas usadas de nada ajudaram a não ser que surjam hacks da comunidade que permitam o uso de servidores não oficiais. Relembre-se que se está a falar de um jogo que era preciso comprar a preço completo e não um jogo "free to play" - e que, de forma unilateral e sem dar qualquer opção de recurso, é sumariamente removido sem que possa continuar a ser jogado.
sábado, 10 de janeiro de 2026
ShaderBeam emula CRTs em monitores modernos
Com os novos monitores de alta frequência torna-se possível simular os antigos CRTs com maior realismo que nunca.
O ShaderBeam é um novo overlay open-source da equipa da Blur Busters (a mesma que criou o TestUFO) que traz clareza de movimento ao estilo CRT para monitores LCD e OLED modernos. A ferramenta permite usar o CRT Beam Simulator diretamente no ambiente de trabalho do Windows e em qualquer jogo de PC, algo que até agora estava limitado a demos ou aplicações específicas. Para funcionar, basta ter Windows 10 ou mais recente, e um monitor com pelo menos 100Hz (preferencialmente de 240 Hz - mas sem que seja necessário chegar aos 1000Hz).
O objetivo do ShaderBeam é imitar a forma como os antigos monitores CRT lidavam com o movimento. Os CRT têm, por natureza, uma excelente nitidez em movimento, algo que nem os painéis LCD e OLED mais avançados conseguem igualar totalmente. Ao simular efeitos como o desvanecimento do fósforo e o varrimento progressivo, o ShaderBeam reduz bastante o motion blur, chegando mesmo a superar soluções como o Black Frame Insertion usado em muitos monitores gaming topo de gama.
Com esta tecnologia agora disponível em qualquer jogo, os jogadores podem reviver a experiência que os utilizadores de CRT conhecem há décadas. Ainda assim, existem alguns compromissos. A Blur Busters recomenda monitores OLED de 240Hz ou mais para melhores resultados, já que frequências mais elevadas reduzem o efeito de cintilação. Também é aconselhado ajustar várias definições no Windows e nos drivers gráficos, como desactivar VRR, HDR e o hardware-accelerated GPU scheduling.
Uma das recomendações mais curiosas - para os puristas mas exigentes - é usar dois GPUs no sistema. Segundo os criadores, dedicar um GPU apenas ao shader CRT ajuda a evitar problemas de sincronização que podem surgir quando tudo corre numa única placa gráfica. A boa notícia é que o shader é muito leve em recursos: mesmo num Intel HD 770 antigo é possível usá-lo a mais de 800 fps - pelo que isso não será problema para a maioria dos curiosos com placas gráficas recentes.
O ShaderBeam é um novo overlay open-source da equipa da Blur Busters (a mesma que criou o TestUFO) que traz clareza de movimento ao estilo CRT para monitores LCD e OLED modernos. A ferramenta permite usar o CRT Beam Simulator diretamente no ambiente de trabalho do Windows e em qualquer jogo de PC, algo que até agora estava limitado a demos ou aplicações específicas. Para funcionar, basta ter Windows 10 ou mais recente, e um monitor com pelo menos 100Hz (preferencialmente de 240 Hz - mas sem que seja necessário chegar aos 1000Hz).
O objetivo do ShaderBeam é imitar a forma como os antigos monitores CRT lidavam com o movimento. Os CRT têm, por natureza, uma excelente nitidez em movimento, algo que nem os painéis LCD e OLED mais avançados conseguem igualar totalmente. Ao simular efeitos como o desvanecimento do fósforo e o varrimento progressivo, o ShaderBeam reduz bastante o motion blur, chegando mesmo a superar soluções como o Black Frame Insertion usado em muitos monitores gaming topo de gama.
Com esta tecnologia agora disponível em qualquer jogo, os jogadores podem reviver a experiência que os utilizadores de CRT conhecem há décadas. Ainda assim, existem alguns compromissos. A Blur Busters recomenda monitores OLED de 240Hz ou mais para melhores resultados, já que frequências mais elevadas reduzem o efeito de cintilação. Também é aconselhado ajustar várias definições no Windows e nos drivers gráficos, como desactivar VRR, HDR e o hardware-accelerated GPU scheduling.
