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segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Nvidia diz que RTX 4090 queimadas se devem a cabos mal colocados

A Nvidia já revelou os resultados da sua investigação sobre as RTX 4090 queimadas, dizendo que tudo aponta para a má colocação das fichas de alimentação.

As mais recentes RTX 4090 tiveram alguns casos de placas / cabos queimados, que levantavam dúvidas sobre a utilização do adaptador de alimentação fornecido pela Nvidia. Agora, a Nvidia diz que tudo é provavelmente causado pela incorrecta colocação da ficha, quando não é inserida na totalidade.
Seria fácil desconfiar desta conclusão da Nvidia como forma de se descartar de potenciais problemas, mas a conclusão coincide com a do GamersNexus, que também fez uma análise detalhada a este assunto e chegou a conclusão idêntica.

Portanto, se investiram numa RTX 4090, verifiquem se as fichas estão devidamente colocadas. De qualquer forma, por agora a Nvidia diz que irá proceder à substituição das placas / cabos que tiverem sido queimados.


domingo, 27 de dezembro de 2020

As demos gráficas de outros tempos

Quem achar que a evolução a nível gráfica tem sido lenta nos últimos anos, poderá querer revisitar algumas das tech demos que nos faziam sonhar em anos passados.

Se há coisa que a evolução dos GPUs nos ensinou é que, por mais potente que uma placa gráfica seja, há sempre um jogo capaz de nos fazer desejar com algo melhor e mais poderoso. E quando se pensa que a coisa está finalmente a chegar a um ponto interessante, então queremos aumentar a resolução para os 4K, ou jogar a 144Hz, e lá volta tudo à estaca zero. Ainda assim, os avanços que vão sendo feitos de forma gradual por vezes correm o risco de parecer menos significativos do que são - e isso é algo que se consegue ver melhor ao espreitar algumas das demonstrações que no passado levavam ao limite as capacidades dos GPUs da época.


sábado, 1 de setembro de 2018

Nvidia promete ganhos de 50-100% da RTX 2080 face à GTX 1080


Os jogadores podem respirar de alívio, com a Nvidia a dizer que uma RTX 2080 é equivalente a 2 GTX 1080, abrindo o mundo dos jogos 4K e 60fps com uma só placa gráfica.

O foco da Nvidia no ray-tracing nas novas RTX estava a deixar os jogadores preocupados, mas a empresa vem sossegar os fãs dizendo que o processamento em jogos normais não ficou esquecido e que se pode esperar uma melhoria no desempenho de 50% a 100% numa RTX 2080 face a uma GTX 1080, permitindo jogar a 4K e 60fps em jogos como Call of Duty WW2, Destiny 2, Far Cry 5, and Battlefield 1.

De notar ainda que a melhoria por norma se situa nos 50%, sendo que nos títulos onde se passa para os 100% isso é conseguido à custa do DLSS (Deep Learning Super-Sampling), que usa inteligência artificial para preencher partes da imagem que não foram calculadas - uma técnica que a Nvidia explicará mais detalhadamente no futuro, mas que suspeito que se vá revelar num género de upscaling com técnicas de super-resolution à mistura (veremos!)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Novos Produtos ASUS RoG


Muitos gamers já estarão familiarizados com os produtos Republic of Gamers (RoG) da ASUS. Produtos esses que abrangem todas as necessidades dos jogadores, e que agora passam a contar com alguns novos membros nas suas diversas categorias: motherboards, placas gráficas, placas de som, auscultadores, desktop, notebooks e ratos.


Motherboard Maximus V Extreme Z77
A motherboard Maximus V Extreme vem com a mais recente tecnologia ROG Extreme Engine DIGI+ II que garante uma eficiência de energia óptima através da utilização de controladores digitais para um controlo de overclocking preciso sobre CPU, DRAM e iGPU. Inclui ainda condensadores metálicos pretos japoneses Nichicon GT-Series 10K que apresentam uma longevidade até 5 vezes superior face aos condensadores sólidos normais.

