segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Petição Stop Killing Games com 1.3M de assinaturas válidas

O caso dos jogos que se tornam inacessíveis vai ser discutido pela UE, com quase 1.3 milhões de assinaturas válidas conseguidas pela iniciativa Stop Killing Games.

A iniciativa Stop Killing Games ultrapassou amplamente o patamar necessário para ser analisada pelas instituições europeias. A União Europeia validou 1.294.188 assinaturas das 1.448.270 submetidas, superando o mínimo de um milhão exigido para uma Iniciativa de Cidadania Europeia avançar no processo legislativo.

A actualização foi partilhada por um voluntário, que explicou que a equipa optou por um anúncio discreto nesta fase para evitar desgaste, fugas de informação e pressão de grupos de lobby, antes da próxima reunião formal com a Comissão Europeia. Foi também pedido paciência à comunidade, lembrando que o projecto é gerido por voluntários e não por uma "entidade institucional" sem rosto. Quase 90% das assinaturas foram consideradas válidas, um resultado acima da média nestas iniciativas, que muitas vezes têm mais de 20% de assinaturas inválidas - o que também revela o nível de interesse neste tópico.

O movimento Stop Killing Games surgiu em resposta à prática cada vez mais frequente das editoras que desligam servidores e encerram jogos dependentes de serviços online, tornando-os inutilizáveis mesmo após compra. A iniciativa não exige suporte eterno, mas sim planos de fim de vida, como permitir servidores comunitários. Agora, com o apoio validado, o tema será oficialmente analisado pelas instituições europeias. Apesar de poder vir a ser descrito pelos grandes estúdios como mais uma "burocracia" da UE, não deixa de ser um passo significativo para os direitos dos jogadores na UE - que potencialmente beneficiará os jogadores de todo o mundo.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Forza Horizon 6 chega a 19 de Maio

A próxima edição do mais popular jogo de automóveis em mundo aberto - o Forza Horizon 6 - chega a 19 de Maio e permitirá explorar as estradas do Japão.

O Forza Horizon 6 chega em Maio, levando o festival Horizon até ao Japão com o que promete ser o jogo maior, mais bonito, e mais personalizável, da série. A revelação de jogabilidade aconteceu durante o Xbox Developer Direct, onde a Playground Games confirmou o lançamento para 19 de Maio.

O estúdio diz que apostou forte na autenticidade, replicando cenários e localizações do Japão, combinadas com novas tecnologias como desgaste dinâmico dos pneus e melhorias no som ambiente. Há até atenção ao detalhe de como as pétalas das cerejeiras reagem à passagem dos carros, reforçando a ideia de um mundo aberto mais vivo e realista.


Em termos de escala, o Forza Horizon 6 supera as edições anteriores. Terá o maior mapa de todos os jogos da série, com uma versão de Tóquio mais de cinco vezes maior do que as maiores áreas urbanas dos jogos anteriores. No lançamento, o jogo contará com mais de 550 carros, a maior selecção de sempre - com mais carros a serem disponibilizados posteriormente.


Há também um foco renovado na personalização, com encontros de carros em mundo aberto, construção de pistas em modo multijogador colaborativo, e uma área "Estate" em que os jogadores poderão ir expandindo e construindo ao seu gosto. No entanto, resta uma grande dúvida: apesar de os pequenos kei trucks aparecerem em vários momentos, a Playground Games não confirmou se serão jogáveis. Mas, tendo em conta que isso será um dos grandes desejos dos jogadores, parece-me pouco provável que isso não seja possível.

O Forza Horizon 6 também ficará disponível para a PlayStation, mas só mais para o final do ano.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Razer Ava e Lepro Ami apostam nos companheiros AI holográficos

Tanto a Razer como a Lepro querem manter um companheiro AI holográfico mais perto dos utilizadores.

O CES 2026 trouxe à ribalta uma tendência curiosa: companheiros AI que saltam do ecrã para cima da secretária, sempre ligados e com capacidade para verem o que o utilizador está a fazer. A Razer e a Lepro apresentaram dispositivos com ecrãs "holográficos", câmaras e sensores que prometem uma nova forma de companhia digital.

A proposta da Lepro chama-se Ami e aposta numa abordagem mais discreta. É um dispositivo autónomo com um ecrã OLED curvo de 8", com eye tracking para criar um efeito 3D. Inclui ainda uma câmara traseira para efeitos de realidade aumentada, sensores ambientais e um sensor táctil capaz de medir o ritmo cardíaco. Conta com interruptores físicos para bloquear a câmara e microfone, para assegurar a privacidade.
O Project AVA da Razer é idêntico, mas com ainda mais possibilidades, inclui um holograma 3D animado, câmara HD, eye tracking, microfones de longo alcance e um modo que consegue analisar o que está no ecrã do PC. A Razer confirmou que o protótipo actual usa o modelo Grok da xAI, já bastante conhecido pelos seus "companheiros virtuais".


