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sexta-feira, 28 de junho de 2019
9 milhões de pessoas jogam Candy Crush entre 3 a 6 horas por dia
Se acham que os 40 minutos por dia que passam a jogar Candy Crush é excessivo, dêem-se por felizes por não fazerem parte dos 9.2 milhões de pessoas que o jogam entre 3 a 6 horas por dia.
Em resposta a um comité que investiga os jogos viciantes, um dos executivos da King revelou que existem 9.2 milhões de utilizadores que passam entre 3 a 6 horas por dia a jogar Candy Crush Saga, e 432 mil que passam mais de 6 horas por dia a jogar. No entanto, referiu que não considera que isso demonstre que se trate de um jogo viciante, já que representa menos de 4% do total de 270 milhões de jogadores.
Mesmo casos excepcionais, como o de um jogador que gastou mais de 2000 euros no jogo num único, têm que ser devidamente analisados e enquadrados. Neste caso, foi um jogador que tirou partido de uma promoção bastante vantajosa que decorria, tendo aproveitado os créditos acumulados ao longo de 7 meses (e posteriormente tendo gasto cerca de mais 1000 euros em compras para outros períodos prolongados). Até o tempo gasto no jogo tem que ser também enquadrado: se não será saudável ter um jovem ou adulto a jogar Candy Crush 6 horas por dia, que dizer se se tratar de um sénior sem nada melhor para fazer?
Em resposta à responsabilidade que deveriam sentir para identificarem casos de jogadores viciados e a gastarem dinheiro excessivo, o representante da King disse que no passado já tinham tentado enviar emails sempre que os jogadores gastavam mais de $250, mas que a reacção foi bastante negativa, com os jogadores a considerarem isso uma intromissão na forma como gastam o seu dinheiro. Ainda assim, possibilitam que os jogadores peçam o bloqueio do acesso ao jogo, algo que no Reino Unido só foi feito por um jogador nos últimos 18 meses.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Activision Blizzard compra criador do Candy Crush por 5.9 mil milhões de dólares
Se pensam que a Microsoft gastou muito dinheiro quando comprou o Minecraft por 2.5 mil milhões, que dizer desta nova aquisição megalómana, com a Activision Blizzard a comprar a King Digital Entertainment, mais conhecidos pelo seu Candy Crush, por 5.9 mil milhões de dólares?
São valores surpreendentes, mesmo tendo em conta que os jogos da empresa continuam a atrair mais de 470 milhões de jogadores mensalmente. Afinal, também a saga Angry Birds passou por um período de enorme sucesso, e está agora numa rápida descido de regresso ao esquecimento - havendo quem diga que com o Candy Crush também já se estava a passar o mesmo.
Se convertermos o valor em acesso directo aos jogadores, significa que a Activision Blizzard pagou cerca de $12.5 dólares por cada jogador (e claro, todos os jogos da King). Uma medida que só poderá fazer sentido se a Activision Blizzard quiser acelerar a sua presença no mundo mobile... mas sem esquecer que o público alvo dos jogos da King é bem diferente dos jogos de maior sucesso da Activision Blizzard.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Candy Crush afunda CandySwipe comprando marca registada anterior
Não escondo que tenho um certo ódio de estimação por toda e qualquer empresa de jogos que, depois de copiar conceitos de jogos já existentes, usa a sua dimensão para obliterar por completo todos aqueles que usam o mesmo formato de jogos. No caso do Candy Crush Saga, cujos criadores - a King - acham estar no direito de registar a palavra Candy e perseguir todos os jogos e apps que a utilizem, a coisa parecia ter um fim feliz à vista... mas uma vez mais o dinheiro falou mais alto.
O "trunfo" era uma app chamada CandySwipe, que não só tem a particularidade de ter a palavra Candy no nome e ter um formato de jogo idêntico ao do Candy Crush... como tinha algo ainda mais interessante para o caso: enquanto que o mediático jogo Candy Crush Saha foi lançado em 2012, o CandySwipe é um jogo de 2010!
Para além do mesmo formato de jogo, podemos também encontrar várias "inspirações" que pelo menos colocam a dúvida sobre a validade do Candy Crush Saga se querer fazer passar por um jogo original:
O criador do jogo CandySwipe teve o bom senso de registar a marca CandySwipe para proteger a sua app, e quando viu esta tentativa da King em registar a palavra Candy, preparou-se para fazer valer o seu próprio registo e invalidá-la. Só que infelizmente a coisa não correu como o esperado...
A King comprou os direitos sobre uma marca registada anterior "Candy Crusher" que deverá abranger programas e apps e que remonta a 2004, e pretende utilizá-la para invalidar o registo e reclamação do CandySwipe. E como é de esperar, um pequeno developer independente não terá grandes hipóteses de enfrentar um gigante da indústria.
Mais um caso onde nem sempre o que é mais justo ou correcto vence, e onde todos podemos/devemos fazer aquilo que nos compete. No meu caso, tal como simplesmente desinstalei e bani completamente qualquer jogo da Zynga, passarei a fazer o mesmo com todo e qualquer jogo da King. Não por ter qualquer coisa contra o sucesso de uma empresa que cresceu e se tornou um gigante... mas sim por não conseguir suportar as atitudes de total arrogância e desprezo que tomam perante aqueles que por um qualquer motivo se atravessam no seu caminho.
[republicado do Aberto até de Madrugada]
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Registo da palavra Candy leva a revolta por parte de game developers
As manias dos direitos de autor não se limitam às músicas e filmes; na área dos videojogos também temos casos caricatos... e que resultam em respostas igualmente caricatas. Certamente já terão ouvido falar do último fenómeno do momento, o jogo Candy Crush Saga - que já marcou oficialmente o início de uma nova era, tornando-se o jogo mobile mais popular de sempre e ultrapassando as tradicionais consolas de jogos mobile como a GameBoy e 3DS. Os seus criadores - King - estão tão empenhados em proteger o seu império que registaram a palavra "candy" na Europa (e estão prestes a consegui-lo também nos EUA).
Como resultado, têm contactado todos os criadores de apps que contenham a palavra Candy ameaçando-os com processos caso não mudem o seu nome. É uma situação triste para todo e qualquer developer que tenha (e já tivesse) uma app com o nome candy - que é ampliado pelo facto dos criadores do Candy Crush terem também copiado inúmeros jogos (o próprio Candy Crush acaba por ser uma versão do Bejweled) - e que agora deu dado origem a um movimento de protesto que encontrou uma forma original de mostrar o seu desagrado: criar o maior número de apps com nomes que gozem com os jogos da King.
Por isso, vários developers estão a submeter apps com nomes como Candy Crap Saga, ThisGameIsNotAboutCandy, CANDY on the EDGE, Candy Escape Goat Saga, Candy Crush SEGA, e Don't Let the Candies Crush; que serão quase seguramente recusados mas que pelo menos irão dar trabalho aos reviewers da App Store da Apple.
Mais uma vez, trata-se de responder "à letra" a um abuso de registo de palavras genéricas que permite a empresas de criatividade duvidosa simplesmente impôr a sua vontade sobre todos os pequenos developers que não têm recursos suficientes para os combater. Combater e impedir apps que se tentem fazer passar pelos seus jogos é uma coisa; disparar em todas as direcções só porque uma app tem uma palavra genérica que eles se lembraram de registar... é outra!
[republicado do Aberto até de Madrugada]
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