sábado, 7 de fevereiro de 2026
Nova Iorque recriada no Minecraft à escala real
Não faltam projectos ambiciosos no Minecraft, sendo que um deles tem como missão recriar a cidade de Nova Iorque à escala real 1:1. Ao fim de cinco anos de trabalho, a comunidade já construiu mais de 50 mil edifícios, cobrindo grande parte da Lower Manhattan com um nível impressionante de detalhe.
O projecto é liderado pelo YouTuber MineFact e faz parte da iniciativa Build The Earth, cujo objetivo é recriar todo o planeta dentro do Minecraft à escala real. Esta versão de Nova Iorque ocupa cerca de 700 quilómetros quadrados e envolveu dezenas de jogadores a construir em simultâneo, com várias zonas refeitas ao longo do tempo para melhorar a sua qualidade.
Entre as áreas já concluídas estão Liberty Island — onde se encontra a Estátua da Liberdade - bem como bairros icónicos como SoHo, NoHo, Little Italy, Chinatown, Nolita e praticamente tudo a sul da Canal Street, com excepção do Financial District. A equipa tem apostado fortemente nos detalhes, replicando varandas e fachadas.
Apesar dos avanços, o trabalho está longe de terminar. Existem progressos noutras zonas de Manhattan, assim como em partes do Queens e de Brooklyn, mas áreas como o Bronx e Staten Island ainda não foram iniciadas. O grupo continua à procura de voluntários (Discord) e aceita iniciantes, oferecendo apoio e ajuda para começarem, já que este é um projecto que poderá demorar várias décadas a ficar completo.
Embora de âmbito totalmente diferente, recentemente falamos do Alpha Response, um jogo de um dos criadores do Counter Strike, que replicou a baixa do Porto.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Switch supera DS e torna-se na consola mais vendida da Nintendo
A Nintendo confirmou que a Switch é agora a consola mais vendida de sempre da empresa. No seu mais recente relatório financeiro, a Nintendo revela que a Nintendo Switch atingiu 155.37 milhões de unidades vendidas até 31 de Dezembro de 2025, ultrapassando a Nintendo DS, que terminou o seu ciclo de vida com 154.02 milhões de unidades.
Este marco já era esperado. Em Novembro, a Nintendo indicou que as vendas da Switch e da DS estavam praticamente empatadas, e o período de Natal acabou por fazer a diferença - mesmo com a empresa a concentrar o desenvolvimento principal na Nintendo Switch 2. Ainda assim, a Nintendo diz que continuará a vender a Switch original enquanto houver procura.
Apesar do recorde interno, o grande objectivo continua a ser outro. A consola mais vendida de todos os tempos permanece a PlayStation 2, da Sony, com mais de 160 milhões de unidades vendidas. Apesar de estar ao alcance da Switch, esse objectivo complica-se devido ao facto da maioria dos fãs optar pela mais recente Switch 2, que tem conquistado cada vez mais clientes. As vendas da mais recente geração subiram para 7 milhões de unidades no último trimestre de 2025, elevando o total para 17.37 milhões de unidades vendidas desde o lançamento em Junho de 2025, superando já as vendas totais da Wii U.
Até ao final do ano saberemos se a Nintendo superará a Sony e conseguirá colocar a Switch no topo da tabela das consolas mais vendidas.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Xiaomi SU7 Ultra no Gran Turismo 7
Podemos estar ainda a um par de anos para poder conduzir um Xiaomi SU7 em Portugal, mas os fãs com PlayStations poderão começar a preparar-se para isso virtualmente através do Gran Turismo 7.
A Xiaomi entrou para a história ao levar o SU7 Ultra ao Gran Turismo 7, tornando-se o primeiro automóvel chinês a integrar oficialmente a série. A actualização ficou disponível a 29 de janeiro de 2026, permitindo aos jogadores conduzir a versão mais desportiva do primeiro carro eléctricoda marca.
Criado pela Polyphony Digital, o Gran Turismo 7 é conhecido pelo realismo extremo e por um alinhamento historicamente dominado por marcas europeias e japonesas. A entrada da Xiaomi é significativa, sobretudo tendo em conta que a empresa só recentemente começou a produzir automóveis.
O SU7 Ultra chega como uma verdadeira máquina de alto-desempenho. O modelo utiliza um sistema eléctrico multi-motor com até 1.550 cavalos de potência e acelera dos 0 aos 100 km/h em menos de dois segundos. No jogo, estas prestações podem agora ser testadas em pistas lendárias como o Nürburgring.
A colaboração entre a Xiaomi e a Polyphony Digital foi anunciada em meados de 2025, com o objetivo de reproduzir o carro com o máximo rigor. Este lançamento reflecte uma mudança maior no sector, com os elétricos chineses a ganharem espaço na cultura automóvel global - e tudo indica que outras marcas, como a BYD, poderão seguir o mesmo caminho, certamente não havendo falta de jogadores que gostariam de por à prova as capacidades do Yangwang U9 Xtreme que pode atingir os 496.22 km/h e completou o Nürburgring em 6 minutos e 59 segundos.
domingo, 1 de fevereiro de 2026
Project Genie cria jogos via AI a partir de texto ou fotos
A Google começou a disponibilizar o Project Genie, uma ferramenta experimental que permite criar e explorar mundos interactivos gerados por AI. O protótipo está a ser lançado para subscritores do Google AI Ultra nos EUA, dando o próximo passo após a apresentação do Genie 3 o ano passado.
