quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Titanfall Beta


Ainda está em beta mas já demonstra bem as suas pretensões: quem estiver com esperanças de ganhar o "Jogo do Ano" em 2014 não vai ter a vida facilitada devido a este Titanfall.

Titanfall tem estado em modo beta (que infelizmente termina hoje) e eu tive a sorte de ser um dos seleccionados (para a versão PC), pelo que este jogo me tem ocupado todo o tempo desde o início do passado fim-de-semana (desculpa Warface, a partir de amanhã já regresso). E o que interessa saber é: no meio de tantos jogos FPS... será que Titanfall tem aquilo que é necessário para conquistar os jogadores?



E a resposta é... SIM, definitivamente SIM. Misturar mechs gigantes (os Titans) com soldados normais poderia ser algo que desequilibrasse completamente o jogo mas a verdade é que isso não acontece. Temos um jogo onde tudo funciona, quer se esteja a jogar como piloto "a pé", saltando e caminhando pelas paredes graças às suas capacidades acrobáticas de induzir vertigens (logo no início do jogo quando saltamos para o mapa de uma dropship, ficamos logo com aquele sensação de "falta de ar" por causa da queda); quer se esteja a jogar dentro do nosso Titans, que embora nos dê capacidades acrescidas também se torna num alvo mais apetecível, tanto para outros Titans como para os pilotos inimigos, que têm armas anti-Titan e que também nos podem tentar saltar para cima e destruir abrindo e disparando sobre painéis de controlo.



Cada jogador começa com 3 classes de piloto pré-feitas, mas assim que sobe alguns níveis passa a poder ter 3 classes completamente configuráveis, podendo optar por um estilo de jogo de proximidade (caçadeiras ou uma smart-pistol que faz "lock" automático nos alvos), combater intermédio (metralhadoras), ou de distância (armas de sniper). Cada jogador tem uma arma principal, uma pistola, e uma arma anti-Titan; a que se somam granadas, e algumas capacidades especiais: como cloaking, stim packs, capacidade para manobras acrobáticas mais longas, etc.

Nos Titans passa-se o mesmo, criando uma infinidade de opções que garante uma agradável variedade ao jogo: podemos escolher até algumas surpresas como uma explosão nuclear quando o nosso mech é destruído (que poderá destruir os nossos inimigos), assim como um modo de auto-eject que garante a nossa sobrevivência (senão, teremos que estar atentos para o fazermos manualmente antes que o Titan expluda.

Para além disto temos ainda um factor extra de variedade que nos é dada por um sistema de cartas com capacidades especiais. A cada jogo vamos ganhando cartas especiais, e depois podemos escolher três delas para ficarem disponíveis. Temos cartas que nos permitem usar armas especiais, ou poupar tempo para a chegada do Titan, outras que permitem acumular experiência a dobrar, ou ser ignorado pelos inimigos controlados por computador, ou ainda ter uma explosão nuclear extra-potente quando o nosso mech é destruído (esta última é uma das minhas preferidas, pois posso fazer uma manobra "suicida" atirando-me para o meio de 3 ou 4 Titans inimigos... e estourando com eles enquanto sou ejectado para segurança! :)
Algumas cartas são de uso único, outras duram até que alguém vos mate.


Os mapas são suficientemente amplos para permitir que a dúzia de jogadores se movimente à vontade sem que no entanto se sintam perdidos; e nos mapas disponíveis na beta (um em ambiente urbano, outro num outpost mais "selvagem", com alguns pontos de estrangulamento que se tornam em ponto de combate intenso entre as duas facções) temos já um dose considerável de detalhes que até nos faz ter vontade de andar por lá a passear e explorar.



Passados alguns minutos de jogo, que poderão ser reduzidos conforme o número de inimigos que vamos eliminando (temos não só os pilotos inimigos, controlados por humanos, como também soldados controlados por computador), temos finalmente direito a poder chamar o nosso Titan, que cai do céu com um estrondoso barulho (e que também pode ser usado para cair em cima dos inimigos mais desatentos, para uma morte humilhante). Cada piloto tem o seu próprio Titan, que pode ser colocado em modo automático a guardar uma posição, ou seguir-nos para onde formos. Ou então, o mais comum... entrarmos lá para dentro, sempre com uma engraçada sequência dependendo do local por onde nos aproximamos deles (por baixo vemos o Titan a pegar em nós e a colocar-nos lá dentro, por cima abre-se a escotilha superior e escorregamos para o seu interior, etc.


Existem diferentes modos de jogo: o deathmatch normal, um ao estilo "capture the flag" em que temos que manter o controlo durante o maior tempo possível de três pontos no mapa (ambos com respawns imediatos em caso de morte), e um modo "Last Titan" onde se começa directamente com Titans, e sem direito a respawn, com o objectivo de se eliminar a equipa inimiga.

Quando se vence a partida há ainda um último pormenor bastante interessante. Os derrotados têm a possibilidade de fugir para um ponto onde serão apanhados por uma nave; com os vencedores a aproveitarem também para tentar eliminar os últimos sobreviventes e/ou destruírem a nave para impossibilitar a sua fuga. Dá sempre um gosto especial ter sido derrotado mas conseguir escapar com vida... :)

Enfim... se já tinha grandes esperanças para este Titanfall, depois de ter passado os últimos dias a jogá-lo fico sem qualquer sombra de dúvidas: este é um daqueles jogos absolutamente imperdíveis para os fãs de jogos FPS em universos de ficção-científica! Agora é só esperar até 11 de Março.


Titanfall vai estar disponível para PC, Xbox One e Xbox 360 e é um daqueles que dava vontade de ter a Collectors Edition! :)


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