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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Neural Dawn vai demonstrar MegaLights do Unreal Engine nos smartphones

A impressionante tecnologia MegaLights do Unreal Engine está prestes a chegar aos smartphones com o jogo Neural Dawn.

A ARM revelou o Neural Dawn, um novo jogo para Android desenvolvido em parceria com a Sumo Digital para demonstrar as capacidades das futuras GPUs Mali. O título destaca-se por ser o primeiro jogo móvel a utilizar o sistema MegaLights da Unreal Engine, uma tecnologia que permite criar cenários com um grande número de luzes dinâmicas e sombras com ray tracing, em dispositivos móveis.

Desenvolvido com a Unreal Engine 5.6.1, o jogo recorre também ao conjunto de tecnologias de gráficos neurais da ARM, incluindo Neural Super Sampling, Denoising e Neural Frame Rate Upscaling. Estas ferramentas usam inteligência artificial para melhorar a qualidade visual e aumentar o desempenho.


O Neural Dawn oferece cerca de duas horas de jogo distribuídas por quatro níveis (o que podemos considerar que faz dele mais uma "tech demo" para demonstrar as capacidades dos chips suportados do que um jogo completo), colocando os jogadores no papel de uma cientista que explora uma rede de cavernas. A iluminação desempenha um papel central na experiência, servindo não só para criar ambientes mais realistas, mas também para orientar a progressão do jogador ao longo da aventura.

A ARM confirmou que o jogo será lançado ainda em 2026 para dispositivos Android equipados com as próximas gerações de GPUs Mali. Estes chips vão incluir aceleradores dedicados para tarefas AI, permitindo combinar processamento gráfico e computação neural dentro dos limites energéticos dos smartphones.

terça-feira, 28 de junho de 2022

ARM apresenta GPU Immortalis com ray tracing

A ARM está a iniciar a transição para o ray-tracing nos mobiles, com o novo GPU Immortalis que supera a gama Mali.

Nos últimos anos os chips ARM tiveram uma evolução alucinante em termos de desempenho e eficiência, que fez com que no espaço de uma década se tornassem numa ameaça aos chips da Intel e AMD. Agora, também o campo mobile se prepara para entrar na era do ray tracing que tem dominado os GPUs nos últimos anos.

Depois da série de GPUs Mali, a ARM apresenta o Immortalis, o seu primeiro GPU a ter aceleração ray-tracing por hardware.

Para além de permitir jogos com gráficos de melhor qualidade, facilitando o processo dos estúdios disponibilizarem os seus jogos nas diversas plataformas (PC, consolas, smartphones) sem grande diferença a nível da qualidade visual; esta aceleração poderá também revelar-se de extrema importância para as aplicações de realidade aumentada que se espera que venham a aumentar drasticamente nos próximos anos.


Este GPU Immortalis destina-se a aplicação nos chips topo de gama, com a ARM a manter a gama Mali, que também recebeu melhoramentos, para os chips de gama média. Só deveremos começar a ver as capacidades a partir do próximo ano, sendo que por essa altura a ARM também promete ter novos GPUs "Titan" e "Kraken" para dar continuidade a esta nova aposta nos GPUs.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Nvidia mostra RTX 3060 em sistema ARM

A Nvidia já vai preparando caminho para um futuro pós-Intel com CPUs ARM nos PCs, e demonstrou um GPU GeForce RTX 3060 a funcionar associado a um CPU ARM.

A hegemonia "Wintel" está em risco, não só por conta da AMD mas, principalmente, pelo efeito de contágio dos chips ARM, que começaram por ser chips modestos usados nos smartphones mas cuja evolução os tem tornado alternativas os CPUs tradicionais da Intel e AMD. É precisamente isso que a Apple já começou a fazer, abandonando os chips Intel nos seus Macs e optando pelos seus próprios chips ARM, e será inevitável que mais fabricantes comecem a seguir o mesmo caminho. Quem não quer ficar de fora é a Nvidia, que relembra que mesmo esses sistemas continuarão a necessitar de gráficos topo de gama, e para isso, mostra-nos com uma RTX 3060 pode funcionar perfeitamente num sistema ARM - neste caso com um chip MediaTek Kompanio 1200.


Apesar dos chips ARM contarem com GPUs integrados que também vão ficando cada vez mais poderosos, é óbvio que não podem competir com um GPU como um RTX da Nvidia, que sozinho gasta dezenas (ou centenas) de vezes mais que o consumo completo de um chip ARM. De resto, a Nvidia não é estreante neste mundo, já tendo feito chips ARM, e até tendo mostrado intenções de querer comprar a própria ARM.

Seja como for, fica a demonstração feita: a futura geração de PCs ARM não irão ter falta de potência gráfica para enfrentar os jogos mais exigentes. Aquela "âncora" que os PCs ainda detinham por conta dos jogos, parece estar a começar a soltar-se.

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