O Project Genie baseia-se no conceito de "world models", sistemas AI capazes de simular como os ambientes evoluem e interagem, e como as acções dos utilizadores os afectam. Alimentado pelo Genie 3, em conjunto com o Gemini e o Nano Banana Pro, o protótipo gera o mundo em tempo real à medida que o utilizador se move, em vez de recorrer a cenários estáticos.
A experiência centra-se em três pilares: criação do mundo, exploração e remistura. É possível definir um ambiente com texto ou imagens, escolher a perspectiva e a forma de deslocação, e explorar cenários que se expandem dinamicamente. Os utilizadores podem ainda alterar mundos existentes e exportar pequenos vídeos das suas explorações.
A Google sublinha que se trata de um projeto de investigação em fase inicial. Os mundos podem não ser totalmente realistas, o controlo nem sempre é preciso e as sessões estão limitadas a 60 segundos. Ainda assim, a empresa acredita que o Project Genie será essencial para perceber como os world models podem ser usados em investigação e criatividade, com planos para expandir o acesso a mais países no futuro.
Os exemplos que já começaram a surgir são impressionantes:
One of the wildest emergent capabilities of Genie 3 is that maps actually work.
— Bilawal Sidhu (@bilawalsidhu) January 30, 2026
As I walk around the forest, the GPS display updates its heading in real time.
Remember. There is no game engine here. This is an AI hallucinating a working navigational instrument purely from next… pic.twitter.com/EOlGiTcrqG
Google Genie is seriously mind bending.
— Theoretically Media (@TheoMediaAI) January 29, 2026
This is a Text To World prompt of a man walking down Hollywood Blvd. I am not only controlling the movement of the man, but also the camera.
This is the World Model we've been waiting for.
More Below! pic.twitter.com/ojQHhpNKDM
Google Genie is seriously mind bending.
— Theoretically Media (@TheoMediaAI) January 29, 2026
This is a Text To World prompt of a man walking down Hollywood Blvd. I am not only controlling the movement of the man, but also the camera.
This is the World Model we've been waiting for.
More Below! pic.twitter.com/ojQHhpNKDM
O grande problema destes sistemas é a imensa quantidade de recursos de hardware que são necessários para gerar estes vídeos AI interactivos em tempo real, o que complica a sua disponibilização em larga escala. Para referência, uma única imagem AI pode demorar dezenas de segundos a ser gerada em hardware doméstico convencional; para se chegar a um ponto em que se possa gerar vídeo AI em tempo real, teremos que acelerar o processo várias centenas de vezes.The best @GoogleDeepMind Genie video I've seen:
— Mark Kretschmann (@mark_k) January 30, 2026
A big snowball rolling down a snowy hill, with super impressive physics!
⛄️pic.twitter.com/dCcxDIsbVS
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
PC "obsoleto" corre jogos modernos a 60 fps
Com os preços da DDR5 a subir para valores absurdos, alguns jogadores consideram manter-se em plataformas muito mais antigas para escapar à crise da memória. E um vídeo mostra como mesmo um PC antigo, com mais de uma década, continua perfeitamente capaz de correr jogos modernos em 2026, incluindo títulos exigentes como o Cyberpunk 2077.
O sistema usa um Core i7-4790K com overclock para 4.6GHz, acompanhado por 32GB de DDR3, uma motherboard Z97 da Asus e uma placa gráfica Nvidia RTX 2060 Super. A memória DDR3 (usada) custou menos de 40 euros, um contraste brutal com os preços actuais da DDR5 e uma das principais razões para este tipo de abordagem.
Nos testes realizados com oito jogos modernos, como Baldur's Gate 3, Battlefield 6 e Red Dead Redemption 2, o sistema manteve resultados consistentes de 60 fps ou mais a 1080p e definições médias. No caso de Cyberpunk 2077, a média ficou também perto dos 60 fps, demonstrando que hardware antigo ainda pode oferecer uma experiência jogável quando combinado com uma placa gráfica decente. Não adianta é escolher uma placa gráfica mais recente, pois a limitação acaba por ser o CPU, que não conseguirá tirar o máximo partido dela.
O mais impressionante é o custo total. Recorrendo a peças usadas, foi possível montar este PC completo deste género por algumas centenas de euros - menos do que é actualmente pedido por 32GB de DDR5. Por um lado, isto não deixa de ser um exemplo teórico, pois a maioria das pessoas terá computadores mais recentes, não fazendo sentido pensar num "upgrade" para hardware mais antigo. Ainda assim, mostra como poderá ser vantajoso tirar o máximo partido daquilo que já se tem, ou de fazer algumas melhorias com material usado, para adiar a comprar um PC novo enquanto os preços do hardware não regressarem aos valores pré-AI.















