Nvidia vai assegurar os drivers para Windows 10 até Outubro de 2026, mas começa a dizer adeus às placas GTX 10xx e anteriores já este ano.
A Nvidia anunciou que vai deixar de lançar actualizações para GPUs das séries GeForce GTX 9xx e 10xx a partir de Outubro de 2025. Isso inclui placas populares como a GTX 1060, que apesar da idade, ainda são muito usadas em PCs de gaming. A decisão afecta os chips baseados nas arquiteturas Maxwell, Pascal e Volta.
Além disso, o suporte para drivers no Windows 10 será descontinuado em Outubro de 2026. Esta data prolonga o uso do Windows 10 por ano após o fim do suporte oficial da Microsoft, dando algum conforto aos utilizadores que estiverem a pensar tirar partido das actualizações de segurança prolongadas (ESU). A partir dessa altura, apenas o Windows 11 continuará a receber novos drivers para GPUs Nvidia, incluindo as mais recentes das séries RTX 40 e 50. Mesmo após o fim das actualizações Game Ready, a Nvidia promete lançar correcções de segurança trimestrais para as placas afectadas até Outubro de 2028. Estas actualizações não melhorarão o desempenho em jogos novos, mas garantem alguma protecção para quem se mantiver nesses GPUs.
A empresa já tinha dado sinais de que esta mudança se aproximava, ao declarar em Janeiro que o suporte CUDA para estas arquitecturas estava "concluído". Esta será a primeira vez desde 2021 que a Nvidia abandona oficialmente GPUs mais antigos. E este fim de suporte de placas gráficas, a par do fim do Windows 10, irá pressionar muitos gamers a actualizarem as suas máquinas - segundo dados do Steam, o Wndows 10 ainda continua a ser usado por mais de um terço dos gamers que usam a plataforma.
domingo, 10 de agosto de 2025
sexta-feira, 8 de agosto de 2025
Mastercard nega pressão sobre plataformas de jogos
A Mastercard quer distanciar-se da pressão sobre plataformas de jogos com conteúdos para adultos, mas plataformas como o Steam dizem o contrário.
Após a recente polémica em torno da remoção de jogos com conteúdos para adultos de várias plataformas, a Mastercard veio a público negar que tenha pressionado qualquer empresa a restringir esse tipo de jogos. A empresa afirma que não avalia jogos nem impõe restrições directas, mas exige que os comerciantes impeçam o uso de cartões Mastercard para compras ilegais, incluindo conteúdo adulto ilegal.
Tudo começou com uma carta aberta de um grupo de defesa dos direitos das mulheres, que criticou empresas como a Mastercard, Visa e PayPal por permitirem a venda de jogos com temas altamente controversos, como abuso sexual. Pouco depois, plataformas como Steam e Itch.io começaram a remover ou limitar o acesso a jogos com conteúdo sexual explícito, dizendo que a isso foram obrigadas pelos seus processadores de pagamentos. A Valve, dona do Steam, respondeu afirmando que a Mastercard nunca os contactou directamente, apesar de terem solicitado esse diálogo. Em vez disso, as comunicações aconteceram entre a Mastercard, os bancos intermediários e os processadores de pagamento - que depois alertaram a Valve sobre o risco para a imagem da marca Mastercard e citaram regras contra transações que possam prejudicar a marca.
Já a Itch.io, que também foi afectada, voltou a indexar alguns jogos para adultos - desde que sejam gratuitos e escapem a toda a questão dos pagamentos - enquanto negocia com parceiros como a Stripe, de modo a tentar evitar o poder de "veto" que os sistemas de pagamento tradicionais detêm.
Após a recente polémica em torno da remoção de jogos com conteúdos para adultos de várias plataformas, a Mastercard veio a público negar que tenha pressionado qualquer empresa a restringir esse tipo de jogos. A empresa afirma que não avalia jogos nem impõe restrições directas, mas exige que os comerciantes impeçam o uso de cartões Mastercard para compras ilegais, incluindo conteúdo adulto ilegal.
Tudo começou com uma carta aberta de um grupo de defesa dos direitos das mulheres, que criticou empresas como a Mastercard, Visa e PayPal por permitirem a venda de jogos com temas altamente controversos, como abuso sexual. Pouco depois, plataformas como Steam e Itch.io começaram a remover ou limitar o acesso a jogos com conteúdo sexual explícito, dizendo que a isso foram obrigadas pelos seus processadores de pagamentos. A Valve, dona do Steam, respondeu afirmando que a Mastercard nunca os contactou directamente, apesar de terem solicitado esse diálogo. Em vez disso, as comunicações aconteceram entre a Mastercard, os bancos intermediários e os processadores de pagamento - que depois alertaram a Valve sobre o risco para a imagem da marca Mastercard e citaram regras contra transações que possam prejudicar a marca.
