O vistoso mas problemático Anthem deixa de poder ser jogado - devido ao encerramento dos servidores.
Cumprindo com o aviso que tinha sido dado em Julho passado, a Electronic Arts vai encerrar os servidores do jogo Anthem a 12 de Janeiro, o que impedirá o jogo de ser jogado devidoa ser um jogo exclusivamente online.
Lançado em 2019, Anthem teve um desenvolvimento atribulado que ficou exposto após a sua apresentação na E3 2017, onde a demo mostrada acabou por ser largamente encenada. O jogo recebeu críticas medianas a negativas e, apesar da promessa inicial de uma grande reformulação, essa reinvenção foi cancelada em 2021 após mudanças na liderança do estúdio.
Mesmo sem desenvolvimento ativo durante anos, os servidores mantiveram-se online e continuaram a atrair uma pequena comunidade. Centenas ou milhares de jogadores ainda o jogavam diariamente, com alguns fãs a sonhar com a possibilidade de surgirem servidores privados que mantivessem o jogo funcional.
Este é apenas mais um exemplo que relembra a volatilidade dos jogos modernos. As versões digitais já foram removidas das lojas e serviços de subscrição, e as cópias físicas usadas de nada ajudaram a não ser que surjam hacks da comunidade que permitam o uso de servidores não oficiais. Relembre-se que se está a falar de um jogo que era preciso comprar a preço completo e não um jogo "free to play" - e que, de forma unilateral e sem dar qualquer opção de recurso, é sumariamente removido sem que possa continuar a ser jogado.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
sábado, 10 de janeiro de 2026
ShaderBeam emula CRTs em monitores modernos
Com os novos monitores de alta frequência torna-se possível simular os antigos CRTs com maior realismo que nunca.
O ShaderBeam é um novo overlay open-source da equipa da Blur Busters (a mesma que criou o TestUFO) que traz clareza de movimento ao estilo CRT para monitores LCD e OLED modernos. A ferramenta permite usar o CRT Beam Simulator diretamente no ambiente de trabalho do Windows e em qualquer jogo de PC, algo que até agora estava limitado a demos ou aplicações específicas. Para funcionar, basta ter Windows 10 ou mais recente, e um monitor com pelo menos 100Hz (preferencialmente de 240 Hz - mas sem que seja necessário chegar aos 1000Hz).
O objetivo do ShaderBeam é imitar a forma como os antigos monitores CRT lidavam com o movimento. Os CRT têm, por natureza, uma excelente nitidez em movimento, algo que nem os painéis LCD e OLED mais avançados conseguem igualar totalmente. Ao simular efeitos como o desvanecimento do fósforo e o varrimento progressivo, o ShaderBeam reduz bastante o motion blur, chegando mesmo a superar soluções como o Black Frame Insertion usado em muitos monitores gaming topo de gama.
Com esta tecnologia agora disponível em qualquer jogo, os jogadores podem reviver a experiência que os utilizadores de CRT conhecem há décadas. Ainda assim, existem alguns compromissos. A Blur Busters recomenda monitores OLED de 240Hz ou mais para melhores resultados, já que frequências mais elevadas reduzem o efeito de cintilação. Também é aconselhado ajustar várias definições no Windows e nos drivers gráficos, como desactivar VRR, HDR e o hardware-accelerated GPU scheduling.
Uma das recomendações mais curiosas - para os puristas mas exigentes - é usar dois GPUs no sistema. Segundo os criadores, dedicar um GPU apenas ao shader CRT ajuda a evitar problemas de sincronização que podem surgir quando tudo corre numa única placa gráfica. A boa notícia é que o shader é muito leve em recursos: mesmo num Intel HD 770 antigo é possível usá-lo a mais de 800 fps - pelo que isso não será problema para a maioria dos curiosos com placas gráficas recentes.
