domingo, 18 de janeiro de 2026

Bug no Monster Hunter Wilds atrasa quem não comprar DLCs

Um utilizador detectou um comportamento bastante estranho no jogo Monster Hunter Wilds, que faz com que o jogo fique mais lento para quem não compra DLCs.

Um bug estranho no jogo Monster Hunter Wilds está a dar vantagens de desempenho a quem compra todos os DLCs do jogo. De acordo com uma investigação partilhada no Reddit, jogadores com todos os conteúdos adicionais podem atingir mais 20-30 frames por segundo face a quem joga apenas com a versão base.

O problema foi identificado por um utilizador que sofria quedas constantes e severas de FPS no PC, sobretudo nas zonas centrais do jogo. Após vários testes, a descoberta surgiu quase por acaso: ao usar uma conta Steam diferente, com todo o DLC comprado, no mesmo computador e com as mesmas definições, o desempenho saltou de cerca de 55 FPS para mais de 80 FPS.



Tudo aponta para um sistema demasiado agressivo de verificação dos conteúdos DLC presentes, que estará a consomir recursos excessivos do CPU. Quando todo o DLC está presente, essas verificações deixam de acontecer, resultando num desempenho mais elevado. O utilizador chegou mesmo a criar um mod experimental que apenas simula a posse de todo o DLC e que eliminou de imediato os problemas de performance.

Entretanto, a Capcom já confirmou a chegada de uma actualização de desempenho para PC (patch 1.040.03.01) que chegará ao Steam a 27 de Janeiro e promete optimizações para "reduzir a carga de processos específicos da plataforma", o que indica que este bug poderá finalmente ser corrigido. Se não for o caso, o utilizador diz que disponibilizará o seu mod publicamente.

Refira-se que, apesar disto rapidamente ter dado origem a memes sobre os estúdios de jogos se estarem a preparar para "cobrar pelos FPS", o próprio utilizador desde o início que disse acreditar que isto era apenas um bug inocente. Ainda assim, não deixa de dar mau nome à Capcom: se nem consegue validar a qualidade de um processo de verificação de DLCs presentes, que outras coisas nos jogos não poderão estar igualmente mal programadas e sem qualquer tipo de optimização?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Asus mostra PC ROG G1000 "holográfico"

No CES 2026 a Asus atraiu a atenção dos visitantes com seu PC ROG G1000 "holográfico".

Depois das caixas e ventoinhas com iluminação LED RGB, a Asus dá um passo em frente com uma proposta ainda mais vistosa. O ROG G1000 é um PC gaming que aposta tanto no impacto visual como no desempenho. A própria Asus diz que é uma máquina que foi "construída para ser vista", e isso nota-se imediatamente num chassis gigante de 104 litros coberto de efeitos holográficos, tanto no painel lateral em vidro como na parte frontal.

Claro que estamos perante a habitual designação mais "ampla" do que é um holograma. Na realidade não é um holograma verdadeiro, mas sim o efeito criado pelo uso de um sistema giratório com centenas de LEDs, que ao girarem a alta-velocidade criam a ilusão de imagens que parecem estar a flutuar no ar. Temos um desses sistemas na parte lateral, com dois mais pequenos na frente do chassis, tudo com efeitos personalizáveis controlados através do Armoury Crate, com suporte para imagens, animações e vídeos - com um botão físico "Anime Holo" no topo da caixa para ligar ou desligar os efeitos.
A acompanhar o espetáculo visual temos hardware é de topo. O ROG G1000 pode ser configurado com um AMD Ryzen 9 9950X3D e uma Nvidia GeForce RTX 5090, colocando-o entre os desktops gaming mais potentes da actualidade. A Asus utiliza ainda uma motherboard X870 própria e memória DDR5 com perfis AEMP II para frequências mais elevadas.

O arrefecimento fica a cargo de um radiador de 420 mm instalado numa zona separada no topo, que puxa ar fresco diretamente do exterior. A Asus ainda não revelou preço nem data de lançamento, mas pode desde já antecipar-se que se destina a pessoas que não se preocupam com esse tipo de detalhes.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Nvidia RTX Remix Logic renova jogos antigos com efeitos dinâmicos

O Nvidia RTX Remix ganha novas capacidades para modernizar jogos antigos, agora com efeitos dinâmicos em função de acções do jogador.

O Nvidia RTX Remix permite modernizar jogos antigos, aplicando-lhes efeitos ray-tracing e novas texturas. Agora, passamos a ter o RTX Remix Logic, uma nova funcionalidade que chegará ainda este mês através de uma actualização na app da NVIDIA. O objectivo é dar aos modders uma forma simples de adicionar efeitos visuais dinâmicos que reagem directamente a eventos dentro do jogo.