Em termos de lançamento, a Lepro aponta o início das entregas do Ami para Julho de 2026. A Razer prevê lançar o Project AVA na segunda metade de 2026, com reservas já abertas nos EUA, mas sem preço final anunciado.

Não parece ser difícil imaginar que estes gadgets atraiam muitas pessoas do segmento gamer. A grande questão será saber se se poderão expandir de forma mais global, como forma de companhia virtual para uma população que inevitavelmente vai envelhecendo e, em muitos casos, sentido-se cada vez mais só.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Nvidia DLSS 4.5 ultrapassa polémica dos "frames falsos"

Com o mais recente DLSS 4.5 a Nvidia parece ter conseguido convencer até os oponentes mais críticos dos frames "falsos".

As tecnologias de melhoria da resolução e interpolação de frames surgiram em resposta ao abrandamento das melhorias dos GPUs. Ao estilo do que se verificou com os CPUs, a certo ponto as novas gerações iam trazendo ganhos cada vez melhores face aos modelos anteriores, levando ao recurso a sistemas como o DLSS para melhoria da resolução e da geração de frames interpoladas - coisas que muitos consideravam ser uma "batota".

Pois bem, nos últimos anos essas tecnologias foram evoluindo, e com a mais recente geração DLSS 4.5 da Nvidia chega-se a um ponto em que começa a ser difícil poder criticar esses sistemas. O DLSS 4.5 consegue fazer coisas que parecem magia. Levado ao extremo para efeitos de teste, aplicado a jogos em resolução de 240p/360p, o sistema consegue ainda assim recriar uma imagem de alta-resolução impressionante.
E a nível da interpolação de imagens - agora podendo gerar até 6X mais frames - os pontos fracos parecem também ter sido totalmente resolvidos, deixando de surgir coisas como o efeito de "arrastamento/fantasmas" em elementos estáticos do interface.



Ora, por um lado isto são boas notícias, melhorando a qualidade visual dos jogos e possibilitando um framerate melhorado, capaz de tirar partido das mais recentes gerações de monitores - alguns dos quais até podem superar os 1000 Hz. Por outro lado, não há como não recear o facto destas tecnologias poderem ser abusadas pelos estúdios de jogos, perdendo ainda menos tempo a optimizar devidamente os seus jogos, deixando essa responsabilidade a cargo destas tecnologias.

Inevitavelmente, parece-me que iremos a assistir a todo o tipo de coisas: estúdios e developers que se preocuparão em lançar o melhor jogo possível sem se apoiarem unicamente nestas tecnologias, e depois os outros, que até correm o risco de penalizar o desempenho a quem não tiver comprado todos os DLCs.

domingo, 18 de janeiro de 2026

Bug no Monster Hunter Wilds atrasa quem não comprar DLCs

Um utilizador detectou um comportamento bastante estranho no jogo Monster Hunter Wilds, que faz com que o jogo fique mais lento para quem não compra DLCs.

Um bug estranho no jogo Monster Hunter Wilds está a dar vantagens de desempenho a quem compra todos os DLCs do jogo. De acordo com uma investigação partilhada no Reddit, jogadores com todos os conteúdos adicionais podem atingir mais 20-30 frames por segundo face a quem joga apenas com a versão base.

O problema foi identificado por um utilizador que sofria quedas constantes e severas de FPS no PC, sobretudo nas zonas centrais do jogo. Após vários testes, a descoberta surgiu quase por acaso: ao usar uma conta Steam diferente, com todo o DLC comprado, no mesmo computador e com as mesmas definições, o desempenho saltou de cerca de 55 FPS para mais de 80 FPS.



Tudo aponta para um sistema demasiado agressivo de verificação dos conteúdos DLC presentes, que estará a consomir recursos excessivos do CPU. Quando todo o DLC está presente, essas verificações deixam de acontecer, resultando num desempenho mais elevado. O utilizador chegou mesmo a criar um mod experimental que apenas simula a posse de todo o DLC e que eliminou de imediato os problemas de performance.

Entretanto, a Capcom já confirmou a chegada de uma actualização de desempenho para PC (patch 1.040.03.01) que chegará ao Steam a 27 de Janeiro e promete optimizações para "reduzir a carga de processos específicos da plataforma", o que indica que este bug poderá finalmente ser corrigido. Se não for o caso, o utilizador diz que disponibilizará o seu mod publicamente.

Refira-se que, apesar disto rapidamente ter dado origem a memes sobre os estúdios de jogos se estarem a preparar para "cobrar pelos FPS", o próprio utilizador desde o início que disse acreditar que isto era apenas um bug inocente. Ainda assim, não deixa de dar mau nome à Capcom: se nem consegue validar a qualidade de um processo de verificação de DLCs presentes, que outras coisas nos jogos não poderão estar igualmente mal programadas e sem qualquer tipo de optimização?

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