A Maximus V Extreme apresenta-se ainda com o OC KeyTM — uma ferramenta que ajuda a medir e a controlar o overclocking através da utilização do OSD TweakIT (acesso imediato às configurações chave do sistema) e do OSD Monitor (monitorização avançada do sistema e POST sem necessidade de hardware ou software adicionais). A motherboard conta igualmente com o Subzero SenseTM que permite uma monitorização precisa da temperatura até -200°C sem a necessidade de utilizar termómetros profissionais, enquanto que o VGA HotwireTM  vem possibilitar o overclocking integrado da placa gráfica com uma operação de soldagem nos pontos de voltagem da placa que são destacadas para esse fim nas gráficas Asus seleccionadas.

A ROG compreende e participa activamente na comunidade de jogos e utilizou, por isso, a sua experiência para desenvolver software como o novo ROG Exchange, MemTweakIt e OC Knockout, permitindo aos entusiastas partilharem configurações, overclock e interagirem em tempo real com outros entusiastas através do seu software e do website ROG.


Motherboard Maximus V Formula Z77

Existem também gamers que exigem somente o melhor para as suas máquinas e isto significa levar, regularmente, cada configuração ao máximo. E é aqui que entra a Maximus V Formula para se tornar na base dos seus sistemas.

A Maximus V Formula destina-se aos jogadores inveterados e aos modders de PC com o inovador Fusion Thermo™ que utiliza um design híbrido e permite alternar entre as configurações de um arrefecimento convencionar através de ar e a refrigeração através de água para uma dissipação superior de calor. Este design combina um canal em cobre de refrigeração a água de níquel galvanizado ao longo do tubo de transferência de calor integrado que surge sob as aletas que ajudam à refrigeração por ar. Esta solução ajuda a atingir o limite do overclocking quando se trata de jogos ou de benchmarking.

O condensadores premium de áudio SupremeFX IV™ recentemente actualizados, o amplificador de auscultadores de 300ohm e o exclusivo Red Line Shielding para isolar os sinais analógicos e digitais e bloquear interferências proporcionam um SNR de 110dB no áudio em jogo. Já a opcional ThunderFX™ é uma multi-plataforma de áudio externa com amplificador de auscultadores de 300ohm e os melhores condensadores dedicados para áudio. Utiliza tecnologia de cancelamento de ruído ambiente (ENC) e proporciona SNR de 114dB. A ThunderFX™ pode ser utilizada em PC e Notebooks para jogos ou mesmo em consolas de jogos com a Xbox® 360 e a PlayStation® 3.


Placa gráfica MATRIX HD 7970

A placa gráfica MATRIX HD 7970 baseada na Radeon HD 7970 surge com uma impressionante lista de especificações que permitem um excelente desempenho e elevadas taxas de frames. A placa baseia-se na mesma tecnologia DIGI+ VRM - presente nas motherboards de elevado desempenho da linha ROG - combinada com a tecnologia de 20 fases de energia Super Alloy Power, especialmente desenhada para os produtos gráficos de topo da Asus. Além disso, suporta overvolting por hardware através da funcionalidade VGA HotwireTM que funciona em conjunto com o ROG OC KeyTM que permite um controlo directo do hardware ao nível da voltagem, memória e núcleo.

O GPU Tweak possibilita uma monitorização precisa e ajustamentos fáceis até um máximo de quatro placas gráficas, dando aos utilizadores a possibilidade de ajustes simples e seguros em parâmetros como velocidade de clock, voltagem e velocidade da ventoinha. Velocidades rápidas e estáveis podem igualmente ser atingidas através da calibração da linha de carga e overcloking  ao PWM, e tudo passível de ser controlado através do GPU Tweak.


Set de placa de som Xonar Phoebus para jogos

Os Gamers que procuram uma placa de som de topo independente irão ficar satisfeitos com a nova ASUS Xonar Phoebus. Ela vem com um caixa de controlo de mesa para um ajuste de volume mais conveniente e ligações rápidas aos auscultadores e microfone. Através de algoritmos inteligentes e dois microfones integrados na caixa de controlo, a tecnologia exclusiva ROG Command reduz até 50% o ruído ambiente para garantir uma comunicação in-game nítida. Mesmo sem o microfone externo, a tecnologia ROG Command pode ser activada e com os microfones interiores a formarem um cone virtual de 30º é possível capturar a voz de uma forma nítida. A placa de som com SNR de 118dB oferece uma qualidade de som excepcional, enquanto que o amplificador de auscultadores de 600 ohm de classe audiófila com três configurações de ganho diferentes e permite superiorizar-se aos restantes auscultadores disponíveis no mercado.


