quarta-feira, 11 de março de 2026

Project Helix prepara próxima geração Xbox da Microsoft

A Microsoft começou a revelar alguns detalhes sobre o que prepara para a próxima geração de Xbox, com nome de código Project Helix.

Com a total remodelação da chefia da divisão Xbox, há grande curiosidade sobre qual irá ser o rumo para o futuro. Mas, as coisas parecem manter-se tal como estavam, com este Project Helix a aproximar a futura consola ainda mais do universo dos PCs.

Uma das novidades mais interessantes é que o Project Helix deverá conseguir executar jogos Xbox e jogos de PC, sugerindo que a próxima consola poderá funcionar como uma espécie de híbrido entre consola e PC gaming. Isto pode abrir a porta ao acesso a lojas digitais de PC directamente na consola, como Steam, Epic Games Store ou GOG. Ainda assim, também existe a possibilidade da Microsoft incentivar os estúdios a utilizarem a loja Microsoft / Xbox.
A Microsoft diz que o Project Helix irá "liderar em desempenho", indicando um salto significativo em termos de hardware. Rumores apontam para a utilização de um CPU AMD Zen 6 e GPU AMD RDNA 5, além de NPU dedicado para tarefas de inteligência artificial. Este tipo de componente poderá permitir novas funcionalidades baseadas em AI, tanto para jogos como para o sistema, e permitir jogos 4K com ray-tracing a mais de 60 fps (claro, com ajuda das tecnologias de "aceleração" dos frames). O lado negro de tudo isto, é que se espera que a futura Xbox vá ter um preço de 1000 a 1500 dólares.
A nova consola deverá chegar ao mercado no próximo ano, numa altura em que ainda deverá sofrer com a escassez / preço elevado das memórias RAM (alguns rumores apontam para que tenha 48GB de RAM). Mas, também a Sony já veio dizer que, contrariamente aos rumores, vai manter o seu plano de lançamento da próxima PS6, argumentando que apesar do custo extra da memória, ficaria mais caro à empresa adiar a nova consola.

segunda-feira, 9 de março de 2026

Nvidia pode lançar RTX 5090 Ti/Titan no final do ano?

A Nvidia pode estar a preparar uma nova placa para este ano, mas posicionada no segmento topo de gama, acima da actual RTX 5090.

No seguimento das notícias que indicam que a Nvidia não deverá lançar qualquer nova placa para o segmento doméstico este ano - para se focar exclusivamente nos chips AI - surge agora um novo rumor que diz que afinal podemos ter uma placa... mas que não será para todos; pelo contrário, será para muito poucos!

De França chega a indicação de que a Nvidia poderá estar a preparar uma placa gráfica RTX 50-series ainda mais potente do que a actual GeForce RTX 5090. Segundo esta informação, este GPU de topo deverá chegar no terceiro trimestre de 2026, a tempo do período de regresso às aulas. As fontes indicam que o projeto já ultrapassou a fase inicial, com trabalho ao nível das placas em curso. O produto não estará relacionado com qualquer actualização da linha "Super", que terá sido adiada para mais tarde.

Ainda não é claro que forma este modelo irá assumir. Pode tratar-se de uma placa ao estilo TITAN ou de algo semelhante a uma RTX 5090 Ti, mas não existem detalhes sobre especificações, consumo energético, memória ou configuração do chip. Mesmo assim, convém manter alguma cautela. No passado a Nvidia já teve em desenvolvimento GPUs melhorados que acabaram por não ser lançadas, como aconteceu com protótipos da RTX 4090 Ti ou modelos de classe TITAN.

O que é garantido é que, com as actuais RTX 5090 a terem preços acima dos 4 mil euros, qualquer versão posicionada acima deste modelo irá ter um preço ainda mais elevada e fora do alcance da maioria dos gamers.


Até lá, quem tiver uma RTX 5090 pode arriscar alguns aumentos de potência com as BIOS de 800W e 1000W - se estiver consciente dos riscos de o fazer em placas que, mesmo de origem, já têm historial de poder derreter as fichas!

sábado, 7 de março de 2026

Simulador mostra Atari 2600 a funcionar ao nível dos chips

Quem quiser espreitar o funcionamento interno de um computador, pode ver esta hipnotizante simulação de um Atari 2600 ao nível dos chips.

Hoje em dia é relativamente fácil revisitar sistemas antigos através de emuladores, mas neste caso a emulação é levada ao limite, pois trata-se de uma simulação dos próprios chips. No vídeo, o clássico sistema de 8 bits é simulado a correr uma ROM homebrew chamada Floppy Rescue, enquanto a propagação do sinal eléctrico é representada por rastos multicoloridos que percorrem os circuitos.

