domingo, 26 de julho de 2015

Star Citizen - alguma vez estará feito?


Chris Roberts é um nome que está gravado na memória de todos os que deliraram com jogos como a saga Wing Commander, e que agora se tem dedicado a criar um novo jogo - Star Citizen - que parece ser tudo aquilo que alguma vez se poderia esperar. A única questão é: quanto mais tempo se terá que esperar para que se torne realidade?

Faça-se uma lista com tudo aquilo que qualquer fã dos jogos de combate/exploração espacial desejaria ter num jogo, e tudo o que tiverem nessa lista estará certamente incluído numa pequena porção do que este Star Citizen promete ter.



O jogo pretende simplesmente ser o mais completo jogo de simulação espacial, com uma infinidade de naves que, para todos os efeitos, são completamente funcionais: podem sair do cockpit e dirigirem-se à área de descanso, ou a postos de combate alternativos, que poderão ser ocupados por outros amigos; e nas naves de maiores dimensões (tanto comerciais como militares), há postos para dezenas de tripulantes. E como se este aspecto espacial não fosse já suficientemente ambicioso, depois descobrimos que afinal haveria toda uma outra componente "first-person", que nos permite sair da nave e interagir com o mundo, tanto para nível de comércio, como para combates espaciais para se apoderarem de bases, ou outras naves.



O "pequeno" problema é que este projecto tem sido constantemente ampliado. A cada semana os investidores (o jogo começou com recurso ao crowdfunding) vão vendo e ouvindo notícias sobre o jogo; e quase sempre é a dizer que se estão a preparar ainda mais naves, ou ainda mais coisas para aumentar ainda mais o universo de jogo - sendo que muitas destas naves, ainda inexistentes, podem ser compradas, por muitas dezenas ou até mesmo centenas de euros... de dinheiro real!

É uma forma de financiar o desenvolvimento do projecto, mas que também vai causando alguma preocupação. O jogo estava inicialmente previsto para estar concluído em 2014, mas já passamos a primeira metade de 2015 e ainda não há data para que tal aconteça. Por agora os compradores do jogo têm apenas acesso a duas secções do jogo bastante limitadas: o hangar, onde podem ver as naves que tiverem comprado (ocasionalmente algumas adicionais, de forma temporária); e uma parte de exploração espacial em dois ou três cenários diferentes). Isto mostra que o jogo é "tecnicamente real", mas acaba por ser apenas uma pálida demonstração daquilo que o jogo real deverá ser.

Pelo seu lado, Chris Roberts desvaloriza estas acusações e receios, dizendo apenas que se trata do processo normal de desenvolvimento de um jogo ambicioso e que se expandiu face ao que inicialmente era previsto.


O que é certo é que o jogo já vai com quase um ano de atraso face à data prometida inicialmente de Novembro de 2014, e não há previsão de quando é que poderá estar concluído. (E mesmo não podendo ser comparado a escala de jogo, não deixa de nos dar que pensar quando olhamos para jogos como o Warfront, que misturam inúmeros estilos de jogos, onde tudo foi feito por uma única pessoa... e que conseguiram cumprir com a conclusão do jogo - e até disponibilizando conteúdo adicional extra depois disso!)

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