O ShaderBeam é um novo overlay open-source da equipa da Blur Busters (a mesma que criou o TestUFO) que traz clareza de movimento ao estilo CRT para monitores LCD e OLED modernos. A ferramenta permite usar o CRT Beam Simulator diretamente no ambiente de trabalho do Windows e em qualquer jogo de PC, algo que até agora estava limitado a demos ou aplicações específicas. Para funcionar, basta ter Windows 10 ou mais recente, e um monitor com pelo menos 100Hz (preferencialmente de 240 Hz - mas sem que seja necessário chegar aos 1000Hz).
O objetivo do ShaderBeam é imitar a forma como os antigos monitores CRT lidavam com o movimento. Os CRT têm, por natureza, uma excelente nitidez em movimento, algo que nem os painéis LCD e OLED mais avançados conseguem igualar totalmente. Ao simular efeitos como o desvanecimento do fósforo e o varrimento progressivo, o ShaderBeam reduz bastante o motion blur, chegando mesmo a superar soluções como o Black Frame Insertion usado em muitos monitores gaming topo de gama.
Com esta tecnologia agora disponível em qualquer jogo, os jogadores podem reviver a experiência que os utilizadores de CRT conhecem há décadas. Ainda assim, existem alguns compromissos. A Blur Busters recomenda monitores OLED de 240Hz ou mais para melhores resultados, já que frequências mais elevadas reduzem o efeito de cintilação. Também é aconselhado ajustar várias definições no Windows e nos drivers gráficos, como desactivar VRR, HDR e o hardware-accelerated GPU scheduling.
Uma das recomendações mais curiosas - para os puristas mas exigentes - é usar dois GPUs no sistema. Segundo os criadores, dedicar um GPU apenas ao shader CRT ajuda a evitar problemas de sincronização que podem surgir quando tudo corre numa única placa gráfica. A boa notícia é que o shader é muito leve em recursos: mesmo num Intel HD 770 antigo é possível usá-lo a mais de 800 fps - pelo que isso não será problema para a maioria dos curiosos com placas gráficas recentes.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Nvidia RTX 5090 já custa o dobro do preço original
Os preços das placas gráficas começam a seguir a subida da memória RAM, com a Nvidia RTX 5090 a chegar aos 4.000 dólares.
O preço da memória RAM tem aumentado substancialmente devido aos volumes de encomendas destinados aos datacenters AI, que absorverá quase metade da produção mundial anual. À boleia disso outros componentes também têm sofrido de forma indirecta, como as motherboards, e agora - como alguns já temiam - é a vez das placas gráficas.
Os preços da GeForce RTX 5090 já estão a subir, e encontrar a placa ao preço recomendado de 1.999 dólares é agora uma missão quase impossível. Os modelos dos restantes fabricantes começam oficialmente nos 2.499 dólares, mas até esses começam a ser difíceis de encontrar, e apenas em lojas físicas que as tenham em stock. Nas lojas online, os preços das RTX 5090 têm estado entre os 3.000 e 4.000 dólares.
Uma análise aos principais retalhistas listados pela NVIDIA mostra que as placas em stock começam perto dos 3.059 dólares, com a maioria já acima dos 3.500. Importa sublinhar que estes valores são praticados pelos próprios retalhistas, e não pelos "scalpers" que se dedicam à compra de material para o revenderem a preço inflaccionado.
Isto faz com que os rumores de que a GTX 5090 poderia chegar aos 5.0000 dólares em 2026 não seja assim tão irrealista. E a única forma de o evitar seria a Nvidia disponibilizar a RTX 5090 Founders Edition ao preço oficial em volume - mas não sendo algo que se espera que aconteça, para não "estragar o negócio" aos seus parceiros.
O que é certo é que, tal como já se previa devido ao preço da RAM, o ano de 2026 definitivamente não será um ano adequado para fazer upgrades de hardware ou comprar um PC novo!