Auscultadores Vulcan PRO ANC para jogos
A ROG alargou também a linha Vulcan para incluir o novo Vulcan Pro. Este novo produto de referência inclui todas as características e funcionalidades dos premiados Vulcan ANC, bem como um processamento de áudio digital por via de hardware, graças a um acessório USB compacto, proporcionando um som surround virtual de 7.1 canais e uma ampla gama de efeitos especiais sem a necessidade de drivers adicionais.


Auscultadores Orion e Orion Pro para jogos
O auscultador Orion Pro para jogos é a resposta ideal para o gamers que procuram auscultadores de jogo precisos, confortáveis, leves e com redução de ruído. Possui um design de encaixe confortável, um microfone retrátil com filtragem de ruído e um cabo de 2,5m com controlo de volume incorporado. Os drives de alta qualidade com 50mm e imans de neodímio oferecem um áudio equilibrado com reduzida distorção e um amplo espectro de som, enquanto que o cancelamento de ruído passivo reduz o som ambiente até 30dB. Além disso, o Orion Pro inclui o processamento de áudio digital por via de hardware através de um acessório USB compacto que proporciona um som surround virtual de 7.1 canais, bem como um amplificador de auscultador integrado e FPS EQ sem a necessidade de instalação de drivers adicionais.


Desktop TYTAN CG8890

Alguns gamers têm menores conhecimentos técnicos mas continuam a passar tanto tempo no campo de batalha digital que os seus congéneres hardcore – e estes que podem continuar a querer ter a melhor experiência de jogo com o mínimo de esforço passam a estar mais bem servidos com os dois novos PCs ROG para jogos.

O desktop ROG TYTAN CG8890 para jogos utiliza um sistema de refrigeração líquida do processador Intel® Core™ i7-3960X de 3,3GHz e vem com 16GB de RAM (2,133MHz DDR3) e uma placa gráfica NVIDIA® GeForce® GTX 690.

O CG8890 apresenta um design poligonal aerodinâmico idêntico aos portáteis ROG para jogos e vem com design do chassis e efeitos de luz originais. O CG8890 surge com a opção de overclocking do CPU com o Turbo Gear permitindo chegar facilmente a uma velocidade máxima de 4.2 GHz, sem a necessidade de reinicialização. Com 10 vias de ventilação e refrigeração líquida, o CG8890 é um gigante na refrigeração e foi desenvolvido para oferecer a dissipação de calor e a circulação de ar mais eficientes.

A placa gráfica NVIDIA® GeForce®GTX690 tem suporte até um máximo de 4 monitores, enquanto que dois discos SSD SATA3 de 128GB em RAID 0 permitem leitura e gravação de dados mais rápidas. A placa de som Xonar DX vem oferecer um áudio 35x mais nítido do que com codecs integrados.


Notebooks série G para jogos

O estilo inspirado nos caças furtivos está de regresso na nova série G de notebooks para jogos. Com a potência da terceira geração de processadores Intel Core-i7 quad core e a NVIDIA® GeForce® GTX 670M e a 660M como opção, o G75VW com ecrã de 17.3” polegadas e o G55VW com ecrã de 15.6” polegadas estão preparados para um desempenho de jogo total.

A abundância de desempenho é, porém, inútil sem um sistema de refrigeração adequado. A nova série G tem um sistema térmico duplo inteligente que mantém o calor longe do jogador através de um design único de ventilação traseira. O G55VW utiliza um par de ventoinhas para aumentar a eficiência térmica, enquanto que o G75VW vem com ventoinhas dedicadas ao CPU e GPU, complementadas com filtros das ventoinhas removíveis para reforçar a eficiência térmica.

