sábado, 7 de março de 2026

Simulador mostra Atari 2600 a funcionar ao nível dos chips

Quem quiser espreitar o funcionamento interno de um computador, pode ver esta hipnotizante simulação de um Atari 2600 ao nível dos chips.

Hoje em dia é relativamente fácil revisitar sistemas antigos através de emuladores, mas neste caso a emulação é levada ao limite, pois trata-se de uma simulação dos próprios chips. No vídeo, o clássico sistema de 8 bits é simulado a correr uma ROM homebrew chamada Floppy Rescue, enquanto a propagação do sinal eléctrico é representada por rastos multicoloridos que percorrem os circuitos.

A base do projecto é uma versão open-source em silício do Atari 2600 integrada no Tiny Tapeout 9 - um projecto que promove a criação de chips personalizados sem se ficar dependente das ferramentas proprietárias das grandes empresas. A simulação começa com uma vista geral do SoC e depois aproxima-se para revelar os impulsos eléctricos a viajarem pelas portas lógicas e interligações. Cada leitura de dados da ROM é transformada num padrão luminoso, criando um espetáculo visual.


Para tornar a visualização compreensível, as coisas decorrem a velocidade abrandada (mesmo na velocidade original de 1.19 MHz seria impossível ter a percepção de como as coisas correm). No vídeo, são necessários 32 segundos para apresentar apenas metade do ecrã de título - algo que, em velocidade real, aconteceria de forma praticamente instantânea. Esse abrandamento permite uma melhor ideia de como os sinais atravessam as estruturas internas do chip.

Embora o Atari 2600 seja hoje tecnologicamente pré-histórico, construído originalmente em torno do MOS 6502 (na variante 6507 mais económica), do chip TIA (Television Interface Adaptor) e do RIOT (para gestão do I/O), e funcionando a 1.19 MHz, tornou-se bastante popular no final da década de 70 e início da década de 80, muito tendo contribuído para fazer da Atari um dos nomes de referência na indústria dos videojogos na altura.

E, numa altura em que a RAM tem estado a atingir valores recorde, não deixa de ser curioso que esta consola de outros tempos tinha apenas.. 128 bytes(!) de RAM.

quinta-feira, 5 de março de 2026

AMD abandona Ryzen Z1 Extreme?

A AMD parece ter terminado o suporte do AMD Ryzen Z1 Extreme, deixando máquinas como o Legion Go e ROG Ally sem drivers melhorados para o chipset.

Um alegado esclarecimento do suporte da Lenovo Coreia está a gerar preocupação entre utilizadores do Legion Go. A mensagem, partilhada em fóruns coreanos, indica que o modelo original poderá não receber mais actualizações de drivers. Embora não haja ainda um anúncio global oficial, a resposta indica que não existem planos para novos updates dedicados ao equipamento.

Segundo o suporte, os utilizadores devem instalar todas as actualizações através do Windows Update e do Lenovo Vantage. No caso dos gráficos, a recomendação passa por descarregar o driver "universal" mais recente no site da AMD. No entanto, há um aviso importante: se o driver não for compatível com a plataforma Z1, o utilizador deverá manter a versão distribuída pela própria Lenovo. Curiosamente, o Legion Go S - equipado com o chip Z2 Go - continua a receber suporte regular. Ao mesmo tempo, dispositivos concorrentes como o MSI Claw com arquitectura Intel Meteor Lake já começaram a receber suporte para melhorias como o XeSS 3 e multi-frame generation. Já a ASUS, que vende os ROG Ally baseados na mesma linha Z1, não confirmou qualquer mudança nos seus planos de suporte - embora também não lance qualquer actualização de drivers há quase meio ano.

Se tal se vier a confirmar, será um rude golpe para todos os compradores destes PCs de jogos portáteis, que certamente irão relembrar-se disto por bastante tempo no momento de comprarem futuros produtos com chips AMD.

terça-feira, 3 de março de 2026

O impressionante DLSS 4.5 Preset L

O DLSS 4.5 continua a impressionar pela sua capacidade de multiplicar a resolução e framerate nos jogos.

A Nvidia deu um passo de gigante na tecnologia de melhoria de resolução - que no passado tanta polémica gerou por ser uma método "falso" para melhorar o desempenho. Com a ajuda das tecnologias AI, a mais recente versão DLSS 4.5 é capaz de resultados assombrosos, permitindo até que jogos em resolução super reduzida sejam convertidos para jogos perfeitamente jogáveis e repletos de detalhes.

Hoje, trago-vos a análise mais detalhada do DLSS 4.5 Preset L. O Preset M faz um upscale 2X, permitindo passar de um jogo renderizado a 1440p para 4K; o Preset L vai ainda mais longe, fazendo um upscale 3x, permitindo passar de uma resolução de 720p para 4K, ou até mais.