O RTX Remix Logic consegue identificar mais de 30 eventos comuns de gameplay e disponibiliza mais de 900 triggers. Isto permite que iluminação, materiais, clima, e efeitos volumétricos mudem consoante as acções do jogador. Por exemplo, abrir uma porta pode alterar instantaneamente a luz ou o estado do tempo.





Os modders também podem usar partículas dinâmicas e efeitos de post-processing, como chromatic aberration ou vinhetas, para sinalizar perigo ou stress. Efeitos de grande escala, como chuva ou neve, podem ser aplicados apenas em zonas específicas e são automaticamente desactivados em interiores.

O sistema usa uma interface de programação visual, sem necessidade de mexer em linhas de código, e pode ser expandido pela comunidade. Para o lançamento, o RTX Remix Logic é compatível com mais de 165 jogos clássicos.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Anthem deixa de poder ser jogado

O vistoso mas problemático Anthem deixa de poder ser jogado - devido ao encerramento dos servidores.

Cumprindo com o aviso que tinha sido dado em Julho passado, a Electronic Arts vai encerrar os servidores do jogo Anthem a 12 de Janeiro, o que impedirá o jogo de ser jogado devidoa ser um jogo exclusivamente online.

Lançado em 2019, Anthem teve um desenvolvimento atribulado que ficou exposto após a sua apresentação na E3 2017, onde a demo mostrada acabou por ser largamente encenada. O jogo recebeu críticas medianas a negativas e, apesar da promessa inicial de uma grande reformulação, essa reinvenção foi cancelada em 2021 após mudanças na liderança do estúdio.


Mesmo sem desenvolvimento ativo durante anos, os servidores mantiveram-se online e continuaram a atrair uma pequena comunidade. Centenas ou milhares de jogadores ainda o jogavam diariamente, com alguns fãs a sonhar com a possibilidade de surgirem servidores privados que mantivessem o jogo funcional.

Este é apenas mais um exemplo que relembra a volatilidade dos jogos modernos. As versões digitais já foram removidas das lojas e serviços de subscrição, e as cópias físicas usadas de nada ajudaram a não ser que surjam hacks da comunidade que permitam o uso de servidores não oficiais. Relembre-se que se está a falar de um jogo que era preciso comprar a preço completo e não um jogo "free to play" - e que, de forma unilateral e sem dar qualquer opção de recurso, é sumariamente removido sem que possa continuar a ser jogado.

sábado, 10 de janeiro de 2026

ShaderBeam emula CRTs em monitores modernos

Com os novos monitores de alta frequência torna-se possível simular os antigos CRTs com maior realismo que nunca.

O ShaderBeam é um novo overlay open-source da equipa da Blur Busters (a mesma que criou o TestUFO) que traz clareza de movimento ao estilo CRT para monitores LCD e OLED modernos. A ferramenta permite usar o CRT Beam Simulator diretamente no ambiente de trabalho do Windows e em qualquer jogo de PC, algo que até agora estava limitado a demos ou aplicações específicas. Para funcionar, basta ter Windows 10 ou mais recente, e um monitor com pelo menos 100Hz (preferencialmente de 240 Hz - mas sem que seja necessário chegar aos 1000Hz).

O objetivo do ShaderBeam é imitar a forma como os antigos monitores CRT lidavam com o movimento. Os CRT têm, por natureza, uma excelente nitidez em movimento, algo que nem os painéis LCD e OLED mais avançados conseguem igualar totalmente. Ao simular efeitos como o desvanecimento do fósforo e o varrimento progressivo, o ShaderBeam reduz bastante o motion blur, chegando mesmo a superar soluções como o Black Frame Insertion usado em muitos monitores gaming topo de gama.


Com esta tecnologia agora disponível em qualquer jogo, os jogadores podem reviver a experiência que os utilizadores de CRT conhecem há décadas. Ainda assim, existem alguns compromissos. A Blur Busters recomenda monitores OLED de 240Hz ou mais para melhores resultados, já que frequências mais elevadas reduzem o efeito de cintilação. Também é aconselhado ajustar várias definições no Windows e nos drivers gráficos, como desactivar VRR, HDR e o hardware-accelerated GPU scheduling.

Uma das recomendações mais curiosas - para os puristas mas exigentes - é usar dois GPUs no sistema. Segundo os criadores, dedicar um GPU apenas ao shader CRT ajuda a evitar problemas de sincronização que podem surgir quando tudo corre numa única placa gráfica. A boa notícia é que o shader é muito leve em recursos: mesmo num Intel HD 770 antigo é possível usá-lo a mais de 800 fps - pelo que isso não será problema para a maioria dos curiosos com placas gráficas recentes.

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