Com o enorme potencial de crescimento da motherboard ThunderboltTM Intel® nos PCs com Windows em 2012, o G55VW está orgulhoso em receber a certificação da Intel para os novos modelos compatíveis com a nova Thunderbolt que estará disponível a partir de Julho. *
*A disponibilidade irá variar de região para região


Rato GX1000 para jogos

O ROG GX1000 vem equipado com um laser de alta precisão até 8200 DPI e uma base em PTFE para um controlo preciso. O modelo em alumínio escovado tem um design anatómico e proporciona um elevado conforto mesmo após várias horas de jogo.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Starcraft II - Comparação Gráfica


Curiosos por saberem qual a diferença entre a qualidade gráfica "low" e "ultra" em Starcraft 2?

Vídeo com a resposta já a seguir.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Nvidia CUDA vs ATI Stream

Artigo escrito por Mário Ferreira



Muito se tem vindo a falar sobre a utilização dos GPU’s (processadores gráficos) para processamento que não o tradicional cálculo de polígonos e pixels em jogos 3D.

Efectivamente, dada a potência disponibilizada pelas placas gráficas e desaproveitada na utilização mais tradicional da máquina, parece quase crime ter um hardware tão poderoso parado, esforçando o CPU em cálculos que se revelam intensos e morosos.

Podemos falar, por exemplo, da descodificação H.264, mais concretamente quando aplicada a filmes em formato Blu-Ray 1080p. Este é o tipo de cálculo intenso que esforça CPU’s para a simples reprodução. Parece incrivel, mas não é qualquer CPU, mesmo dual core, que é capaz de reproduzir filmes H.264 a 24 Mbits/s e a 1080p, e quando o é, muitos deles possuem uma taxa de ocupação extremamente alta, o que se traduz em aquecimento e eventual aumento do ruído envolvente, com o acréscimo de rotação das ventoinhas de refrigeração.

E se a reprodução já é problemática, então a edição video com a sobreposição de pistas e aplicação de efeitos, com consequente cálculo do produto final tornam-se muito complicadas. Aliás a previsão dos efeitos torna-se quase impossivel, e o processamento muito moroso.

Eis que entra em jogo a utilização dos GPU’s.

A primeira empresa a anunciar a utilização dos seus GPU’s para “processamento genérico” foi a Nvidia, com a apresentação da tecnologia CUDA.
O CUDA oferece a possibilidade de os processadores gráficos serem programados para outros tipos de processamento sendo que as aplicações mais evidentes e implementadas nas drivers gráficas pela Nvidia são exactamente as acelerações vídeo com a capacidade de descodificação e codificação de sequências H.264, bem como a sua aplicação para cálculos de fisica de objectos e particulas usando o conhecido motor Physx.

A ATI demorou muito tempo a dar resposta a esta capacidade das placas NVIDIA, mas finalmente o ATI STREAM viu a luz do dia.
Apesar de uma fraca implementação inicial, actualmente o STREAM revela-se um concorrente à altura do CUDA, e em alguns casos chega mesmo a ser mais vantajoso. No entanto, ao contrário do CUDA, o ATI STREAM não oferece a capacidade de “processamento genérico”, mas sim apenas acelerações gráficas usando os pipelines existentes no processamento vídeo (codificação/descodificação). Quer isto dizer que, apesar de ser concorrente no campo das acelerações vídeo, a sua aplicabilidade para o cálculo de física é nula, continuando a Nvidia sem oposição nessa vertente.

Com isto dito, e apesar da vantagem que o CUDA oferece pela sua maior versatilidade, vamos fazer um comparativo às duas tecnologias no campo onde estas são igualmente aplicáveis.

A comparação será feita baseada nos valores obtidos pelo site PC PERSPECTIVE para as duas tecnologias em diversos programas.


TRANSCODING PARA STREAMING

O “transcoding” para “streaming” aparecem normalmente associado a media extenders. Exemplos são uma PS3, uma XBOX 360, um iPhone, iPod, um PDA ou um telefone móvel, ou outro qualquer sistema que por si não suporte ou não seja capaz de descodificar o formato original.

Desta forma, um computador remoto irá descodificar e recodificar em tempo real, ou mais rápido, o vídeo e áudio existente para um outro formato e resolução que o media extender suporte, enviando essa informação via cabo de rede ou wi-fi. Desta forma o media extender poderá apresentar a informação recebida numa TV ou monitor.