Já a Itch.io, que também foi afectada, voltou a indexar alguns jogos para adultos - desde que sejam gratuitos e escapem a toda a questão dos pagamentos - enquanto negocia com parceiros como a Stripe, de modo a tentar evitar o poder de "veto" que os sistemas de pagamento tradicionais detêm.
quarta-feira, 6 de agosto de 2025
Battlefield 6 aposta nos conteúdos criados pelos jogadores
Para o Battlefield 6 a EA aposta em manter os jogadores empenhados facilitando a criação de conteúdos para expandir o jogo.
A EA está a preparar uma nova fase para a série Battlefield, com o lançamento de Battlefield 6, que será fortemente baseado em conteúdos criados pelos utilizadores através do modo Battlefield Portal. A ideia é transformar o jogo numa plataforma contínua, num estilo mais próximo do que acontece no Fortnite e Call of Duty, onde a comunidade ajuda a criar a experiência. Para isso, a EA está a apostar num modelo live service e espera atingir os 100 milhões de jogadores após o lançamento.
O novo jogo decorre num cenário de guerra moderna, em 2027, com batalhas em larga escala entre a NATO e uma força militar privada chamada PAX Armata, em regiões como a Europa, Norte de África e costa oeste da América do Norte. Mas o destaque vai para o Portal, uma ferramenta alimentada pelo motor gráfico Godot, que permite aos jogadores criar e modificar mapas, modos de jogo, e até recriar experiências inesperadas - semelhante aos modos criativos de PUBG ou Only Up.
O Battlefield 6 quer regressar ao que tornou a série especial, mas com um olhar voltado para o futuro. Agora resta esperar pelo lançamento oficial, marcado para 10 de Outubro, e saber se o resultado está à altura das expectativas.
A EA está a preparar uma nova fase para a série Battlefield, com o lançamento de Battlefield 6, que será fortemente baseado em conteúdos criados pelos utilizadores através do modo Battlefield Portal. A ideia é transformar o jogo numa plataforma contínua, num estilo mais próximo do que acontece no Fortnite e Call of Duty, onde a comunidade ajuda a criar a experiência. Para isso, a EA está a apostar num modelo live service e espera atingir os 100 milhões de jogadores após o lançamento.
O novo jogo decorre num cenário de guerra moderna, em 2027, com batalhas em larga escala entre a NATO e uma força militar privada chamada PAX Armata, em regiões como a Europa, Norte de África e costa oeste da América do Norte. Mas o destaque vai para o Portal, uma ferramenta alimentada pelo motor gráfico Godot, que permite aos jogadores criar e modificar mapas, modos de jogo, e até recriar experiências inesperadas - semelhante aos modos criativos de PUBG ou Only Up.
Gear up and deploy across 9 multiplayer maps in #Battlefield6 🌎
— Battlefield (@Battlefield) July 31, 2025
From the deserts of Egypt to Brooklyn's streets, engage in close-quarters chaos or grand-scale warfare. pic.twitter.com/7K55AgDHmi
A equipa de desenvolvimento acredita que esta abordagem mais colaborativa e dinâmica é a chave para manter os jogadores envolvidos a longo prazo. Durante o desenvolvimento, ouviram o feedback dos jogadores que participaram nos testes fechados do programa Battlefield Labs, para alinhar o jogo com o que a comunidade procura. O objectivo será oferecer algo que evolua com o tempo, com eventos sazonais e novidades constantes para manter o interesse dos jogadores.Stay connected to the fight and your squad 🪖
— Battlefield (@Battlefield) July 31, 2025
The new Kinesthetic Combat System in #Battlefield6 makes every move feel sharper and every shot pure instinct. pic.twitter.com/UA6xDJ6oKo
O Battlefield 6 quer regressar ao que tornou a série especial, mas com um olhar voltado para o futuro. Agora resta esperar pelo lançamento oficial, marcado para 10 de Outubro, e saber se o resultado está à altura das expectativas.
segunda-feira, 4 de agosto de 2025
Nintendo vende quase 6 milhões de Switch 2 em menos de um mês
Passado cerca de um mês após o lançamento, a nova Switch 2 é um sucesso com quase 6M de unidades vendidas.
A Nintendo está a bater recordes com a nova Switch 2. A consola ultrapassou os 5.82 milhões de unidades vendidas (PDF link) até ao final de Junho - menos de um mês após o lançamento - mais do dobro do que a Switch original vendeu no mesmo período (2.7 milhões).
A procura continua acima da oferta em vários países, e a Nintendo já pediu desculpa pelos constrangimentos prometendo reforçar a produção. Com este ritmo de vendas, a Switch 2 tornou-se oficialmente a consola que mais rapidamente se vendeu na história.
Este sucesso teve impacto directo nos resultados financeiros da empresa, com um crescimento de 132% nas receitas do segundo trimestre de 2025 (Abril a Junho), que atingiram os 3.8 mil milhões de dólares face aos $1.6 mil milhões do mesmo período em 2024.