O preço da memória RAM tem aumentado substancialmente devido aos volumes de encomendas destinados aos datacenters AI, que absorverá quase metade da produção mundial anual. À boleia disso outros componentes também têm sofrido de forma indirecta, como as motherboards, e agora - como alguns já temiam - é a vez das placas gráficas.
Os preços da GeForce RTX 5090 já estão a subir, e encontrar a placa ao preço recomendado de 1.999 dólares é agora uma missão quase impossível. Os modelos dos restantes fabricantes começam oficialmente nos 2.499 dólares, mas até esses começam a ser difíceis de encontrar, e apenas em lojas físicas que as tenham em stock. Nas lojas online, os preços das RTX 5090 têm estado entre os 3.000 e 4.000 dólares.
Uma análise aos principais retalhistas listados pela NVIDIA mostra que as placas em stock começam perto dos 3.059 dólares, com a maioria já acima dos 3.500. Importa sublinhar que estes valores são praticados pelos próprios retalhistas, e não pelos "scalpers" que se dedicam à compra de material para o revenderem a preço inflaccionado.
Isto faz com que os rumores de que a GTX 5090 poderia chegar aos 5.0000 dólares em 2026 não seja assim tão irrealista. E a única forma de o evitar seria a Nvidia disponibilizar a RTX 5090 Founders Edition ao preço oficial em volume - mas não sendo algo que se espera que aconteça, para não "estragar o negócio" aos seus parceiros.
O que é certo é que, tal como já se previa devido ao preço da RAM, o ano de 2026 definitivamente não será um ano adequado para fazer upgrades de hardware ou comprar um PC novo!
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
Nvidia lança DLSS 4.5
A Nvidia apresentou o DLSS 4.5, que promete maior qualidade e velocidade para os jogos.
Sendo inevitável recorrer aos métodos para "falsificar" frames nos jogos, a Nvidia revelou o novo DLSS 4.5 no CES 2026, que chega com melhorias na qualidade de imagem para todas as placas RTX e desempenho melhorado nos GPUs mais recentes. A actualização inclui o novo modelo transformer de segunda geração para Super Resolution e um modo de Multi Frame Generation 6x exclusivo das RTX 50.
O novo modelo DLSS fica disponível hoje para todos os utilizadores RTX e foca-se sobretudo na melhoria da qualidade de imagem. Segundo a Nvidia, o sistema passa a compreender melhor as cenas dos jogos, reduzindo os artefactos de ghosting, e melhorando o anti-aliasing, a iluminação, e a nitidez em movimento. As melhorias são mais evidentes nas RTX 40 e 50, mas todas as gerações RTX beneficiam desta nova versão.
Já para quem tem uma RTX 50, a Nvidia prepara um salto extra de desempenho com o modo 6x Multi Frame Generation. Este sistema gera até cinco frames artificiais por cada frame real, sendo pensado para jogos em 4K a 240Hz. Haverá ainda um modo dinâmico que ajusta automaticamente o número de frames gerados em função da carga gráfica do momento.
O DLSS 4.5 passa a estar disponível hoje em mais de 400 jogos e aplicações através da app/driver da Nvidia, permitindo forçar o novo modelo mesmo em títulos mais antigos. As funcionalidades avançadas de geração de frames 6x e dinâmica deverão chegar às RTX 50 nos próximos meses.
Sendo inevitável recorrer aos métodos para "falsificar" frames nos jogos, a Nvidia revelou o novo DLSS 4.5 no CES 2026, que chega com melhorias na qualidade de imagem para todas as placas RTX e desempenho melhorado nos GPUs mais recentes. A actualização inclui o novo modelo transformer de segunda geração para Super Resolution e um modo de Multi Frame Generation 6x exclusivo das RTX 50.