Esta operação, como a descrição permite antever, é extremamente exigente a nível de processamento. Se um processador já se revela insuficiente para a simples leitura de um filme H.264 1080p 24 Mbits/s, dificilmente conseguirá ainda re-codificar em tempo real de modo a enviar para o media extender.

A solução para este problema apresenta-se na forma de softwares de “Transcoding”, com suportes ATI STREAM e CUDA.

Desta forma analisemos as performances obtidas usando os softwares de transcoding ATI VIVO CONVERTER (ATI STREAM) e BADABOOM (CUDA). Vamos contudo limitar-nos às conversões que envolvem vídeo HD, pois se um processador genérico se pode revelar insuficiente para esta operação tendo como única possibilidade de a efectuar a ajuda de uma destas duas tecnologias, o mesmo já não se passa com as resoluções SD onde desde à muitos anos os tradicionais processadores se revelam mais do que suficientes.




O caso de cima mostra uma conversão de um video em formato Blu-Ray (1080p H.264 24 Mbits/s) para um receptor iPod, convertendo o vídeo original para MPEG4, com um bitrate de 780 kbps/s e uma resolução de 480*320.

O que o gráfico de cima permite ver é que a conversão total do clip demoraria 72 segundos a ser calculado caso o Core2 Quad QX9650 existente fosse o processador usado (Note-se que isto nada indica sobre a capacidade do CPU de realizar o transcoding por si só).
A placa da Nvidia (CUDA) consegue o mesmo resultado em 23 segundos e a ATI (STREAM) em 12s.

Por aqui vemos um ganho de 3.1x da placa da Nvidia face ao uso do CPU, e de quase 6x da placa da ATI face ao mesmo. Esta diferença de performance é, muitas vezes, dependendo do CPU usado, a diferença entre se conseguir ou não fazer o “transcoding”.

O gráfico de cima permite igualmente ver que a tecnologia da ATI é mais rápida. E se a ideia fosse uma simples conversão de formatos, teria efectivamente vantagens.
Mas no entanto o pretendido não é isso. Se o CPU é suficiente para efectuar o transcoding por si com baixa percentagem de ocupação, então estas tecnologias revelam-se redundantes (note-se que para o tipo de transcoding referido aqui apenas precisamos de calculo em tempo real). No caso de não o ser ou de o ser mas com taxas de ocupação elevadas, então o que interessa é a libertação do CPU desse trabalho. E é ai que a porca torçe o rabo.

Analisemos o uso dos CPU’s, começando pela ATI:




E agora vejamos a mesma coisa para a Nvidia:




O que aqui vemos permite concluir muita coisa:

A tecnologia da ATI revela-se mais rápida mas muito mais exigente a nível de processador. Quer isso dizer que caso o processador em causa não fosse um Quad Core QX9650, mas um dual core E6600, os tempos da ATI iam aumentar tremendamente pois a ocupação do CPU ia atingir os 100% com facilidade. Já a placa da Nvidia, mesmo com metade da potência do CPU disponível iria apenas atingir os 76%, mantendo o seu tempo de cálculo.

Apesar de já referirmos que a velocidade de cálculo para “transcoding” é irrelevante desde que permita o mesmo em tempo real, a realidade é que vemos aqui que como meio de auxílio ao CPU as placas da NVIDIA são muito melhor ferramenta do que as da ATI. Dada a sua menor dependência do processador (neste caso menos 46%), é possivel com maior facilidade obter um “transcoding” eficaz em sistemas menos potentes usando uma placa Nvidia do que uma placa ATI.
E esse é o objectivo desta tecnologia!

Para piorar mais as coisas para o lado da ATI o site PC Perspective revela ainda que o STREAM tem ainda muitas arestas por limar, mostrando pequenos problemas na imagem após o “transcoding” como se pode ver no imagem abaixo, no braço do homem da esquerda.




O site referido não conclui qual das tecnologias prefere, mas apenas qual dos dois softwares apresentados acha mais vantajoso (AVIVO VIDEO CONVERTER e BADABOOM), limitando-se a concluir que ambas são impressionantes.