A Nintendo prevê vender 15 milhões de unidades da Switch 2 até Março de 2026, embora haja incerteza quanto ao impacto de novas tarifas nos EUA. A administração Trump duplocou de 10% para 20% os impostos sobre importações do Vietname, onde a consola é fabricada.
A Nintendo está a bater recordes com a nova Switch 2. A consola ultrapassou os 5.82 milhões de unidades vendidas (PDF link) até ao final de Junho - menos de um mês após o lançamento - mais do dobro do que a Switch original vendeu no mesmo período (2.7 milhões).
A procura continua acima da oferta em vários países, e a Nintendo já pediu desculpa pelos constrangimentos prometendo reforçar a produção. Com este ritmo de vendas, a Switch 2 tornou-se oficialmente a consola que mais rapidamente se vendeu na história.
Este sucesso teve impacto directo nos resultados financeiros da empresa, com um crescimento de 132% nas receitas do segundo trimestre de 2025 (Abril a Junho), que atingiram os 3.8 mil milhões de dólares face aos $1.6 mil milhões do mesmo período em 2024.
A Nintendo prevê vender 15 milhões de unidades da Switch 2 até Março de 2026, embora haja incerteza quanto ao impacto de novas tarifas nos EUA. A administração Trump duplocou de 10% para 20% os impostos sobre importações do Vietname, onde a consola é fabricada.
sábado, 2 de agosto de 2025
Death Stranding ajuda jovens britânicos a ultrapassar verificação de idade
No Reino Unido entrou em vigor uma nova lei que obriga à verificação de idade no acesso a conteúdos para adultos, que em menos de 24h foi ultrapassada por diversos métodos, incluindo usando o jogo Death Stranding.
Com a entrada em vigor da nova lei britânica Online Safety Act, o acesso a conteúdos para adultos na internet passou a exigir a "verificação de idade rigorosa". No entanto, bastou menos de um dia para alguns utilizadores encontrarem uma forma criativa de contornar as novas regras, usando o modo de fotografia do jogo Death Stranding para enganar o sistema de verificação do Discord.
O sistema em causa, chamado K-id, pede aos utilizadores que validem a sua idade através de um scan facial ou envio de um documento de identificação. Para o reconhecimento facial, o utilizador tem de abrir e fechar a boca para provar que é uma pessoa real. Mas graças ao nível de detalhe do Photo Mode de Death Stranding, é possível manipular a expressão facial da personagem Sam Porter Bridges (interpretada por Norman Reedus) e cumprir esse requisito sem mostrar o rosto verdadeiro.
Embora esta “batota” funcione com o método actual usado no Discord, não é garantido que resulte com outros sistemas de verificação que possam vir a ser usados noutros sites. Ainda assim, o episódio mostra as limitações técnicas destas medidas e levanta dúvidas sobre o equilíbrio entre a suposta protecção de menores e privacidade dos utilizadores na internet.
Com a entrada em vigor da nova lei britânica Online Safety Act, o acesso a conteúdos para adultos na internet passou a exigir a "verificação de idade rigorosa". No entanto, bastou menos de um dia para alguns utilizadores encontrarem uma forma criativa de contornar as novas regras, usando o modo de fotografia do jogo Death Stranding para enganar o sistema de verificação do Discord.
O sistema em causa, chamado K-id, pede aos utilizadores que validem a sua idade através de um scan facial ou envio de um documento de identificação. Para o reconhecimento facial, o utilizador tem de abrir e fechar a boca para provar que é uma pessoa real. Mas graças ao nível de detalhe do Photo Mode de Death Stranding, é possível manipular a expressão facial da personagem Sam Porter Bridges (interpretada por Norman Reedus) e cumprir esse requisito sem mostrar o rosto verdadeiro.
A técnica requer apenas um telemóvel com o Discord e uma cópia de Death Stranding. Ao preparar uma imagem adequada no jogo e usá-la durante a verificação, os utilizadores conseguem aceder a canais sensíveis ou conteúdos marcados como 18+ sem utilizar dados reais. Apesar de o sistema de verificação de idades prometer não guardar selfies ou documentos após a verificação, a verdade é que temos um caso bem recente que demonstra que nem sempre se pode confiar naquilo que é dito, tendo resultado em dados de milhares de mulheres que agora ficaram expostos para a posteridade.You can use Death Stranding's photo mode to bypass Discord's age verification https://t.co/o9n0c0lwkI pic.twitter.com/mvYmhZZCVp
— Dany Sterkhov 🛡✈ (@DanySterkhov) July 25, 2025
Embora esta “batota” funcione com o método actual usado no Discord, não é garantido que resulte com outros sistemas de verificação que possam vir a ser usados noutros sites. Ainda assim, o episódio mostra as limitações técnicas destas medidas e levanta dúvidas sobre o equilíbrio entre a suposta protecção de menores e privacidade dos utilizadores na internet.
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