Curiosamente, parece também haver um "bug", ou efeito indesejado, com o uso do "Denoiser" neste modo, e que pode fazer com que reflexos ray-traced fiquem a oscilar e com pouca qualidade; coisa que fica totalmente resolvida ao se desactivar o denoising. Esperemos que seja algo que a Nvidia consiga resolver com uma actualização.

Até lá, quem tiver uma Nvidia com suporte para DLSS, é algo que vale a pena explorar como forma de aumentar o desempenho nos jogos com qualidade que se pensaria ser impossível.

domingo, 1 de março de 2026

Nvidia retira driver GeForce GRD 595.59

A Nvidia passou vergonha, ao lançar, e imediatamente retirar, o GeForce Game Ready Driver 595.59, por conter bugs graves.

Estamos habituados a que toda e qualquer actualização do Windows venha com uma nova dose de bugs, mas desta vez foi a Nvidia a deixar ficar mal os utilizadores com placas gráficas com os seus GPUs.

O GeForce Game Ready Driver 595.59 foi lançado com a indicação de que continha optimizações para o recém lançado Resident Evil Requiem e várias correcções de erros, só que não demorou para que começassem a surgir relatos de problemas graves. Vários utilizadores começaram por se queixar de ecrãs pretos e bloqueados e redução significativa de desempenho em diversos jogos. Algumas pessoas notaram também que as ventoinhas das sua placas gráficas deixavam de funcionar - o que levava a temperaturas excessivas do GPU, causando problemas.
A resposta da Nvidia foi suspender a distribuição desta versão, e recomendar que quem já a tivesse instalado fizesse a limpeza do driver do sistema e repusesse a versão anterior (591.86).

Enquanto se aguarda pela explicação da Nvidia, não faltam acusações por parte dos utilizadores afectados, dizendo que este pode ser o resultado da Nvidia ter começado a aplicar "vibecoding" (programação feita por AI) nos seus drivers, resultando neste lançamento infeliz. Mesmo que tenha sido o caso, não há grande desculpa para que estes bugs não fossem apanhados na fase de controlo de qualidade que seria esperado.

Regressando a um tópico recorrente, este driver marca novamente o aumento de tamanho do driver, que cresceu para os 912 MB - isto apesar da Nvidia ter abandonado gerações de GPUs mais antigos e também as versões do Windows anteriores ao Windows 10.

A conclusão e recomendação, cada vez mais válida: não se apressem a instalar actualizações assim que são lançadas. Esperem um dia ou dois, para evitarem fazer parte do grupo de pessoas que tem que lidar com estes problemas.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Discord adia verificação de idade para o final do ano

O Discord adiou o plano de verificação de idade que estava planeado para Março, para o segundo semestre de 2026.

O Discord decidiu adiar o lançamento global do seu sistema de verificação de idade, inicialmente previsto para Março, empurrando a implementação para a segunda metade de 2026. A decisão surge depois de forte reacção negativa por parte da comunidade, que interpretou o plano como uma exigência de reconhecimento facial ou envio de documentos de identificação - isto numa altura em que leaks de dados resultaram na divulgação dessa informação por parte da empresa que fornecia esse serviço.

A empresa tenta minimizar as questões, focando-se no ponto de que "90%" dos utilizadores não precisarão verificar a idade e poderão continuar a usar a plataforma normalmente. Segundo diz, os seus sistemas internos já conseguem estimar a idade de muitos adultos com base em sinais como a antiguidade da conta, presença de método de pagamento, tipo de servidores frequentados, e horário de utilização - fazendo com que apenas "10%" dos utilizadores fiquem sujeitos ao processo de verificação adicional.
[Não demoraram a surgir ferramentas que permitem ultrapassar o reconhecimento facial - comprovando que estes métodos são completamente irrelevantes]

O CTO, Stanislav Vishnevskiy, reconhece que a comunicação falhou e que a empresa deveria ter explicado melhor o processo desde o início, prometendo também disponibilizar métodos adicionais de verificação de idade antes da expansão global. Quem não verificar a idade manterá a sua conta e todos os dados já existente, mas ficará impedido de aceder a conteúdos com restrição etária.


Infelizmente, os sistemas de verificação de idade começam a tornar-se cada vez mais frequentes exigidos por certos países. Nos EUA, a Meta (Facebook, Instagram) já começou uma campanha a dizer que os sistemas de verificação de idade deveriam ficar a cargo do sistema operativo - o que por um lado faz sentido (a Apple já começou a restringir os downloads na App Store a utilizadores menores em certos países), mas por outro lado não deixa de ser uma forma conveniente de escapar à responsabilização.

De notar que, no caso da Meta, estamos a falar de uma empresa que lucra directamente à custa de campanhas criminosas, não dando forma fácil de remover esses conteúdos - só o fazendo quando leva com uma queixa com a justificação de abuso de "direitos de autor" por uso indevido das imagens, e não por se tratar de uma óbvia campanha fraudulenta (e ainda assim, permitindo que as contas responsáveis permaneçam activas e continuem a lançar publicidade falsa).

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