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quarta-feira, 9 de julho de 2014
Titanfall anuncia novo DLC Frontier's Edge
Titanfall tem sido o jogo que me ocupa todo o tempo livre disponível, e que eu considero ser um dos melhores de sempre - mas isso não significa que seja perfeito, e a chegada de mais um pack de conteúdos adicionais é novamente algo que está a ser encarado com apreensão pelos jogadores em vez de ser algo "desejado" como deveria ser.
Eu sou um dos maiores fãs de Titanfall, mas o jogo por vezes parece esforçar-se por afugentar o maior número possível de jogadores. O sistema de matchmaking é uma vergonha (muitas vezes seleccionado uma equipa de jogadores "profissionais" contra uma equipa de jogadores iniciantes) a lentidão na espera dos jogos é desesperante; e ainda por cima, nem sequer temos hipótese de fazer algo tão básico quanto escolher o mapa em que queremos jogar. Isto, para além dos bugs (no meu caso, raro é o dia em que não leve com uma dúzia de crashes - e não, não é do PC, pois apenas acontece com o Titanfall e nenhum outro jogo, mesmo dos "exigentes").
A chegada do primeiro DLC foi criticada por apenas consistir em 3 mapas - que vieram contribuir para a desertificação do jogo. Inicialmente quem os tivesse podia (e pode) escolher jogar neles; mas entrentando a Respawn achou que seria boa ideia incluí-lo nas campanhas gerais. O resultado: se estiverem a jogar com um amigo que não tenha esses mapas, estão sujeitos que a qualquer momento ele "fique de fora" caso o próximo nível seja num deles!
E agora está prestes a chegar o segundo DLC, Frontier's Edge, que novamente se parece resumir a 3 novos mapas, que virão agravar ainda mais essa situação.
Em vez de apostarem em DLCs que incentivassem à sua compra pela positiva: por exemplo, novas armas e novos Titans, que poderiam conviver com os jogadores que não os tivessem, fazendo-os ter vontade de as comprar; Titanfall parece estar simplesmente a querer facturar a sua "mensalidade extra" disponibilizando mapas que deveria estar disponíveis gratuitamente para que todos os jogadores pudessem jogar sem "ficar de fora" - e pouco ou nada fazendo para resolver os problemas e críticas que são feitos continuamente nos seus forums.
Não será por isso que deixarei de o jogar (a não ser que os crashes comecem a ser ainda mais frequentes ao ponto de não conseguir acabar um nível - como por vezes já tem acontecido)... mas dá-me pena ver um jogo destes ser tratado desta forma.
sábado, 8 de março de 2014
DLCs: Divertimento acrescido ou a busca pelo lucro fácil?
Muitas vezes é fácil criarem-se falsas memórias de como as coisas eram noutros tempos, com as coisas boas a serem destacadas e as más a ficarem esquecidas. Mas no caso dos videojogos, não posso deixar de ficar um pouco desapontado como a busca cega pelos "euros" se tem tornado no ponto principal de muitos estúdios. O factor divertimento e a ética passam a ser completamente secundários face à satisfação dos clientes, e todas as tácticas são usadas para amealhar euros extra.
Ora bem... os jogos e o dinheiro sempre estiveram associados - não nos vamos esquecer das máquinas arcade alimentadas a moedas. E nos jogos comprados, para as consolas e computadores, é lógico que o objectivo era ganhar dinheiro suficiente para, pelo menos, os seus developers (e editores) poderem pagar as contas e continuarem a fazer o trabalho que gostavam. Mas noutros tempos, quando se comprava um jogo, pronto, estava feito, para o melhor e para o pior.
Depois de ser posto à venda, poucas eram as hipóteses de se poder vir a fazer uma correcção posterior. Hoje em dia, graças à internet, temos a sorte de um bug poder ser corrigido após o lançamento do jogo - o que é positivo. O problema é que o sistema tem sido subvertido, e graças a essa facilidade do "depois pode corrigir-se" somos confrontados cada vez mais com produtos que são postos à venda em formato inacabado, com a promessa que depois, eventualmente, tudo será corrigido. E isso não se passa apenas com os bugs como - e agora a pagar - com os próprios conteúdos e até... as batotas!
Era frequente nos jogos haver sempre algum "truque" que dava acesso a um qualquer cheat mode ou easter egg. Os famosos "god mode" que nos tornavam invencíveis, ou desbloquear imediatamente o acesso a todos os níveis. E é precisamente este ponto que me inspirou a escrever este artigo hoje. É que até isso é actualmente usado para ganhar dinheiro à custa dos jogadores.
Um jogo como o NFS Most Wanted, actualmente à venda na Origin (EA) por 29,99€ (embora possa ser encontrado noutras lojas online por valores inferiores a 7€!) poderá parecer um bom negócio... mas uma espreitadela aos "extras" mostra-nos ao ponto a que as coisas chegaram, com uma dezena de opções extra, com preços que variam entre os 6.99€ e os exorbitantes 39.99€, mais que o valor do próprio jogo!
O que acho mais caricato é que para além dos ditos conteúdos (mapas) que se poderiam argumentar ter que ser pagos por acrescentarem coisas novas ao jogo, também se paga pelo "privilégio" de desbloquear automóveis e acessórios que estão no jogo. Ou seja, o tipo de coisa que anteriormente seria acedida via um "cheat code" hoje em dia é algo pelo qual empresas como a EA cobram 7, 10 e mais euros - novamente, mais do que o preço do jogo completo nalgumas loja online!
Que todos queiram ganhar dinheiro, muito bem... mas penso que há limites para tudo, e isto a que assistimos actualmente já ultrapassa esses limites.
[republicado do Aberto até de Madrugada]
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