E essa é igualmente a nossa opinião, sendo que no entanto, pela maior independência dos CPU’s a tecnologia CUDA apresenta maiores vantagens para quem tem processadores mais fracos e efectivamente necessita deste suporte. Isso, associado à maior qualidade de imagem, só pode mostrar a nossa preferência pelo CUDA.


CODIFICAÇÃO E DESCODIFICAÇÃO

Aqui vamos falar de um outro tipo de “transcoding”, que não designamos assim para evitar confusões. No primeiro caso, dado “streaming” en tempo real apenas interessa que o processamento fosse feito igualmente em tempo real, mas neste agora em análise vamos falar da conversão e codificação vídeo normal, onde o que interessa é que isso seja feito com rapidez e com a maior qualidade de imagem possível.

E existe a necessidade de separar os dois tipos de “transcoding”! Não só porque, como já vimos antes, em matéria de tempo de execução a tecnologia da ATI parece levar vantagem, como tambem pelo facto que a codificação/descodificação que abordaremos pode ser mais complexa do que a simples conversão de video de um formato para outro. É o caso da edição video onde várias pistas são sobrepostas, há aplicação de efeitos visuais e outros, que tem de ser calculados para o video final.

Analisemos antão o software POWER DIRECTOR 7, um software de edição video que suporta as duas tecnologias:





Antes das conclusões analisemos um outro software que usa igualmente ambas as tecnologias, o MEDIA SHOW EXPRESSO:






O site analisa ainda um terceiro software, mas por suportar apenas a tecnologia ATI STREAM, o mesmo parece despropositado para uma comparação, dai que não o referiremos.

Ora as conclusões a tirar aqui são opostas às anteriores, o que mostra bem a necessidade desta análise.

Com este tipo de processamento as placas da Nvidia continuam a mostrar-se mais lentas, mas revelam-se mais sedentas do que as da ATI no uso do processador central, atingindo em alguns casos uma diferênça de 37%.

Aqui a aparente incongrência instala-se. Se no caso anterior as Nvidia eram mais lentas mas tambem usavam menos processador, aqui elas continuam mais lentas mas usam mais processador.

A explicação é contudo perceptivel no resultado final. É que a qualidade do produto obtido não é exactamente a mesma:
Vejamos dois exemplos do obtido pela Nvidia:


E agora os mesmos resultados para o mesmo filme com os mesmos parâmetros para as placas ATI:


Para quem o evidente não saltou imediatamente à vista, e dúvida dissipa-se ao aumentarmos um pedaço da imagem em 200%.

NVIDIA:





ATI:



Como é agora visível a qualidade de imagem não é comparável. O cabelo da jovem não possui o detalhe do obtido com a NVIDIA, onde todos os fios são visíveis. O mesmo se passa com o roubo do pouco detalhe do cenário de fundo que existe.

Já no caso do boneco a nitidez do pelo é perdida, sendo isso mais notório na barba e cabelo. Pior ainda é o assento do carro onde todo o detalhe da textura se tornou num borrão.

Aparentemente, numa ânsia pela performance a ATI tem vindo a negligenciar a qualidade. E para o pretendido, edição e codificação de vídeo HD, a qualidade de imagem é claramente o factor mais importante de todos. Muito mais importante que o ganho de 1 ou 2 segundos para se ficar bem nos testes, ou do que o uso do CPU.
No entanto, dado que ao contrário do CUDA onde o software pode ter controlo sobre a placa e a forma como esta trabalha, o STREAM não é uma componente programável das placas da ATI, mas sim uma rotina pré programada que usa as pipelines internas para esse cálculo, o que significa que corrigir esta situação passa apenas pela ATI, existindo inclusivé a dúvida sobre se tal é possível dado que se trata de sequências de cálculo pré-programadas no hardware. Esse é o motivo porque o mesmo programa dá resultados diferentes nas duas placas, o que não aconteceria se a ATI fosse igualmente programável como a NVIDIA, à semelhança dos processadores Intel e AMD, que performances à parte, obtem sempre resultados iguais.

Desta forma, neste segundo teste temos igualmente de dar a vantagem à Nvidia e ao seu CUDA, o que faz dela a clara vencedora desta comparação. Ah sim, e ainda oferece o Physx.

[Fontes]
pcper #1

pcper #2
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