O novo modelo DLSS fica disponível hoje para todos os utilizadores RTX e foca-se sobretudo na melhoria da qualidade de imagem. Segundo a Nvidia, o sistema passa a compreender melhor as cenas dos jogos, reduzindo os artefactos de ghosting, e melhorando o anti-aliasing, a iluminação, e a nitidez em movimento. As melhorias são mais evidentes nas RTX 40 e 50, mas todas as gerações RTX beneficiam desta nova versão.
Já para quem tem uma RTX 50, a Nvidia prepara um salto extra de desempenho com o modo 6x Multi Frame Generation. Este sistema gera até cinco frames artificiais por cada frame real, sendo pensado para jogos em 4K a 240Hz. Haverá ainda um modo dinâmico que ajusta automaticamente o número de frames gerados em função da carga gráfica do momento.
O DLSS 4.5 passa a estar disponível hoje em mais de 400 jogos e aplicações através da app/driver da Nvidia, permitindo forçar o novo modelo mesmo em títulos mais antigos. As funcionalidades avançadas de geração de frames 6x e dinâmica deverão chegar às RTX 50 nos próximos meses.
domingo, 4 de janeiro de 2026
GOG sai da CD Projekt mas mantém o mesmo objectivo
A GOG foi comprada por um dos seus fundadores, deixando de fazer parte da CD Projekt.
A GOG vai seguir caminho próprio e deixar de fazer parte da CD Projekt. A loja digital focada na preservação e nos jogos sem DRM foi comprada por um dos seus fundadores, Michał Kiciński, num negócio avaliado em 25.2 milhões de dólares, que inclui também a plataforma GOG Galaxy.
Segundo a empresa, a mudança de estrutura não altera a missão central da GOG, que continua totalmente focada na venda de jogos sem DRM. A filosofia mantém-se a mesma: quando um jogador compra um jogo deve ficar totalmente com ele, sem dependência de ecossistemas fechados ou de usar uma loja específica - uma posição cada vez mais rara no mercado dos jogos.
A separação também não afecta a relação comercial com a CD Projekt. Jogos como The Witcher e Cyberpunk 2077, bem como futuros lançamentos do estúdio, vão continuar disponíveis na loja. Veremos se será um ponto de viragem que, daqui por alguns anos, venha a forçar que todas as outras "lojas" mudem de posição quanto ao DRM e a quem é "dono" dos jogos comprados.
A GOG vai seguir caminho próprio e deixar de fazer parte da CD Projekt. A loja digital focada na preservação e nos jogos sem DRM foi comprada por um dos seus fundadores, Michał Kiciński, num negócio avaliado em 25.2 milhões de dólares, que inclui também a plataforma GOG Galaxy.
Segundo a empresa, a mudança de estrutura não altera a missão central da GOG, que continua totalmente focada na venda de jogos sem DRM. A filosofia mantém-se a mesma: quando um jogador compra um jogo deve ficar totalmente com ele, sem dependência de ecossistemas fechados ou de usar uma loja específica - uma posição cada vez mais rara no mercado dos jogos.
A GOG afirma que esta nova fase serve para reforçar esse posicionamento. A ideia é investir ainda mais na preservação de clássicos, dar destaque a jogos modernos de qualidade, e apoiar novos lançamentos, mantendo viva a história dos videojogos num formato acessível e duradouro.Interesting... He was part of the "old" CD Projekt, before it became known worldwide as CD Projekt RED.
— Elven Maid Inn (@elvenmaidinn) December 29, 2025
CD Projekt started as a publisher of games in Poland and other countries (Czech Republic, Hungary, etc.). It later opened its own studio, CD Projekt RED, and launched Good Old… https://t.co/xujjKrHL7A
A separação também não afecta a relação comercial com a CD Projekt. Jogos como The Witcher e Cyberpunk 2077, bem como futuros lançamentos do estúdio, vão continuar disponíveis na loja. Veremos se será um ponto de viragem que, daqui por alguns anos, venha a forçar que todas as outras "lojas" mudem de posição quanto ao DRM e a quem é "dono" dos jogos comprados.
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