A base do projecto é uma versão open-source em silício do Atari 2600 integrada no Tiny Tapeout 9 - um projecto que promove a criação de chips personalizados sem se ficar dependente das ferramentas proprietárias das grandes empresas. A simulação começa com uma vista geral do SoC e depois aproxima-se para revelar os impulsos eléctricos a viajarem pelas portas lógicas e interligações. Cada leitura de dados da ROM é transformada num padrão luminoso, criando um espetáculo visual.


Para tornar a visualização compreensível, as coisas decorrem a velocidade abrandada (mesmo na velocidade original de 1.19 MHz seria impossível ter a percepção de como as coisas correm). No vídeo, são necessários 32 segundos para apresentar apenas metade do ecrã de título - algo que, em velocidade real, aconteceria de forma praticamente instantânea. Esse abrandamento permite uma melhor ideia de como os sinais atravessam as estruturas internas do chip.

Embora o Atari 2600 seja hoje tecnologicamente pré-histórico, construído originalmente em torno do MOS 6502 (na variante 6507 mais económica), do chip TIA (Television Interface Adaptor) e do RIOT (para gestão do I/O), e funcionando a 1.19 MHz, tornou-se bastante popular no final da década de 70 e início da década de 80, muito tendo contribuído para fazer da Atari um dos nomes de referência na indústria dos videojogos na altura.

E, numa altura em que a RAM tem estado a atingir valores recorde, não deixa de ser curioso que esta consola de outros tempos tinha apenas.. 128 bytes(!) de RAM.

quinta-feira, 5 de março de 2026

AMD abandona Ryzen Z1 Extreme?

A AMD parece ter terminado o suporte do AMD Ryzen Z1 Extreme, deixando máquinas como o Legion Go e ROG Ally sem drivers melhorados para o chipset.

Um alegado esclarecimento do suporte da Lenovo Coreia está a gerar preocupação entre utilizadores do Legion Go. A mensagem, partilhada em fóruns coreanos, indica que o modelo original poderá não receber mais actualizações de drivers. Embora não haja ainda um anúncio global oficial, a resposta indica que não existem planos para novos updates dedicados ao equipamento.

Segundo o suporte, os utilizadores devem instalar todas as actualizações através do Windows Update e do Lenovo Vantage. No caso dos gráficos, a recomendação passa por descarregar o driver "universal" mais recente no site da AMD. No entanto, há um aviso importante: se o driver não for compatível com a plataforma Z1, o utilizador deverá manter a versão distribuída pela própria Lenovo. Curiosamente, o Legion Go S - equipado com o chip Z2 Go - continua a receber suporte regular. Ao mesmo tempo, dispositivos concorrentes como o MSI Claw com arquitectura Intel Meteor Lake já começaram a receber suporte para melhorias como o XeSS 3 e multi-frame generation. Já a ASUS, que vende os ROG Ally baseados na mesma linha Z1, não confirmou qualquer mudança nos seus planos de suporte - embora também não lance qualquer actualização de drivers há quase meio ano.

Se tal se vier a confirmar, será um rude golpe para todos os compradores destes PCs de jogos portáteis, que certamente irão relembrar-se disto por bastante tempo no momento de comprarem futuros produtos com chips AMD.

terça-feira, 3 de março de 2026

O impressionante DLSS 4.5 Preset L

O DLSS 4.5 continua a impressionar pela sua capacidade de multiplicar a resolução e framerate nos jogos.

A Nvidia deu um passo de gigante na tecnologia de melhoria de resolução - que no passado tanta polémica gerou por ser uma método "falso" para melhorar o desempenho. Com a ajuda das tecnologias AI, a mais recente versão DLSS 4.5 é capaz de resultados assombrosos, permitindo até que jogos em resolução super reduzida sejam convertidos para jogos perfeitamente jogáveis e repletos de detalhes.

Hoje, trago-vos a análise mais detalhada do DLSS 4.5 Preset L. O Preset M faz um upscale 2X, permitindo passar de um jogo renderizado a 1440p para 4K; o Preset L vai ainda mais longe, fazendo um upscale 3x, permitindo passar de uma resolução de 720p para 4K, ou até mais.


Curiosamente, parece também haver um "bug", ou efeito indesejado, com o uso do "Denoiser" neste modo, e que pode fazer com que reflexos ray-traced fiquem a oscilar e com pouca qualidade; coisa que fica totalmente resolvida ao se desactivar o denoising. Esperemos que seja algo que a Nvidia consiga resolver com uma actualização.

Até lá, quem tiver uma Nvidia com suporte para DLSS, é algo que vale a pena explorar como forma de aumentar o desempenho nos jogos com qualidade que se pensaria ser impossível.

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