Uma das recomendações mais curiosas - para os puristas mas exigentes - é usar dois GPUs no sistema. Segundo os criadores, dedicar um GPU apenas ao shader CRT ajuda a evitar problemas de sincronização que podem surgir quando tudo corre numa única placa gráfica. A boa notícia é que o shader é muito leve em recursos: mesmo num Intel HD 770 antigo é possível usá-lo a mais de 800 fps - pelo que isso não será problema para a maioria dos curiosos com placas gráficas recentes.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Nvidia RTX 5090 já custa o dobro do preço original
Os preços das placas gráficas começam a seguir a subida da memória RAM, com a Nvidia RTX 5090 a chegar aos 4.000 dólares.
O preço da memória RAM tem aumentado substancialmente devido aos volumes de encomendas destinados aos datacenters AI, que absorverá quase metade da produção mundial anual. À boleia disso outros componentes também têm sofrido de forma indirecta, como as motherboards, e agora - como alguns já temiam - é a vez das placas gráficas.
Os preços da GeForce RTX 5090 já estão a subir, e encontrar a placa ao preço recomendado de 1.999 dólares é agora uma missão quase impossível. Os modelos dos restantes fabricantes começam oficialmente nos 2.499 dólares, mas até esses começam a ser difíceis de encontrar, e apenas em lojas físicas que as tenham em stock. Nas lojas online, os preços das RTX 5090 têm estado entre os 3.000 e 4.000 dólares.
Uma análise aos principais retalhistas listados pela NVIDIA mostra que as placas em stock começam perto dos 3.059 dólares, com a maioria já acima dos 3.500. Importa sublinhar que estes valores são praticados pelos próprios retalhistas, e não pelos "scalpers" que se dedicam à compra de material para o revenderem a preço inflaccionado.
Isto faz com que os rumores de que a GTX 5090 poderia chegar aos 5.0000 dólares em 2026 não seja assim tão irrealista. E a única forma de o evitar seria a Nvidia disponibilizar a RTX 5090 Founders Edition ao preço oficial em volume - mas não sendo algo que se espera que aconteça, para não "estragar o negócio" aos seus parceiros.
O que é certo é que, tal como já se previa devido ao preço da RAM, o ano de 2026 definitivamente não será um ano adequado para fazer upgrades de hardware ou comprar um PC novo!
O preço da memória RAM tem aumentado substancialmente devido aos volumes de encomendas destinados aos datacenters AI, que absorverá quase metade da produção mundial anual. À boleia disso outros componentes também têm sofrido de forma indirecta, como as motherboards, e agora - como alguns já temiam - é a vez das placas gráficas.
Os preços da GeForce RTX 5090 já estão a subir, e encontrar a placa ao preço recomendado de 1.999 dólares é agora uma missão quase impossível. Os modelos dos restantes fabricantes começam oficialmente nos 2.499 dólares, mas até esses começam a ser difíceis de encontrar, e apenas em lojas físicas que as tenham em stock. Nas lojas online, os preços das RTX 5090 têm estado entre os 3.000 e 4.000 dólares.
Uma análise aos principais retalhistas listados pela NVIDIA mostra que as placas em stock começam perto dos 3.059 dólares, com a maioria já acima dos 3.500. Importa sublinhar que estes valores são praticados pelos próprios retalhistas, e não pelos "scalpers" que se dedicam à compra de material para o revenderem a preço inflaccionado.
Isto faz com que os rumores de que a GTX 5090 poderia chegar aos 5.0000 dólares em 2026 não seja assim tão irrealista. E a única forma de o evitar seria a Nvidia disponibilizar a RTX 5090 Founders Edition ao preço oficial em volume - mas não sendo algo que se espera que aconteça, para não "estragar o negócio" aos seus parceiros.
O que é certo é que, tal como já se previa devido ao preço da RAM, o ano de 2026 definitivamente não será um ano adequado para fazer upgrades de hardware ou comprar um PC novo!
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